Burrinha é um nome dado a folguedos populares tanto no Brasil como em Ouidah, no Benim, levada pelos Agudás escravos libertos que retornaram para a África. É uma forma antiga do Bumba meu boi que sobrevive há mais de 200 anos.
Descrição dada na Bahia, por Manuel Querino, a Câmara Cascudo: "Burrinha é um indivíduo mascarado, tendo um balaio na cintura, bem acondicionado, de modo a simular um homem cavalgando uma alimária, cuja cabeça de folha-de-flandres produzia o efeito desejado. A música se compunha de viola, canzá e pandeiro. O divertimento semelhava-se aos dos ternos; a diferença, apenas, estava na presença da burrinha e nas chulas. Assim que tiravam os Reis entravam cantando: "Minha burrinha bebe vinho Bebe também aguardente; Arrenego deste bicho Que tem vício feito gente. Xô-xô, bichinho, Xô-xô, ladrão, Cadeado do meu peito. Chave do meu coração. Bota a burrinha pra dentro. Pro sereno não molhar. O selim é de veludo. A colcha de tafetá. Xô-xô, bichinho. etc."
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