thumb|253px|R. peregrina.

Rubia peregrina L. é uma espécie herbácea trepadora pertencente à família das rubiáceas. É uma pequena liana que ocorre em zonas de bosque e matagal esclerófilo, sobre todo o tipo de substratos, incluso no solo sobre pedregais. Descrição A espécie R. peregrina apresenta caules com aspecto característico, abundantemente ramificados, de secção quadrada, com nervura bem marcadas em cada vértice.

As folhas são de coloração verde brilhante a verde claro, agrupadas em verticilos em torno do caule, em número de 4 a 6 em cada verticilo. São simples, sentadas, de forma elíptica a linear lanceolada, com pequenos ressaltos em forma de gancho no bordo que lhes confere uma aparente rugosidade e permite que se prenda a roupas ou à pelagem de animais, dando-lhe um aspecto de velcro. Os ganchos aparecem também na parte inferior da nervura central e em cada um dos quatro vértices da secção do caule.

As flores são hermafroditas, agrupadas em inflorescências terminais similares a panículas. Cada flor apresenta 4 a 6 pétalas soldadas em forma de tubo e 4 a 6 lóbulos de forma triangular a lanceolada, de coloração branca-amarelada.

O fruto é uma baga solitária, negra quando madura, com aspecto de uma diminuta uva, muito consumida pelos pássaros. As aves são o principal meio de dispersão da espécie.

Esta liana alcança 6 m de comprimento e 3 a 4 m de altura. A "ruiva brava" tem as folhas reunidas em verticilos, normalmente em número de cinco ou mais por cada verticilo. As folhas são maiores e mais largas que as de Rubia angustifolia. O hábito da planta é muito parecido com o da espécie Galium aparine, ou de outras espécies do género Galium, mas é diferenciado pelas folhas coreáceas das Rubia, que parecem não murchar após o corte da planta, que contrastam com as folhas tenras de Galium, de um verde claro que se enrugam rapidamente. Para além disso, Rubia apresenta frutos carnosos e Galium frutos secos. Floresce em Maio e Junho.

A espécie tem distribuição natural pela região do Mediterrâneo e nos arquipélagos da Macaronésia, com presença no sul e oeste da Europa e Ásia e norte de África. Em Espanha ocorre no Vale do Ebro, Andaluzia, Alicante, Barcelona, Castellón, Gerona, ilhas Baleares, Tarragona e Valência, regiões onde cresce em matagais, silvados, paredes e zonas forestadas.Dados em Herbarivirtual

Taxonomia Rubia peregrina foi descrita por Carolus Linnaeus e publicado em Species Plantarum 1: 109, no ano de 1753.Rubia peregrina em Trópicos Dada a sua ampla área de distribuição natural e variabilidade morfológica, a espécie tem uma rica sinonímia:Sinónimos em KewRubia peregrina en PlantList/ Rubia anglica Huds. (1762). Rubia angustifolia L. (1767). Rubia lucida L. (1767). Rubia bocconii Petagna (1787). Rubia longifolia Poir. in J.B.A.M.de Lamarck (1812). Rubia splendens Hoffmanns. & Link (1824). Rubia requienii Duby (1830). Rubia dalmatica Scheele (1844). Rubia angustifolia var. requienii (Duby) Nyman (1879). Rubia peregrina var. dalmatica (Scheele) Nyman (1879). Rubia peregrina var. lucida (L.) Nyman (1879). Rubia peregrina var. splendens (Hoffmanns. & Link) Nyman (1879). Rubia erratica Bubani (1899). Rubia reiseri Halácsy ex Hayek (1930). Rubia peregrina subsp. longifolia (Poir.) O.Bolòs (1969). Rubia peregrina var. requienii (Duby) Cardona (1974). Rubia peregrina subsp. requienii (Duby) Cardona & Sierra (1980 publ. 1981).

A espécie apresenta numerosos nomes comuns, entre os quais língua-de-gato, garança-brava e ruiva.

Ligações externas

Schede di botanica Acta plantarum

Categoria:Rubiáceas Categoria:Flora de Portugal peregrina