Nicolau Constantinovich da Rússia (14 de fevereiro de 1850 - 26 de janeiro de 1918) foi o filho mais velho do grão-duque Constantino Nikolaevich da Rússia e da grã-duquesa Alexandra Iosifovna. Era neto do czar Nicolau I da Rússia.
Primeiros anos
Nascido em São Petersburgo, em meados do século XIX, na família Romanov, Nicolau teve uma infância muito privilegiada. A grande maioria das crianças reais eram educadas por amas e criados, por isso quando o grão-duque chegou à idade adulta, estava habituado a uma vida muito independente, tendo-se tornado um oficial militar de mérito e um mulherengo incorrigível. Tinha um caso amoroso com uma conhecida senhora americana chamada Fanny Lear. Este caso amoroso levou-o a trair a sua família, uma vez que, com a ajuda da amante, Nicolau roubou três diamantes valiosos de um ícone que pertencia à sua mãe. Foi declarado louco e banido para as profundezas do Império Russo, sem nunca mais voltar a casa.
Últimos anos Nicolau viveu durante muitos anos sob constante vigilância na zona à volta de Tashkent, no sudeste da Rússia, e contribuiu muito para o desenvolvimento da cidade usando a sua fortuna pessoal. Em 1890, ordenou a construção do seu próprio palácio em Tashkent para viver e para mostrar a sua grande e valiosa colecção de obras de arte. O palácio e a colecção são actualmente o Museu de Artes Estatal do Uzbequistão. Também é conhecido em Tashkent por ser um engenheiro e irrigador competente, tendo construído dois grandes canais, o Bukhar-aryk (que foi mal alinhado e pouco depois foi assoreado) e o Khiva-Aryk que durou muito mais tempo e acabaria por ser alargado mais tarde, tornando-se o Canal do Imperador Nicolau I, irrigando , (134 km²) de terra no "Estepe da Fome" entre Djizak e Tashkent. A maior parte desta região seria depois ocupada por camponeses eslavos.
Nicolau teve vários filhos de várias mulheres e uma das suas netas, Natalya Androssov Iskander Romanov, morreu em Moscovo em 1999.
Morte Nicolau morreu de pneumonia a 26 de janeiro de 1918 e foi enterrado na Catedral de São Jorge em Tashkent (que seria mais tarde demolida por ordem do regime soviético) e, apesar de a revolução ter já começado, teve direito a um funeral de estado, uma vez que era muito admirado pela população local.
Família
Nicolau casou-se com Nadezhda Alexandrovna von Dreyer, filha de um chefe-de-polícia de Orenburgo chamado Alexander Gustavovich Dreyer e de Sophia Ivanovna Opanovskaya, em 1882. Teve dois filhos deste casamento:
Artemi Nikolaevich Romanovsky-Iskander (1883-1919, morto durante a Guerra Civil Russa; Alexander Nikolaevich Romanovsky-Iskander (15 de novembro de 1889 - 8 de outubro de 1935), casado com Olga Iosifovna Rogovskaya de quem teve dois filhos. O casal acabaria por se divorciar e Alexander voltou a casar-se, desta vez com Natalya Khanykova de quem não teve filhos.
Entre os seus filhos ilegítimos encontravam-se: Com Alexandra Abasa: Olga Nikolaevna Wolinskaya (Maio de 1877 – 1910) Nicolau Nikolaevich Wolinsky (11 de dezembro de 1878 – 30 de dezembro de 1913)
Com amantes desconhecidas: Stanislav (d. 1919) Nicolau (d. 1922) Daria (d. 1966) Tatiana (died ?)
Genealogia +Os antepassados de Nicolau Constantinovich da Rússia em três geraçõesThe Peerage, consultado a 23 de Junho de 2012. Nicolau Constantinovich da Rússia Pai:Constantino Nikolaevich da Rússia Avô paterno: Nicolau I da Rússia Bisavô paterno: Paulo I da Rússia Bisavó paterna: Maria Feodorovna da Rússia Avó paterna: Alexandra Feodorovna da Rússia Bisavô paterno:Frederico Guilherme III da Prússia Bisavó paterna:Luísa de Mecklemburgo-Strelitz Mãe:Alexandra Iosifovna Avô materno: José de Saxe-Altemburgo Bisavô materno:Frederico de Saxe-Altemburgo Bisavó materna: Carlota Jorgina de Mecklemburgo-Strelitz Avó materna: Amélia de Württemberg Bisavô materno: Luís de Württemberg Bisavó materna:Henriqueta de Nassau-Weilburg
Categoria:Casa de Holsácia-Gottorp-Romanov