Arquibaldo Douglas, 8.º Conde de Angus e 5.º Conde de Morton (; – Smeaton, Haddingtonshire, 4 de agosto de 1588) foi um aristocrata escocês.
Origem familiar Era filho de Davi Douglas, 7.º Conde de Angus. Herdou o título e as propriedades em 1558, tendo sido criado por seu tio, Jaime Douglas, 4.º Conde de Morton, um presbiteriano.
Vida Arquibaldo Douglas estudou na Universidade de St. Andrews e recebeu aulas particulares na corte do regente Morton com João Provan.David Reid, David Hume of Godscroft's History of the House of Angus, vol. 2 (Edimburgo, 2005), p. 276.
Em 1573, foi nomeado Conselheiro Privado e xerife de Berwickshire; em 1574, tenente-general na Escócia; em 1577, Guardião das Marcas Ocidentais e administrador de Fife; e, em 1578, tenente-general do reino. Como partidário de Morton e da política “ultraprotestante”, foi forçado duas vezes ao exílio na Inglaterra.
Em 1580, Angus deu forte apoio a Morton durante o ataque contra este último, fez uma tentativa frustrada de resgatá-lo e foi declarado culpado de alta traição em 2 de junho de 1581. Em seguida, iniciou correspondência com o governo inglês para que este invadisse a Escócia a fim de resgatar Morton e, após a execução deste último em junho, exilou-se em Londres, onde foi recebido pela rainha Isabel.
Após o Ataque de Ruthven em 1582, Angus retornou à Escócia e se reconciliou com o rei Jaime VI. Jaime ficou preocupado com um boato, em setembro de 1583, de que Angus possuía uma força armada e estava reforçando as defesas do castelo Tantallon, mas descobriu-se que ele estava apenas mandando consertar a cervejaria do castelo.Bowes Correspondence (Londres, 1842), p. 585. Logo em seguida, o rei livrou-se do controle dos condes de Mar e Gowrie, e Angus foi novamente banido da corte.
Em 1584, ele se juntou à rebelião de Mar e Glamis. Seus partidários ocuparam o castelo de Stirling e Mar’s Wark em abril.David Masson, Register of the Privy Council of Scotland: 1578-1585, vol. 3 (Edimburgo, 1880), p. 657. O movimento fracassou, e os insurgentes fugiram para Berwick-upon-Tweed. Posteriormente, fixaram residência em Newcastle upon Tyne, que se tornou um centro do presbiterianismo e de projetos contra o governo escocês, incentivados por Isabel, que considera os senhores exilados como amigos dos ingleses e adversários dos interesses franceses.
Em fevereiro de 1585, eles chegaram a Londres e se livraram da acusação de conspirar contra a vida de Jaime. Foi então elaborado um plano para sua restauração e para a derrubada de Jaime Stewart, Conde de Arran. Em outubro, invadiram a Escócia e obtiveram uma vitória fácil sobre Arran; capturaram o castelo de Stirling com o rei Jaime VI em novembro e conseguiram dele a restauração de suas propriedades e o controle do governo.Alexander Courtney, James VI, Britannic Prince: King of Scots and Elizabeth's Heir, 1566–1603 (Routledge, 2024), pp. 84–85.
Sua residência em Edimburgo ficava próxima a Canongate, no lado norte da rua, perto de onde hoje se encontra a New Street.James Grant, Old and New Edinburgh, vol. 3, p. 8
Em janeiro de 1586, recebeu o título de conde de Morton, juntamente com as terras que lhe foram legadas por seu tio; isso fez dele o 5.º Conde de Morton. Em novembro de 1586, Angus foi nomeado Guardião das Marcas e Tenente-General na Fronteira, com uma força de 100 cavaleiros e 100 soldados de infantaria, além de seus oficiais, tamboristas e gaitistas, e furriers ou intendentes.David Masson, Register of the Privy Council of Scotland: 1585-1592, vol. 4 (Edimburgo, 1881), p. 111.
Ele prestou bons serviços na restauração da ordem; mas não conseguiu superar a hostilidade do rei em relação ao estabelecimento de um governo presbiteriano.
Morte Em julho de 1588, foi relatado que ele havia viajado do oeste da Escócia “doente de diarreia e febre ardente”.Calendar State Papers Scotland, vol. 9 (Edimburgo, 1916), p. 586. Ele faleceu em 4 de agosto de 1588 em Smeaton House, próximo ao Palácio de Dalkeith.David Reid, David Hume of Godscroft's History of the House of Angus, vol. 2 (Edimburgo, 2005), p. 396. Diz-se que ele foi sepultado em Aberdour, em Fife,Calendar State Papers Scotland, vol. 9 (Edimburgo, 1916), p. 600. mas é mais provável que tenha sido sepultado em Abernethy, Perth and Kinross.James Grant, Old and New Edinburgh, vol. 3, p. 9
Conforme relatado no panfleto Newes from Scotland de 1591, sua morte teria sido causada por bruxaria. Seu médico considerou sua doença estranha e não havia cura nem remédio, o que o levou a definhar até a morte. Durante os julgamentos das bruxas de North Berwick, Geillis Duncan acusou Barbara Napier de ter causado sua morte por bruxaria. Euphame MacCalzean, Agnes Sampson e Richard Grierson também foram acusados.Calendar State Papers Scotland: 1589-1603, vol. 10 (Edimburgo, 1936), p. 497. Francis Stewart, 5.º Conde de Bothwell admitiu ter enviado o praticante de magia, Richie Graham, para acompanhar o conde.Edward Cowan, “Darker Visions of the Scottish Renaissance”, em Renaissance and Reformation in Scotland (Edimburgo, 1983), p. 138: Joseph Bain, Border Papers, vol. 1, p. 487.
Família O conde de Angus casou-se três vezes: (1) em 13 de junho de 1573, na igreja da Holy Rude, com Maria Erskine, filha do João Erskine, conde de Mar (morto em 1572) e de Annabell Murray, condessa de Mar. Seu tocher ou dote era de 8 mil merks;HMC Mar & Kellie, vol. 1 (Londres, 1904), pp. 30-1. (2) 25 de dezembro de 1575 em Cupar, FifeAeneas James George Mackay, Chroniclis of Scotland, vol. 2 (Edimburgo, 1899), pp. 322-3. (divorciou-se em 1587) Margarida, filha de Jorge Leslie, 4.º Conde de Rothes; (3) 29 de julho de 1587, Jean Lyon, filha de João Lyon, 8.º Lorde Glamis, com quem teve uma filha, Margarida, que faleceu solteira aos 15 anos.David Reid, David Hume of Godscroft's History of the House of Angus, vol. 2 (Edimburgo, 2005), p. 276.
Angus iniciou o processo de divórcio de Margarida Leslie em agosto de 1586, o que foi fortemente contestado pelo conde de Rothes, que considerava ter sido aliado de Angus durante seu exílio. Um diplomata francês em Edimburgo, Camille de Preau, senhor de Courcelles, soube que Angus alegava que ela havia flertado com um moço de estábulo, o que era considerado improvável, e Francis Stewart, 5.º Conde de Bothwell brincou dizendo que se divorciaria de sua esposa Margarida Douglas, pelo mesmo motivo. Ela era irmã de Angus.Calendar of State Papers Scotland, vol. 8 (Edimburgo, 1914), p. 637.
Seu primo Guilherme, descendente do 5.º conde, assumiu o condado de Angus após sua morte.
Uma linhagem mais próxima da família Douglas em relação aos antigos condes de Morton herdou o condado de Morton. Para o título de Morton, consulte Jaime Douglas, 4.º conde de Morton e Guilherme Douglas, 6.º conde de Morton.
Bibliografia
Burke, John and John Bernard, The Royal Families of England, Scotland, and Wales, with their Descendants, etc., volume 2, Londres, 1851, pedigree CLXXVII.
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