A Renault tem estado envolvida na Fórmula 1 tanto como construtor e fornecedor de motores em vários períodos desde . Em 1977, a empresa entrou nessa categoria como construtor, através da Equipe Renault Elf sob licença francesa e, com a equipe introduzindo o motor turbo na Formula 1 em seu primeiro carro, o Renault RS01. Em , a Renault começou a fornecer motores para outras equipes. Embora mesmo com a equipe Renault ganhando corridas e competindo por títulos mundiais, ela se retirou da competição no final de . No entanto, a Renault continuou fornecendo motores para outras equipes até , depois, novamente entre e .

A Renault retornou à Fórmula 1 em , quando adquiriu a equipe baseada em Enstone, Oxfordshire no Reino Unido, a Benetton Formula (anteriormente Toleman Motorsport), uma equipe que havia ganhado o mundial de pilotos em e ambos os mundiais de pilotos e construtores em . Em , a Renault rebatizou a equipe para Renault F1 Team e começou a usar a nomenclatura "Renault" como nome de construtor e passou a competir sob uma licença francesa. Posteriormente, ganhou os dois mundiais de pilotos e de construtores em dois anos consecutivos, em e .

A Renault vendeu 75% da equipe a Genii Capital no final de 2009 e, no final do ano seguinte, os 25% restantes de ações da equipe foram adquiridos pela Genii Capital, que através de um acordo com o Grupo Lotus e a Renault, a equipe competiu a temporada de sob uma licença britânica e com o nome comercial de Lotus Renault GP, mas manteve a nomenclatura "Renault" como seu nome de construtor. No final daquele ano, a empresa francesa, também, anunciou a criação da Renault Sport F1 para fornecer motores e tecnologia a seus clientes a partir de 2011. Em , a equipe mudou seu nome de construtor para "Lotus" — deixando a Renault apenas como seu fornecedor de motores. Encerrando assim a segunda era do time francês — e operou como Lotus F1 Team até o final de , quando retornou ao controle da Renault como sua equipe de fábrica e passando a operar como Renault Sport Formula One Team a partir da temporada de . Com isso, a Renault iniciou sua terceira era como construtor na Fórmula 1. Para a temporada de , o nome "Sport" foi removido do título oficial da equipe. A equipe foi rebatizada para para disputar a maior categoria do automobilismo mundial a partir da temporada de , com a Renault permanecendo na Fórmula 1 como fornecedora de motores.

História Começo thumb|esquerda|200px|Modelo RS01 utilizado na temporada de . O primeiro envolvimento da Renault na Fórmula 1 foi feito pela subsidiária Renault Sport. A Renault fez sua estreia na categoria máxima do automobilismo no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1977 e, também, participou das últimas cinco corridas de com Jean-Pierre Jabouille em seu único carro. O Renault RS01 era bem conhecido por seu motor -Gordini turbo V6 1.5 L, o primeiro motor turbo usado regularmente na história da Fórmula 1. O carro e o motor de Jabouille se mostraram pouco confiáveis e se tornaram uma espécie de piada durante as primeiras corridas, ganhando o apelido de "Bule Amarelo" e não conseguindo terminar nenhuma de suas corridas apesar de serem extremamente potentes.

A empresa francesa marcou seus primeiros e únicos quatro pontos em com Jabouille no GP dos Estados Unidos. No campeonato de , além de Jabouille, a equipe contou com o piloto René Arnoux. Nesta temporada, a equipe conquistou a primeira vitória na Fórmula 1 no com Jabouille e para completar a festa com Arnoux em 3º lugar. Em , a equipe contou com o piloto Alain Prost. Na temporada de no . a Renault obteve a primeira vitória com dobradinha: Arnoux (vencedor) e Prost (2º colocado). A temporada de , tanto Prost e a Renault ficaram com o vices no campeonato de pilotos e de equipes respectivamente. Também no campeonato de 1983, a empresa francesa forneceu motores para a equipe , em e em e que marcou a despedida da empresa francesa como equipe, porém continuou fornecendo motores para as três equipes citadas até . Ainda em 1985, a equipe de Viry-Châtillon obteve a primeira vitória como fornecedora e foi no com Ayrton Senna.

Fornecedora de motores

esquerda|thumb|Johnny Herbert pilotando modelo da Benetton Formula durante o Grande Prêmio do Canadá de 1995. A Renault forneceu motores para equipe neste ano. A Renault retornou a Fórmula 1 em , fornecendo motores para a equipe Williams. Dessa união conquistaram 5 títulos de construtores (, , , e ) e 4 títulos de pilotos, com Nigel Mansell (92), Alain Prost (93), Damon Hill (96) e Jacques Villeneuve (97). A Renault forneceu motores também para as equipes ( a ) e ( a ), conquistando o mundial de pilotos com Michael Schumacher e o de construtores no ano de 95, ambos com a Benetton. Retirou-se mais uma vez das pistas no final de 1997.

A volta como equipe thumb|200px|Modelo R202 da temporada . No início de 2000, a Renault anuncia a sua volta para a Fórmula 1, através da compra da equipe , mas mantendo o nome da equipe por mais uma temporada. 17 anos depois, na temporada de , a Renault volta a ter uma equipe oficial na Fórmula 1 e tendo como pilotos: Jarno Trulli e Jenson Button. Em , contrata o piloto Fernando Alonso para o lugar de Button. Alonso conquista a primeira vitória na carreira e duas poles da equipe após seu retorno a Fórmula 1, tornando o mais jovem piloto a obter uma vitória e uma pole na história da categoria até então.

Os anos de ouro da equipe francesa começaram no campeonato de obtendo 8 vitórias e 7 poles e a conquista do desejado primeiro título de construtores na sua história como equipe oficial e o de pilotos com Fernando Alonso. Em a equipe repetiu o feito apesar da grande dificuldade de superar os carros da equipe Ferrari que recuperaram desempenho comparado a 2005.

A partir de , a equipe Renault perdeu o patrocínio da fabricante japonesa de cigarros Mild Seven, em parte pelas leis de proibição de patrocínio de cigarros, passando a ser o grupo financeiro holandês ING, que é avaliado em 71,3 bilhões de euros, o principal investidor da equipe. A equipe perdeu a clássica cor amarelo azul passando para as azul e laranja nesta temporada.

Após a decepcionante temporada anterior, a Renault traz para , o bicampeão Fernando Alonso, retornando a equipe, e o estreante Nelson Ângelo Piquet. O R28, modelo preparado para temporada, enfrentou muitos problemas aerodinâmicos e no motor, parecidos com o R27 na primeira metade do campeonato. Mas na 2ª fase do campeonato, a equipe não só melhorou, como conseguiu duas vitórias e um 2º lugar com Alonso e um 2º com Nelsinho Piquet.

Para a temporada de , a dupla foi mantida, mas os resultados não foram melhores, Alonso obteve apenas o 3º lugar em como melhor resultado da equipe no ano. Piquet não pontuou, e foi substituído na décima primeira etapa, pelo piloto de testes da equipe, o francês Romain Grosjean, que até o momento disputava o campeonato de GP2 Series. Sem poder testar antes de correr, Grosjean também foi mal e não pontuou em nenhuma das provas restantes, deixando os pontos da equipe a cargo de Fernando Alonso. miniaturadaimagem|300x300px|O carro de Nelson Piquet Jr. sendo removido da pista de Singapura em 2008

Singapuragate

Em setembro de 2009, o piloto Nelson Angelo Piquet, após ser demitido da Renault, trouxe a público a denúncia de que a batida que deu com seu carro durante o GP de Singapura de 2008, ocorreu a pedido da direção da equipe, de maneira a que a entrada do safety car na pista e da bandeira amarela no circuito favorecessem o primeiro piloto da equipe e bicampeão mundial, Fernando Alonso, que acabou vencendo a prova.Em depoimento à FIA publicado por site inglês, Nelsinho Piquet admite 'armação'

Em 21 de setembro de 2009, após confirmar as denúncias, a FIA baniu o diretor da equipe, Flavio Briatore, da Fórmula 1 indefinidamente, e aplicou uma restrição sob condicional de dois anos à Renault, podendo a suspensão ser aplicada imediatamente caso ela cometa qualquer outra infração até a temporada de .BBC Brasil

No dia 24 de setembro, o banco holandês ING, principal patrocinador da equipe, anunciou a rescisão do contrato com a Renault. A empresa considerou que a conduta dos dirigentes foi muito grave e poderia afetar a imagem dos patrocinadores.Após seguradora espanhola, principal patrocinador da Renault rescinde contrato

A venda e a nova fase da equipe Ao fim de 2009, a Renault vendeu a parte majoritária de sua equipe para um grupo de investimentos de Luxemburgo, a Genii Capital. Entretanto, a montadora ainda permaneceu com 25% da equipe e com o fornecimento de motores para a categoria, que foi confirmando quando a anunciou que permaneceria utilizando os motores Renault para .

Robert Kubica foi contratado para o lugar de Alonso em 7 de outubro de 2009,Robert Kubica vai substituir Fernando Alonso na Renault na temporada 2010 porém com o acordo sobre a venda da equipe, Kubica e seu agente, Daniel Morelli, pediram esclarecimentos sobre os planos da equipe, agora sob uma nova gestão, para confirmar se o piloto permaneceria na mesma.Kubica não sabe se vai correr pela Renault, diz agente Após os esclarecimentos, o agente de Kubica confirmou que o piloto permaneceria na Renault para 2010.Kubica vai correr pela Renault em 2010 -- mídia

Em 5 de janeiro de 2010, Eric Boullier foi anunciado como novo chefe de equipe da Renault, substituindo Bob Bell, que retorna à sua antiga função de diretor técnico.

No dia 31 de janeiro de 2010, foi apresentada a nova pintura do carro da equipe, em um Renault F1 de 2009. O carro de foi apresentado apenas em 1 de fevereiro de 2010. Juntamente com as cores, foram apresentados pilotos: Vitaly Petrov, como piloto titular, ao lado de Robert Kubica; Ho-Pin Tung, como piloto de reserva; Jérôme d'Ambrosio e Jan Charouz como pilotos de testes.

Lotus Renault No dia 8 de dezembro de 2010, foi anunciado um acordo entre a Renault, o Grupo Lotus e a Genii Capital, que comprou as ações restantes da equipe, no qual ela passou a se chamar Lotus Renault GP Team e, também, a competir sob uma licença inglesa a partir da temporada de ,Grupo Lotus anuncia acordo com a Renault e dará nome ao time em 2011 Globoesporte.com Mas com o chassi da equipe continuando a receber apenas o nome Renault. O uso do nome gerou uma disputa jurídica entre esta equipe com a Lotus Racing que usava o nome Lotus desde o início da temporada de (e que foi renomeada para Team Lotus para disputar a temporada de 2011), diante do impasse, ambas as equipes acabaram participaram da temporada de 2011 com o nome Lotus. A questão só foi resolvida em novembro de 2011 quando a Team Lotus decidiu que iria usar o nome a partir da temporada de .

Nova fase apenas como fornecedora de motores A partir da temporada de , a equipe removeu o nome Renault e passou a se chamar Lotus F1 Team. Com a Renault permanecendo na Fórmula 1 como fornecedora de motores para a própria Lotus, além da , e .

O novo retorno como equipe Após a Lotus F1 Team sofrer uma grave crise financeira, em 28 de setembro de 2015, a Renault Sport F1 anunciou a assinatura de uma carta de intenções entre o Grupo Renault e a Gravity Motorsports, de propriedade da Genii Capital, e, durante as semanas seguintes, uma operação de aquisição seria discutida para a equipe Lotus (que anteriormente era de propriedade da Renault até 2010), na esperança de que a equipe competisse na temporada de Fórmula 1 de 2016 como "Renault Sport Formula One Team".

Em 3 de dezembro de 2015, a Renault anunciou que havia comprado a escuderia de volta para a disputa da temporada de .