Mariana Coelho (Distrito de Vila Real, Portugal, 10 de setembro de 1857 ou 1872Educação e Participação Política: a visão de formação feminina de Mariana Coelho (1893-1940). http://www.ppge.ufpr.br/teses/M10_Alexandra%20Padilha%20Boeno.pdf Curitiba, 29 de novembro de 1954)Dicionário Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2000, p. 418..Dicionário Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade. http://books.google.com.br/books?id=5GmWs7KHLycC&pg=PA418&lpg=PA418&dq=escritora+mariana+coelho&source=bl&ots=hN2OJzAqN1&sig=JpTyoZLvteg2kRnbcbPVsIt-zG8&hl=pt#v=onepage&q=mariana%20coelho&f=false foi educadora, escritora, ensaísta,HOLANDA, Heloisa Buarque de, Ensaístas Brasileiras. Rio de Janeiro; Rocco, 1993, p. 226. poetisa,Centro Paranaense Feminino de Cultura Um Século de Poesia. Curitiba: Imprensa Oficial do Estado do Paraná, 1953, pp. 145-148. jornalista e uma das pioneiras do feminismo no Brasil.KAMITA,Rosana Cássia, Resgates e Ressonâncias: Mariana Coelho, Florianópolis, Ed. Mulheres, 2005. Naturalizou-se brasileira em 1939.

Biografia Juventude e ascendência Nascida Mariana Teixeira Coelho, era filha do farmacêutico Manoel Antônio Ribeiro Coelho e de Maria do Carmo Teixeira Coelho, irmã dos literatos Professor Carlos Alberto Teixeira Coelho e do Capitão Thomaz Alberto Teixeira Coelho.COELHO, Mariana, A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história . Organização Zahidé Lupinacci Muzart. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002, pp. 11-18. Mariana Coelho tinha fortes relações com a região do Distrito de Vila Real, tendo vivido parte de sua vida, na Quinta de Valcovo, na região de Vila Real. Mariana Coelho, pela família do avô materno, era descendente do Fidalgo Antônio Correia de Barros da Mesquita Pimentel, Senhor da Casa da Capela de Nossa Senhora da Conceição de Sabrosa, sendo este descendente de Afonso Botelho, 1º Alcaide-mór de Vila Real.

Imigração para o Brasil Imigrou para o Brasil em 1892, fixando-se em Curitiba.COELHO, Mariana. O Paraná Mental. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002. Em 1902, fundou, em Curitiba, o Colégio Santos Dumont (1902-1917), onde lecionou e foi diretora por mais de quinze anos. A instituição foi premiada com Medalha de Ouro na Exposição Nacional Comemorativa do 1º Centenário da Abertura dos Portos do Brasil de 1908, no Rio de Janeiro, tendo sido visitada por Santos Dumont, em 1916, quando de passagem pelo Estado do Paraná.

Posteriormente, em Curitiba, foi diretora da Escola Profissional República ArgentinaSubsídios para a sua história: as ideias feministas de Mariana Coelho nas primeiras décadas do século XX. http://www.historia.ufpr.br/monografias/2006/1_sem_2006/larissa_selhorst_seixas.pdf - atual Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro.

Em 1902, participou da fundação da Loja Maçônica Filhas de Acácia n. 0767, em Curitiba, como oradora, ao lado da Baronesa do Serro Azul, viúva do Barão do Serro Azul. Na ocasião, pronunciou seu consagrado Discurso.

Em 1908, publicou o O Paraná Mental, com proêmio de Rocha Pombo, obra que recebeu Medalha de Prata na Exposição Nacional Comemorativa do 1º Centenário da Abertura dos Portos do Brasil, em 1908.

Em 1911, participou do 3o. Congresso de Geografia do Estado do Paraná: era a única mulher a figurar entre os representantes do Paraná. Proferiu, ao final, discurso muito aplaudido.

Atuação como feminista Sua atuação como feminista já se revela no século XIX, sendo sua obra de maior destaque a Evolução do Feminismo: um "trabalho que tem de ficar em nossa história literária", na opinião de Rocha Pombo.COELHO, Mariana, A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002, p. 25

Integrou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, participando dos congressos feministas de 1922, 1933 e 1936. Foi colaboradora do jornal feminista O Corymbo.Bonilha, Caroline Leal. Corymbo: memória e representação feminina através das páginas de um periódico literário entre 1930 e 1944 no Rio Grande do Sul. Mestrado. UFPEL, 2010, p. 85

Foi associada e influenciou a criação do Centro Paranaense Feminino de Cultura, em Curitiba, em 1933, com a publicação de sua obra "Evolução do Feminismo", tendo proferido palestra intitulada "Um Brado de Revolta contra a Morte ViolentaBRITTO, Teresa Teixeira de. et al.Mulheres criando para curar. Curitiba: Gramofone, 2011, pp. 17 a 21.

É patrona da cadeira n. 30 da Academia Paranaense de Poesia e da cadeira n. 28 da Academia Feminina de Letras do Paraná.

Foi membro do Instituto Neo-Pitagórico, fundado por Dario Persiano de Castro Vellozo.

Em estudo sobre o feminismo no Brasil, em especial no Paraná, Zahidé Muzart caracterizou Mariana Coelho como a "Beauvoir tupiniquim", referindo-se à francesa Simone de Beauvoir.Feminismo e literatura no Brasil. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142003000300010#back22

Em 1939, naturalizou-se brasileira.

Lista de obras Com destaque para A Evolução do Feminismo: Subsídios para a sua História, Mariana Coelho é autora de:COELHO, Mariana, A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história. Organização Zahidé Lupinacci Muzart. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002, p. 19 Discurso, 1902; O Paraná Mental, 1908. Obra com proêmio de Rocha Pombo. Reeditado pela Imprensa Oficial do Paraná em 2002; A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história, 1933. Reeditado pela Imprensa Oficial do Paraná em 2002; Um Brado de Revolta contra a Morte Violenta, 1935; Linguagem 1937; Cambiantes: contos e fantasias, 1940; e Palestras Educativas, 1956. Obra póstuma publicada pelo Centro de Letras do Panará.

Ver também Sufrágio feminino

Bibliografia

BESSE, Susan K. Modernizando a Desigualdade: reestruturação da ideologia de gênero no Brasil 1914-1940. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1999, pp. 173, 188, 198, 270, 278, 312. COELHO, Mariana, A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história. Organização Zahidé Lupinacci Muzart. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002. COELHO, Mariana. O Paraná Mental. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002. Dicionário Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2000, p. 418. DINIZ, Aires Antunes. Mariana Coelho: uma educadora feminista luso-brasileira”. Porto, Penagráfica, 2015.  HOLANDA, Heloisa Buarque de, Ensaístas Brasileiras. Rio de Janeiro; Rocco, 1993. p. 226. KAMITA, Rosana Cássia, Resgates e Ressonâncias: Mariana Coelho. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2005. MATOS, Maria Izilda et al. Deslocamentos e Histórias: os portugueses. Bauru: EDUSC, 2008, p. 276-278. Páginas Escolhidas - Literatura vol. II. Curitiba: Assembleia Legislativa do Paraná, 2003, p. 189. RIBEIRO, Leonardo Soares Madeira Iorio. Mariana Coelho: a educadora-feminista. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2015. ROCHA POMBO, José Francisco, O Paraná no Centenário 1500-1900. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1980, p. 133. SILVA, Jacicarla Souza da. Vozes femininas na poesia latino-americana. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. p.46. SINA, Amalia. Mulher e trabalho: o desafio de conciliar diferentes papéis na sociedade. São Paulo: Saraiva, 2005, pp. 45-46. TEIXEIRA, Níncia Cecília Ribas Borges, Escritas de mulheres e a (des)construção do cânone literário na pós-modernidade : cenas paranaenses. Guarapuava: UNICENTRO, 2008, p. 69. VECHIA, Ariclê et al. (org). A escola secundária: modelos e planos (Brasil, séculos XIX e XX). São Paulo: Annablume, 2003, pp. 215 e 236. Centro Paranaense Feminino de Cultura Um Século de Poesia. Curitiba: Imprensa Oficial do Estado do Paraná, 1953, pp. 145-148.

Ligações externas Dicionário Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade Revista de Estudos Feministas A Evolução do Feminismo: subsídios para a sua história História(s) do feminismo ou o feminismo na história? Subsídios para a sua história: as ideias feministas de Mariana Coelho nas primeiras décadas do século XX Educação e Participação Política: a visão de formação feminina de Mariana Coelho (1893-1940) Feminismo e Literatura no Brasil.

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