miniaturadaimagem|440x440px|Logo oficial da Opus Diversidades, criado por Luís Covas A Opus Diversidades (ex- Opus Gay, e registada como Obra Gay Associação) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e uma organização não governamental (ONG), sem fins lucrativos, reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública, desde 2009.

Foi fundada a 28 de Junho de 1997 por António Serzedelohttp://www.ces.uc.pt/emancipa/research/pt/ft/homossexuais.html (registada notarialmente por escritura em 9 de Abril de 1998), dia do Orgulho LGBTI+ e dia do 28º aniversário da Revolta de Stonewall, tendo como base o conceito de que o indivíduo e a sociedade são entidades inseparáveis no contexto psicossocial. O seu fundador é atualmente o mais antigo ativista LGBT em Portugal, e o principal autor do Manifesto de Ação Homossexual Revolucionária (MAHR) – Liberdade para as Minorias Sexuais, publicado logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.https://spsc.pt/index.php/2016/08/02/1o-manifesto-homossexual-portugues-publicado-logo-apos-a-revolucao-dos-cravos/

A Associação surgiu no âmbito da conjuntura social e reivindicativa dos direitos universais de liberdade e igualdade, que as profundas mudanças na conceção de orientação sexual e identidade de género, das últimas décadas do século XX, veio ajudar a consubstanciar.

Além do trabalho associativo directo (de vários, destaca-se nos seus primórdios a organização da primeira conferência da ILGA Europa em Portugal, de 23 a 27 de Outubro de 2002https://ilga.org/ilga-history), a associação promoveu no passado um programa de rádio, Vidas Alternativas, que começou na Rádio Voxx em 1999. Após a extinção da rádio em 2004, passou para emissão onlinehttp://portugalgay.pt/news/051104A/PORTUGAL:_Vidas_Alternativas_retoma_emiss%F5es_hoje sendo atualmente difundido por diversas rádios locais como a Rádio Universitária do Algarve. Atualmente, a Associação tem também uma iniciativa de podcast “Para Lá do Arco-Íris”, onde recebe diversos convidados para conversas na órbita da comunidade LGBTI+.

Desde a sua fundação, a esmagadora maioria das Direções foram presididas pelo fundador, António Serzedelo, excetuando-se um único mandato, no período 2006/2007, presidida por Valter Filipe. A partir de Junho de 2020 e até 2023, iniciou funções uma nova Direção, presidida por Hélder Bértolo, acompanhado pela Vice-Presidência de Larissa Belo e Paulo Rainho.

Objetivos A Opus Diversidades procurou sempre, quer pelo debate sociopolítico, quer por protocolos com outras instituições, implementar medidas ativas, de apoio e defesa dos direitos das comunidades LGBTQI+, nos domínios da saúde, do trabalho, da família, da educação e lutar pela eliminação de qualquer tipo de discriminação ou assédio. Desta forma, é uma referência internacional em questões sobre a comunidade LGBTQI+.http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1310712http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=993D651C-8CD7-4C8B-BF47-87A80FCFFD4Chttp://sic.sapo.pt/online/arquivo/2004/9/vida/4/Fatima+nos+roteiros+gay.htmhttp://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1273242&idCanal=

Atualmente, a Direção da Opus Diversidades definiu que a sua ação seria direcionada para, não excetuando a comunidade LGBTQI+, o apoio psicossocial da comunidade LGBTQI+ sénior, de pessoas trans e intersexo, lésbicas, migrantes e requerentes de asilo, propondo, ainda, aliar-se a projetos de consciencialização para a importância de uma interação ecológica positiva entre o ser humano e o meio ambiente (integrante da Rede Stop UE-Mercosulhttps://stopuemercosul.pt/).

Trabalho Desenvolvido Procurando cumprir o seu compromisso e os seus objetivos, a instituição pauta sistematicamente pela sua intervenção em diferentes domínios através de ações, protocolos e projetos. Destaca-se, na sua intervenção, o papel de sensibilização e o de intervenção direta localizada para o benefício da população LGBTI+, essencialmente sobre questões de direitos humanos.

Projetos No percurso de intervenção da instituição, destacam-se alguns grandes projetos. Dos quais:

Alentejo de Diversidades Em 2010, a instituição conseguiu, através de um financiamento do QREN (Quadro de Referência Estratégico), implementar, a nível regional, o projeto “Alentejo de Diversidades” que se dedicou ao apoio e sensibilização da violência homofóbica e violência doméstica entre casais homossexuais na região de Évora em colaboração com a Cooperativa "Pelo Sonho É Que Vamos" e e Câmara Municipal de Évora, assim como a Rede Social do Seixal que já dispunha de um balcão público para auxiliar vítimas homossexuais de violência doméstica. miniaturadaimagem|321x321px|Reunião entre Opus Diversidades, Beja Diversidades e Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento da C. M. Beja|esquerda Durante o período de ação, o projeto destacou-se pela atividade presencial e direta da instituição com a população em matérias de consciencialização. Para além de marcar presença de 2012 a 2015 na Feira Anual de Cuba onde levou alguns dos seus projetos (“Agressão, Não!”, “MGF, Não!” e “Envelhecer Fora do Armário”).

Marcou presença na feira de São João em 2011 e 2013 juntamente com as associações e grupos informais convidados: Checkpoint LX (do GAT Portugal), Panteras Rosas e rede ex aequo. Em 2012, esteve presente no workshop “Avaliação e Gestão de Risco” sobre a violência doméstica, organizou um ciclo de cinemas “Outros Cinemas: Sexualidade” com o objetivo de sensibilização e despertar consciências e levou a cabo uma ação de sensibilização junto dos mestrandos de Psicologia da Universidade de Évora.

Nos anos seguintes, esteve presente na Biblioteca Municipal de Cuba com a exposição de fotografias “Kiss Me” complementadas com ações de consciencialização para as questões LGBTQI+ direcionadas aos jovens em percurso escolar, e marcou presença no seminário “Violência Doméstica em relações LGBT e Homofobia” no Instituto Técnico de Setúbal no âmbito do projeto “Vaivém Contra a Violência Doméstica” organizado pela Cooperativa SEIES.

Em 2014, organizou com a Zorra Produções Artísticas duas edições da Festa de Diversidades e executou ainda a primeira formação de voluntariado junto da população LGBTI+ da região.

MGF, NÃO! miniaturadaimagem|325x325px|Algumas fotografias da sessão de apresentação do projeto "MGF, Não!" No rescaldo da promulgação da Lei 14/2011 na Guiné-Bissau, a associação anunciou a Novembro de 2011 que ia avançar com o projeto "MGF, Não!", com o intuito de sensibilizar e promover o combate à prática de mutilação genital feminina (MGF), em Portugal cofinanciado pelo programa Cidadania Ativa - Fundação Calouste Gulbenkian e EEA Grants, e em parceria formal com a Liga Portuguesa Contra a Sida. Apesar de não ser comum em Portugal, a associação tomou posição e ação por ter conhecimento da perpetuação da prática no país por imigrantes e descendentes guineenses. Procurou, assim, envolver a comunidade na defesa dos direitos humanos das mulheres contra a MGF tanto em Portugal como na Guiné-Bissau em cooperação com os movimentos já em curso através de ações de informação e formação direcionadas estrategicamente à população e instituições. Teve início oficial em Fevereiro de 2015 com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e terminou a 30 de Março de 2016. Durante o período de ação, marcou presença televisiva nacional em matérias de sensibilização sobre o tema.

Agressão, Não! A 6 de Dezembro de 2012 foi lançado oficialmente o projeto “Agressão, Não”, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, com o objetivo de combater a violência doméstica LGBTI+ e dar apoio e assistência a nível psicológico, social, jurídico e sociológico à comunidade LGBTI+, livre de preconceito, no concelho de Lisboa. O seu lançamento foi protagonizado no Fórum da Rede Social de Lisboa e contou com a presença de Eládio Clímaco e Madalena Braz Teixeira, enquanto embaixadores do projeto, assim como do presidente da então Opus Gay, António Serzedelo, e António Guarita.

Durante o período de ação, procurou conhecer as dinâmicas inerentes ao fenómeno de violência doméstica na comunidade através da aplicação do questionário “Violência Doméstica entre Casais Homossexuais residentes no concelho de Lisboa” , dotar a população de informação, sobretudo legal, e prestar apoio através de ações de divulgação e prevenção e através de sessões de atendimento a nível sociológico, psicológico e jurídico. Para além disso, manifestou um esforço de consciencialização das forças de segurança para casos de violência doméstica na comunidade LGBTI+.

Envelhecer Fora do Armário O projeto “Envelhecer Fora do Armário” avançou em Julho de 2015 através de um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa e teve a duração de um ano. Surgiu com o propósito de sensibilizar e dinamizar a vivência do segmento sénior, especialmente na comunidade LGBTI+, e pela necessidade de combater o regresso ao armário de pessoas em idade avançada, cuja trajetória de vida as leva frequentemente a situações de isolamento e ao sentimento de vergonha, para que possam continuar a viver plenamente durante a velhice. Para além de procurar compreender as condições de vida e dinâmicas de envelhecimento na população LGBTI+ residente no concelho de Lisboa , a associação fez um esforço de sensibilização em diversos momentos para diferentes públicos, assim como um esforço direto, a nível local, em estimular a vivência da população envelhecida do concelho de Lisboa através de uma multiplicidade de atividades com enfoque em vertentes de ação específicas, nomeadamente, social, lúdica, em cidadania ativa, em inclusão e não discriminação e em saúde física e psicológica em prol da melhoria da qualidade de vida desta população.

LGBT Seniores miniaturadaimagem|349x349px|Reunião da equipa do projeto LGBT Seniores com a direção a 12 de Julho de 2017 O projeto "LGBT Seniores: Contrariar tendências, Eliminar estigmas", em ação de 2017 a 2018, continuou como complemento ao esforço de sensibilização do projeto Envelhecer fora do Armário. Desta forma, continuando a combater o regresso ao armário de indivíduos, que em muitos casos vivem remetidos à vergonha e ao isolamento, e que merecem viver a sua velhice de uma forma plena, sem medos, receios e ansiedades que os anulem enquanto seres humanos, a instituição organizou e marcou presença em eventos neste domínio. Contou ainda com a parceria da Associação para o Planeamento da Família com o seu projeto "Sexualidade Maior", destinado à população sénior sobre os temas do Envelhecimento, Sexualidade e Afetos.

Apoio à Autonomização e Habitação de pessoas LGBTI+ e migrante Centrado num dos objetivos basilares da instituição, o apoio à autonomização e habitação de pessoas LGBTI+ e migrantes passa por um conjunto de protocolos e projetos onde, para além dos serviços de informação e reencaminhamento, se destacam as estruturas de habitação temporária, nomeadamente, a CATE (Casa de Acolhimento Temporário de Emergência), que em 2020 foi reestruturada, formalizada e sujeita a obras de alteração para aumentar o alcance de apoio. Ainda nesse ano, foram estabelecidos protocolos de projetos de housing first e apartamentos partilhados sob a ENIPSSA (Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo) e parcerias através de protocolos com a Rainbow Railroad Canada, o Centro Nacional de Apoio à Integração de Migrantes/Alto Comissariado para as Migrações (CNAIM/ACM) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

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