thumb|Estandarte da Associação|405x405px thumb|Bandeira da Associação|329x329px thumb|Guião do Corpo de Bombeiros Voluntários|580x580px thumb|Quartel OperacionalRua do Parque Desportivo, nº 152770-132 Paço de ArcosServiços:Serviço OperacionalComando do Corpo de BombeirosDireção da AssociaçãoServiços Administrativos|255x255pxthumb|Auditório no Quartel Operacional|255x255pxthumb|Gabinete da Direção|255x255pxthumb|Gabinete do Comando|255x255pxthumb|Gabinete de Sistemas de Informação|255x255px

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos MH M, é uma pessoa coletiva de utilidade pública administrativa, com personalidade jurídica e sem fins lucrativos. A Associação tem como escopo principal a proteção de pessoas e bens, designadamente o socorro a feridos, doentes ou náufragos e a extinção de incêndios, detendo e mantendo em atividade, para o efeito, um corpo de bombeiros voluntários, com observância do definido no Regime Jurídico dos Corpos de Bombeiros e demais legislação aplicável.

O Corpo de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos desenvolve a sua atividade nas freguesias de Paço de Arcos e Caxias,<ref name="Estatutos">[http://www.bvpacodearcos.pt/downloads/EstatutosAHBVPA.pdfEstatutos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos]</ref> no Município de Oeiras, distrito de Lisboa. Nos 7 km² que constituem a área de atuação própria, residem cerca de 30 000 habitantes, estando implantadas várias estruturas comerciais e industriais, além de ser atravessada por uma vasta rede viária, como por exemplo a Estrada Marginal a Sul e a Autoestrada de Cascais a Norte, além da rede ferroviária da Linha de Cascais.

Assim sendo, o Corpo de Bombeiros exerce principalmente as seguintes missões:

a) A prevenção e o combate a incêndios;

b) O socorro às populações, em caso de incêndios, inundações, desabamentos e, de um modo geral, em todos os acidentes;

c) O socorro a náufragos e buscas subaquáticas;

d) O socorro e transporte de acidentados e doentes, incluindo a urgência pré-hospitalar, no âmbito do sistema integrado de emergência médica.

e) A emissão, nos termos da lei, de pareceres técnicos em matéria de prevenção e segurança contra riscos de incêndio e outros sinistros;

f) A participação em outras atividades de proteção civil, no âmbito do exercício das funções específicas que lhes forem cometidas;

g) O exercício de atividades de formação e sensibilização, com especial incidência para a prevenção do risco de incêndio e acidentes junto das populações;

h) A participação em outras ações e o exercício de outras atividades, para as quais estejam tecnicamente preparados e se enquadrem nos seus fins específicos e nos fins das respetivas entidades detentoras;

i) A prestação de outros serviços previstos nos regulamentos internos e demais legislação aplicável.

Resumo Histórico

Sobre a Fundação 30 de Outubro de 1893 E que em caso que se algum fogo levantasse, o que Deus não queira, que todos os carpinteiros e calafates venham aquele lugar, cada um com seu machado, para haverem de atalhar o dito fogo. E que outrossim todas as mulheres que ao dito fogo acudirem, tragam cada uma seu cântaro ou pote para acarretar água para apagar o dito fogo.

Assim reza a carta Régia (23 de Agosto de 1395) de D. João I, o mais antigo documento conhecido referente à organização de um serviço de incêndios em Portugal. No concelho de Oeiras e no que possa interessar, a atividade dos bombeiros veio a desenvolver-se de acordo com a seguinte cronologia:

19 de Setembro de 1864 - Ofício do regedor de Oeiras, remetendo relação dos indivíduos que foram gratificados pela Câmara, pelos serviços que prestaram no incêndio que teve logar em Paço d' Arcos na noite de 11 de Settº de 1864;

28 de Agosto de 1866 - Ofício da Administração do Concelho de Oeiras, requerendo à Camª a publicação d'uma postura adequada a prevenção as eventualidades sinistras a que estão sujeitos os predios em Paço d'Arcos que servem de depósito d'azeite pª os faroes, e onde se recolhe o salva vidas pela proximidade d'uma grande meda de pinho pertencente a Joaquim Pedro Ramos e José Mª Vieira, cassando-se-lhes as respectiva licença e que esta requesição seja exarada na acta, enviando-lhe copia da deliberação que houver sobre este negócio. Cinco anos depois, Joaquim Pedro Ramos seria pai de Carlos Vieira Ramos, o segundo homem que viria a exercer as funções de Comandante dos bombeiros paço-arcuenses;

1880 - Criação do Corpo de Bombeiros Municipais de Oeiras, por iniciativa de João Augusto Moreira. Por ter tido a iniciativa da fundação dos bombeiros do concelho, a Corporação paço-arcuense promoveu o descerramento do seu retrato, em sessão de 27 de Maio de 1928 da Assembleia Geral, na qual Carlos Vieira Ramos fez o elogio do homenageado;

30 de Outubro de 1884 - Extinção do Corpo de Bombeiros Municipais de Oeiras e criação do Corpo de Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras, com duas secções, a 1.ª na sede e a 2.ª em Paço de Arcos;

6 de Dezembro de 1888 - Pensa-se em organizar uma Associação de Bombeiros Voluntários na villa de Oeiras, tendo uma estação em Paço d'Arcos;

18 de Novembro de 1891 - ...creado e já com estatutos approvados um corpo de bombeiros voluntarios denominado Associação Humanitaria de Bombeiros Voluntarios do Concelho d'Oeiras a qual terá secções em todas as localidade do concelho;

21 de Novembro de 1891 - Fundação oficial da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras

15 de Dezembro de 1891 - Batismo de fogo dos bombeiros voluntários do concelho de Oeiras. O ataque ao incêndio, num curral e alpendre da nora de José Diogo, contou com a presença do pessoal e material da 2.ª secção (Paço d'Arcos);

Marco de 1892 - O chefe do corpo dos bombeiros voluntários do concelho de Oeiras, foi ... a Barcarena tomar conta de material para abrir a 4.ª secção. Acham-se pois 4 secções montadas. E, dias depois, Em Oeiras...a corporação dos bombeiros organizou um cortejo. Compunha-se de um barco e do carro de material das 2.ª secção, Grémio Recreio Popular, e as fanfarras de Oeiras e Paço d'Arcos;

17 de Março de 1892 - Os bombeiros voluntarios d'este concelho, 1.ª e 2.ª secção, acompanhados pela illustre direcção e mais socios do Gremio de Recreio Popular, de Paço de Arcos e pelas fanfarras Serpa Pinto, de Oeiras e Independencia, de Paço de Arcos, sairam no domingo, 6 do corrente, em bando precatorio a favor das vitimas sobreviventes da medonha catastrophe occorrida na Povoa de Varzim...Outro sim se resolveu que no domingo, 13, saísse novamente para acabar de percorrer os lugares a que não tinha sido possível ir...em virtude de a manhã de domingo se ter apresentado chuvosa, não se organizou o bando como desejava e apenas os voluntarios da 1.ª secção foram até Algés, onde deviam receber a bomba que a exmª camara havia mandado construir nas acreditadas officinas do Sr. Felix Capucho, e que veio para serviço da referida secção...Eram 4 horas da tarde quando os voluntarios tomaram conta da bomba, em Belem, e d'ali marcharam para esta vila. De Algés por diante tocou a fanfarra com alegria e sem que mostrasse fadiga, os corajosos rapazes fizeram o percurso até Paço d'Arcos em 2 horas. Os camaradas da 2.ª secção receberam-nos com foguetes e tiveram a amabilidade de lhes offerecer um calix de vinho e bollos, levantando-se diversas vivas à boa camaradagem...O pessoal da 2.ª secção acompanhou até Oeiras a 1.ª secção, aonde grande multidão de povo a aguardava, e das janellas foram lançadas flores sobre o pessoal;

10 de Julho de 1893 - Dissolução da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras. Segundo a Gazeta d'Oeiras, a associação não tinha ainda estatutos approvados pela auctoridade, aquelles porque se administrava eram considerados defficientes e por isso foi nomeada uma commissão para os rever, cujo trabalho veio originar grande instabilidade administrativa. A partir daqui é fácil compreender a cordial secessão dos paço-arcuenses, bem retratada nas páginas do Jornal do Bombeiro:Em Novembro de 1891...foi organisada uma Associação de bombeiros vountarios, que deveria ter secções em differentes freguezias do concelho de Oeiras...Tendo sido dissolvida a associação dos bombeiros voluntarios do concelho d'Oeiras de que havia uma secção em Paço de Arcos, foi de commum accordo resolvido organisar ali uma corporação que, embora vivendo separadamente, continue mantendo boa camaradagem com a corporação de Oeiras. O facto de serem duas associações distinctas deve trazer mais do que benefícios, e certamente ninguem pretenderá crear rivalidade entre os seus membros, porque uns e outros saberão menter-se dignamente não dando ouvidos às calumnias e intrigas dos que por esta forma procurem prejudicar as benemeritas corporações e conseguir os seus malevolos intentos. Damos os parabens aos habitantes de Paço d'Arcos pela nova associação;

30 de Outubro de 1893 - Fundação da Associação de Bombeiros Voluntários Paço d'Arcos. A data escolhida, uma segunda feira foi, visivelmente, a da comemoração do nono aniversário da existência de bombeiros paço-arcuenses, através da fundação da 2.ª secção do Corpo de Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras. Os estatutos foram enviados (1895) à authoridade administrativa a fim de serem submetidos à authoridade superior do distrito''.

Sobre a Fusão 29 de Julho de 1927

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, tal como a conhecemos hoje, nasceu da fusão da Sociedade de Instrução Musical com a Associação de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, em 29 de Julho de 1927.

As raízes históricas que proporcionaram à coletividade dos bombeiros paço-arcuenses o desenvolvimento de enorme atividade cultural através de dois vetores tão importantes que marcaram, nas décadas de vinte e trinta, uma saudosa época, ainda hoje insuperável: a Banda de Música e o Grupo Dramático.

O Grémio de Recreio Popular foi fundado em 1882, popularmente conhecido como Clube da Terra, teve a sua sede, a partir do ano seguinte, num edifício na via ainda sem nome, inaugurada em 9 de Agosto de 1896, como o topónimo de Avenida Patrão Joaquim Lopes. O Grémio acima referido deu lugar, na mesma sede, à Sociedade Instrução Musical, fundada em 1902. Com a fusão, a Associação herdou, não apenas a sede, na qual se manteve até 1950, mas também a honrosa representação oficial da mais antiga coletividade paço-arcuense, o Grémio Recreio Popular.

Da fusão, da Sociedade com os Bombeiros, nasceu a atual Corporação, a qual herdou daquela a sua Banda e manteve, em todas as cerimónias, a execução do designado Hino da Associação.

De autor desconhecido quanto à música, o hino nunca teve letra. Caído em desuso com o fim da Banda da Associação, foi possível recuperá-lo, graças à gentileza de José Ribeiro Duarte, sobrevivente da Banda, trauteando a melodia, e de Guilherme Ferreira Marau, regente da Banda dos Bombeiros barcarenenses, transmitindo-a à pauta. A composição foi adotada oficialmente, na sua vertente original, isto é, sem letra, em sessão de 31 de Março de 1993, da Assembleia Geral.

Dos três símbolos (hino, estandarte e emblema), o hino é pois, o mais antigo; é anterior às datas da fundação da Associação e até da criação da 2.ª secção - Paço de Arcos, da corporação de bombeiros oeirenses, visto que o Grémio de Recreio Popular, a exibiu pela primeira vez em 7 de Julho de 1883, no então designado Hino do Grémio. Em 1 de Janeiro de 1902, o Grémio deu lugar à Sociedade de Instrução Musical e a mesma se fundiu com a Associação de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos.

Evolução dos Emblemas

A Associação teve, até aos nossos dias, cinco Emblemas, a saber: