Payment on Demand é um filme estadunidense de 1951, do gênero drama, dirigido por Curtis Bernhardt, e estrelado por Bette Davis e Barry Sullivan. O roteiro de Bernhardt e Bruce Manning retrata um casamento, desde seus primeiros dias idealistas até a sua dissolução.
Sinopse Joyce Ramsey (Bette Davis) é uma dama da alta sociedade casada com David Ramsey (Barry Sullivan). Numa bela manhã, seu marido infeliz a surpreende com um pedido de divórcio. Joyce descobre que o marido envolveu-se com Eileen Benson (Frances Dee), uma mulher mais jovem. Com sua vida saindo dos trilhos, ela parte em uma viagem para o Caribe na tentativa de conseguir sua própria aventura extraconjugal. Em Porto Príncipe, encontra a velha amiga Emily Hedges (Jane Cowl), que vive com um gigolô. Emily, uma mulher divorciada, tenta ajudá-la a esfriar a cabeça, mas Joyce começa a pensar nos momentos que viveu ao lado de David, e também nos motivos que levaram-no a tomar esta decisão.
Elenco Bette Davis como Joyce Ramsey Barry Sullivan como David Ramsey Jane Cowl como Emily Hedges Kent Taylor como Robert Townsend Betty Lynn como Martha Ramsey John Sutton como Anthony Tunliffe Frances Dee como Eileen Benson Peggie Castle como Diana Ramsey Otto Kruger como Ted Prescott Walter Sande como Swanson Brett King como Phil Polanski Richard Anderson como Jim Boland Natalie Schafer como Sra. Edna Blanton Katherine Emery como Sra. Gates Lisa Golm como Molly
Produção O título de produção do filme foi "The Story of a Divorce". Uma das produções mais rentáveis entre as trinta e oito lançadas pela RKO Radio Pictures naquele ano, o filme foi feito em 1949, mas não foi lançado até dois anos depois, seguindo o sucesso de "All About Eve".Jewell, Richard B.; Harbin, Vernon (1984). The RKO Story. terceira impressão, Londres: Octopus Books
O roteiro original não deixava dúvidas sobre o futuro do casal. A cena final retratava Joyce e David reunidos na mesa do café da manhã, com a mulher totalmente envolvida em sua conversa familiar sobre como subir socialmente. Estava claro como ela ainda era uma esposa excessivamente ambiciosa, determinada a dominar o marido e a orientar sua carreira. O executivo da RKO, Howard Hughes, insatisfeito com o título e com o final, chamou o diretor e os dois protagonistas ao estúdio apenas dois dias antes do filme estrear no Radio City Music Hall em Nova Iorque e fez com que eles filmassem sua própria versão do roteiro, que ele rebatizou de "Payment on Demand". A cena foi gravada, emendada na bobina final e enviada em uma aeronave TWA de Hughes, chegando ao cinema depois que os créditos iniciais do filme já estavam sendo exibidos. O projecionista só teve tempo de colocar a nova bobina final em sua máquina. Bette Davis disse mais tarde: "O novo final partiu nossos corações. Aquele que filmamos antes foi o verdadeiro final de nosso filme. Também ficamos com o coração partido com a mudança de título".Syine, Whitney; Davis, Bette (1974). Mother Goddam. Hawthorn Books, pp. 238-239 ()
O diretor Curtis Bernhardt orgulhava-se particularmente da cena inicial do filme, em que o personagem de Barry Sullivan "pede o divórcio assim como quem pede o café da manhã".
Recepção Bosley Crowther, em sua crítica para o The New York Times, escreveu: "A Srta. Davis atua de maneira mais competente, alcançando uma aparência superficial de grosseria feminina que pode quase ser real. Da mesma forma, o ambiente exuberante em que RKO arranjou para ela se apresentar tem, pelo menos, insinuações sedutoras de riqueza e bom gosto ilimitados. Mas, infelizmente, o roteiro de Bruce Manning e Curtis Bernhardt inclui tudo, menos uma demonstração simples e convincente das razões pelas quais um casamento não deu certo ... este drama doméstico, que o Sr. Bernhardt montou, é inteiramente um veículo para a Srta. Davis encenar com uma firme aderência teatral na tela".
A revista Variety disse que o filme "faz questão de evitar as armadilhas ficcionais de novelas, nas quais as crises emocionais e físicas são desenvolvidas em uma sucessão rápida. Bette Davis está em ótima forma. Sua interpretação ... tem grande credibilidade ... Barry Sullivan lida [com seu papel] ordenadamente e com uma dignidade tranquila".
A TV Guide avaliou-o com três de quatro estrelas, e acrescentou: "Ignorando todas as coisas novelescas de sempre, este filme oferece uma visão adulta de algumas das razões pelas quais as pessoas se separam ... Uma história honesta com boa atuação e direção, [ele] se move em terreno familiar, mas as risadas são muito escassas aqui e teriam ajudado consideravelmente".
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