Rhamnus alaternus, comummente conhecido como alaterno, é uma espécie de planta com flor da família das Ramnáceas, pertencente ao tipo fisionómico dos nanofanerófitos.

É a planta hospedeira da borboleta cleópatra.Que espécie é esta: Borboleta cleópatra, por Inês Sequeira, Wilder, 12.06.2020

Nomes comuns Além de ser conhecido como «alaterno», dá ainda pelos seguintes nomes populares: aderno-bastardo, aderno-bravo, espinheiro-cerval, sanguinho-das-sebes, samoca, sandim ou ainda aderno (não confundir com as espécies Phillyrea latifolia e Heberdenia excelsa que também dão por esse nome comum).

Etimologia Do que toca ao nome científico:

o nome do género, Rhamnus, deriva do grego antigo "rabdos", ou “pau”, como referência à presença em muitas espécies de espinhos no término dos ramos. o nome específico, alaternus, provém do latim, ălăternus, semelhante a "alternus" ou “alterno”, e é uma referência às folhas alternas.

Do que toca aos nomes comuns: alaterno provém do étimo latino ălăternus, sendo que o nome comum «aderno» e as suas variantes consistem numa deturpação por via popular desse mesmo étimo latino.

O nome comum «sanguinho-das-sebes» provém por alusão à coloração vermelha das drupas desta espécie, porquanto o nome «sanguinho» é uma denominação comum a várias espécies de Ramnáceas, que deriva do étimo latino sanguinĕus, o qual significa «cor de sangue». Por seu turno, o nome comum «sandim» trata-se de uma corruptela abreviada de «sanguinho».

Descrição Rhamnus alaternus é um arbusto de folha persistente, com cerca de 1 a 5 metros de altura ,apresentando uma forma densa e arredondada.Pignatti S. - Flora d'Italia – Edagricole – 1982. Vol. II, pag. 78 Os ramos possuem uma casca de cor avermelhada e ramos jovens pubescentes, arredondados e com folhagem compacta com folhas inteiras, serrilhadas, alternas de cerca de 2 a 6 cm de comprimento, por vezes quase opostas, nervadas, ovais ou lanceoladas, de aspecto coriáceo, verde brilhantes da parte superior e verde amareladas da parte inferior.

As pequenas flores fragrantes, de cor branca esverdeada, estão juntas num pequeno racemo axilar, possuindo 4 pétalas. A época de floração estende-se de Fevereiro a Abril. Os frutos são drupas obovóides de cor vermelha acastanhada com cerca de 3 a 4 mm, contendo de 2 a 4 sementes de cor branca. A frutificação dá-se no Verão. A drupa torna-se de cor preta quando amadurece. Os frutos possuem propriedades medicinais, podendo ser usados com cuidado como laxativos.

São plantas muito resistentes à seca. É uma planta dioica. O seu crescimento é relativamente rápido.

Distribuição Esta espécie esta presente na maioria dos países mediterrânicos. Pode ser encontrada nomeadamente em França, Portugal, Espanha, ex-Jugoslávia, Albânia, Grécia, Itália, Turquia, Israel, Líbia, Tunísia, Agélia, Marrocos e Ucrânia.J-C. Rameau, D. Mansion, G. Dumé, C. Gauberville, Flore Forestière Française, guide écologique illustré, 3 région méditerranéenne, Ministère de l'agriculture et de la pêche, 2008, 2426 p.

Encontra-se em estado naturalizado na Austrália e na Nova-Zelândia. É utilizada em programas de reflorestação.

Portugal Em Portugal ocorre em praticamente todo o país, com exclusão das zonas do Nordeste e das Terras Quente e Fria Transmontanas, antes predominando no centro e sul do país.

Habitat Está dispersa em bosques e matagais termofílicos de folha persistente ou marcescente das regiões de clima mediterrânico, desde o nível do mar até aos 700 m de altitude. Ocorre também em sebes e orlas de bosques. Tem uma boa tolerância a ventos marítimos.

Propriedades Os frutos possuem propriedades medicinais e podem utilizar-se com precaução como laxante.

A planta é utilizada como purgante, laxante, adstringente (ritidoma).

Uso É usada como planta ornamental, em sebes e em jardins.

Na indústria de corantes é utilizada para produzir pigmento de cor acastanhada que podem servir para tingimento de lã. A madeira pode ser usada na indústria dos embutidos.

Taxonomia Rhamnus alaternus foi descrita por Lineu e publicado em Species Plantarum 1: 193–194, no ano de 1753.Rhamnus alaternus em Trópicos

Citologia O número de cromossomas de Rhamnus alaternus (Fam. Rhamnaceae) e táxones infraespecíficos é de 2n=24Números cromosomáticos de plantas occidentales, 855-862 López Pacheco, M. J. & al. (2000) Anales Jard. Bot. Madrid 58(2): 342-343

Subespécies Rhamnus alaternus L. subsp. alaternus Rhamnus alaternus L. subsp. myrtifolia (Willk.) Maire Rhamnus alaternus L. subsp. pendula (Pamp.) Jafri

Galeria

Ligações externas

Variedades de Rhamnus alaternus na Península Ibérica Flora ibérica Flora silvestre do Mediterrâneo Programa Anthos

alaternus Categoria:Flora de Portugal Categoria:Plantas tolerantes à seca