Uma cidade sustentável é uma cidade projetada considerando os impactos socioambientais. Numa cidade sustentável o modelo e a dinâmica de desenvolvimento, além dos padrões de consumo, respeitam e cuidam dos recursos naturais e das gerações futuras.
Aproveitando o poder de influência que as compras públicas têm sobre os fornecedores, as cidades podem adotar critérios para comprar apenas produtos avaliados como sustentáveis.Compras Ecológicas na Prefeitura de Viena
Com experiência de implantação da gestão ambiental na administração municipal, compras públicas sustentáveis, eficiência energética e gestão em edifícios públicos, o setor público de Barcelona é um exemplo de gestão em prol do meio ambiente.
A cidade dispõe de certificações ambientais e trabalha com empresas certificadas pelas normativas atuais. Incorporação de cláusulas ambientais e éticas para certas licitações.
Até 2012: Todas as roupas das equipes de jardinagem possuem um selo de qualidade. 100% do papel utilizado também possui certificação Foi estabelecido o Plano de Segurança e Melhoramento de Energia em Edifícios Municipais (PEMEEM) Pelo menos 5% dos alimentos de todas as creches públicas possuem certificado de agricultura orgânicaAutoridade local de Barcelona: um exemplo na gestão ambiental
Mobilidade sustentável
Mobilidade Sustentável é aquela que promove o planejamento integrado, levando em consideração a interdependência entre os transportes, a saúde, o ambiente e o direito à cidade e os inúmeros aspectos das politicas publicas como moradia, geração de emprego e renda, perfil de uso das fontes de energia utilizadas e, principalmente, para que haja integração de todos os modais de transporte. Priorizando principalmente a melhora da qualidade e o aumento do uso do transporte publico, a segurança e conforto de pedestres e ciclistas, melhorando a qualidade de vida de todos. Existem algumas práticas bem-sucedidas de planejamento urbano em varias partes do mundo.Plataforma Cidades Sustentáveis
O Plano Diretor de Mobilidade Urbana de Lyon, por exemplo, combina uma série de objetivos - incluindo a redução do tráfego automóvel, o desenvolvimento do transporte público, o estímulo à locomoção de bicicleta e a pé, a redução do número de acidentes e da poluição - além de promover a igualdade social e a redistribuição do espaço urbano.Uma visão global do transporte - Plano de Mobilidade Urbana
Copenhague é conhecida atualmente por sua cultura da bicicleta e, de fato, este meio de transporte é bastante inserido na rotina da cidade. Neste contexto, a cidade, que reconhece a importância da bicicleta desde o início do século passado, tem o objetivo de ser considerada a melhor cidade do mundo para ciclistas em 2015. Para que isso se concretize, a cidade elaborou políticas, planos, programas e projetos que incentivaram o uso de bicicletas nos últimos anos. Copenhague conta com mais de 300 km de ciclovias e a maioria de suas estradas principais também possuem corredores para bicicletas em ambos os sentidos. Os problemas de estacionamento foram resolvidos com a instalação de stands de bicicletas por toda a cidade: nas ruas, nos estacionamentos públicos e privados, e em conjuntos habitacionais. Além disso, é possível trafegar com bicicletas no trem e no metrô.Copenhague em Busca do Título de Melhor Cidade do Mundo para Ciclistas
Exemplos por país Alemanha Ao oferecer incentivos financeiros a produtores de energia renovável, a Alemanha tem estimulado o setor e, simultaneamente, reduzido as emissões de CO2. Heidelberg. A cidade introduziu de forma contínua o Orçamento Ambiental - um sistema de gestão para o uso de recursos naturais que complementa o orçamento financeiro e a gestão de recursos humanos. Ele aplica processos orçamentários periódicos, mecanismos e rotinas para gerir recursos naturais, de forma que os gestores municipais dediquem a mesma atenção e preocupação para esses recursos e para a qualidade ambiental.Criação de um Quadro de Gestão Integrada de Recursos A cidade também desenvolveu um sistema integrado de gestão energética para prédios públicos. De 1993 a 2004, a cidade conseguiu uma redução das emissões de CO2 dos prédios municipais (35%) e das instalações da universidade (13%), e tem recebido diversas premiações por seus projetos de proteção climática.Eficiência Energética em Edifícios Stuttgart. Planejada respeitando e protegendo a natureza, Stuttgart explorou padrões de vento natural e a influência da vegetação. Mais de 60% da cidade é dotada de cobertura vegetal. A aplicação correta de “infraestrutura verde” foi usada para combater o efeito de ilhas de calor urbanas, o que beneficiou o meio ambiente, aumentando a biodiversidade e a qualidade do ar.Stuttgart, Cidade Arejada Hamburgo. Foi nomeada como Capital Verde Europeia de 2011. A cidade tem uma estratégia de planejamento integrado e participativo e um forte compromisso para uma visão sustentável.Hamburgo, a Capital Verde Europeia de 2011 Hamburgo possui mais de 300 empresas de energia renovável, incluindo energia solar, eólica, hidroeletricidade, geotermal e proveniente de biomassa. Promovendo esse tipo de energia, não somente protege o meio ambiente e seus recursos, mas também cria novos empregos.Hamburgo, cidade com mais de 300 empresas de energia renovável Munique. Theresienhöhe é um antigo local em Munique, transformado em um bairro denso e verde. A área tem excelente acesso ao transporte público.Um novo e denso bairro verde em Munique Friburgo: O estilo de vida sustentável dos alemães ficou ainda mais visível após a construção do bairro de Vauban, no município de Freiburg, projeto do arquiteto Rolf Disch, referência em obras que utilizam energia do Sol. Anteriormente, o terreno pertencia a uma base militar francesa no período da Segunda Guerra Mundial, desativada após a queda do muro de Berlim, em 1989. Entre 1997 e 2006 foram concluídas as construções das 2 mil moradias da vila, lar de 5 mil pessoas atualmente. Os imóveis de Vauban contam com estruturas térmicas similares as de Freiburg, porém, possuem placas solares em seus telhados, que suprem ao menos 20% da eletricidade demandada pela população local. As casas são planejadas para funcionarem como usinas, isto é, a energia excedente é repassada à rede pública, tal ação reduz os preços impostos pela companhia energética. Cidade é considerada a mais sustentável do mundo- Embora tenha surgido no século XII, no sudoeste da Alemanha, a cidade de Freiburg pode ser considerada a metrópole do futuro, ou pelo menos figura entre as áreas urbanas mais desenvolvidas em termos de sustentabilidade no mundo inteiro. Como? Utilizando a energia solar para atender a demanda da população e expandindo rotas de ônibus elétricos e ciclovias por suas ruas e avenidas.
Após a Segunda Guerra Mundial, o município do estado de Baden-Württemberg precisou ser reconstruído e incluiu medidas de preservação ambiental e conservação de recursos naturais. Em 1986 foi criado um plano para proteção climática, revisado em 1996. Porém, já na década de 1970, os moradores de Freiburg protestaram contra a implantação de um complexo atômico no centro urbano, algo que prejudicaria a agricultura da região. Ou seja, a parceria entre governo e população fez com que a consciência ecológica chegasse às próximas gerações. Grande parte dos imóveis dos 220 mil habitantes são adeptos do conceito de “casa passiva”, no qual a construção possui isolamento térmico, algo que mantém a temperatura constante, e janelas amplas com três lâminas de vidro e sacadas projetadas para iluminar os ambientes sem prejudicá-los por raios de Sol em demasia. Edificações deste tipo são 10% mais caras em relação a obras comuns, porém consomem apenas 10% do que gastariam as regulares. Numa cidade com 500 km de ciclovias e 200 mil bicicletas, medidores de poluição são espalhados só para evidenciar o baixo nível de emissão de CO2. Como em Freiburg circulam cerca de 100 mil automóveis, ou seja, metade da frota de bikes, o governo determina que os veículos atinjam apenas 30 km por hora e cobra até R$ 50 mil em vagas para estacionar carros. Entretanto, transporte não parece ser problema para a “metrópole mais sustentável do mundo”, pois o local possui diversas linhas de bondes elétricos de instalação barata e adaptados para receber os ciclistas. Freiburg aproveita suas 1.800 horas de Sol a pino com aproximadamente 1.800 painéis fotovoltaicos espalhados por 400 metros. Até o Mage Solar Stadium, campo de futebol do time da cidade, fornece um serviço de primeira: funciona como usina solar e abastece 9 mil residências.
Austrália Melbourne. A cidade estabeleceu a ambiciosa meta de "Emissões Zero em 2020" com o objetivo de agir localmente para que a mudança climática global seja estabilizada.Emissões Zero em 2020 em Melbourne O CH2, foi desenhado para se tornar o prédio com melhor design sustentável da Austrália, é o novo prédio da prefeitura de Melbourne. A arquitetura visa à economia de água e energia, além de melhorar o bem- estar de seus ocupantes. Para tal, o edifício se adapta a quatro situações diferentes: dia e noite e inverno e verão.CH2, o prédio da Prefeitura de MelbourneGreenlivingpedia
Áustria A cidade de Viena, na Áustria, gasta cerca de cinco bilhões de euros por ano em diferentes produtos e serviços. Aproveitando o poder de influência que tamanhos gastos têm sobre os fornecedores, a cidade resolveu adotar a política de compras “considerando a necessidade real de efetuar a compra, as circunstâncias em que tais produtos foram gerados, levando em conta os materiais e as condições de trabalho de quem os gerou, e uma avaliação de como os produtos se comportaram em sua vida útil e a sua disposição final”. Dessa maneira a Prefeitura de Viena estima que está reduzindo anualmente suas emissões de CO2 em 30 mil toneladas.
Brasil Lançado em 23 de março de 2021, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades analisou o cumprimento das 770 cidades brasileiras signatárias do Programa Cidades Sustentáveis com relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os resultados do indicador refletiram as desigualdades regionais brasileiras. As 100 cidades de melhor desempenho são municípios do Sudeste e Sul do Brasil, das quais 80 são paulistas, inclusive a primeira colocada, Morungaba. Já entre as 100 com pior desempenho, 86 estão situadas nas regiões Norte e Nordeste do país, incluindo a última colocada, Moju (Pará). O indicador foi elaborado pelo Programa Cidades Sustentáveis (ligado ao Instituto Cidades Sustentáveis), pela Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável (ligado à Organização das Nações Unidas), pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e pelo Projeto CITinovaminiaturadaimagem|Programa Cidades Sustentáveis|borda Porto Alegre. Há 22 anos, a Prefeitura de Porto Alegre implementou um sistema de co-gestão com a participação da comunidade para a estruturação do orçamento da cidade. O Orçamento Participativo é um processo dinâmico de planejamento do orçamento que se ajusta periodicamente às necessidades locais, buscando sempre um formato facilitador do debate entre o governo municipal e a população.Orçamento Participativo em Porto Alegre São Carlos. Com 37 Conselhos Municipais, Orçamento Participativo e Conferências Municipais, a cidade de São Carlos promove a participação social nas diferentes áreas das políticas públicas.Políticas de Transparência e Participação em São Carlos Paragominas. Há três anos, o município era considerado sinônimo de desmatamento, mas com o projeto Município Verde a situação mudou e Paragominas virou exemplo de sustentabilidade na prática. Hoje o município conta com 66,45% de todo seu território em floresta nativa consideradas como áreas protegidas.Paragominas combate o desmatamento e vira exemplo de sustentabilidade na Amazônia