José do Egito é uma minissérie brasileira, produzida pela Record e distribuída em DVD pela Warner Home Video, exibida originalmente de 30 de janeiro a 9 de outubro de 2013.
Escrita por Vivian de Oliveira, com a colaboração de Altenir Silva, Camilo Pellegrini, Carla Piske e Maria Cláudia Oliveira, com direção de Alexandre Avancini, Hamsa Wood, Viviane Jundi e Armê Manente e direção geral de Alexandre Avancini. A minissérie é uma adaptação do livro bíblico Gênesis.
José do Egito é a quarta minissérie épica produzida pela RecordTV, após A História de Ester (2010), Sansão e Dalila (2011) e Rei Davi (2012). Inicialmente planejada para ser exibida em 28 capítulos, devido à boa recepção do público foi reeditada e exibida em 38 capítulos.
Contou com Ângelo Paes Leme, Maytê Piragibe, Caio Junqueira, Bianca Rinaldi, Leonardo Vieira, Iran Malfitano, Taumaturgo Ferreira e Larissa Maciel nos papéis centrais.
Produção Foram investidos mais de R$ 60 milhões, colocando-a entre as produções mais caras da história da TV brasileira. A minissérie teve cenas gravadas no Chile no Deserto de Atacama, Egito, Israel e no RecNov. Destaque para a qualidade das imagens exibidas, que contou com câmeras digitais Arri Alexa, utilizadas em grandes produções de Hollywood, e que conferem qualidade surpreendente, principalmente quando vistas num televisor em alta definição. Ao todo foram 300 profissionais envolvidos, entre produção, equipe técnica e atores (49 atores ao todo). Para a gravação da minissérie foram construídas duas cidades cenográficas, que representam a cidade Avares, com mais de 5500m², e a cidade de Hebrom com mais de 2000m². Também foi construído um acampamento de 3000m². Ao todo as cidades cenográficas demandaram um investimento de R$ 7 milhões.
O lançamento em DVD de foi realizado pela Warner Bros em maio de 2017. Os discos são vendidos separadamente em quatro DVDs. A saga de José pode ser encontrada nas principais lojas virtuais do Brasil.
Enredo A história de José conta a saga de um homem íntegro e indulgente, que após ser vendido como escravo pelos irmãos é levado para o Egito, onde é injustiçado, caluniado, preso e humilhado. Mas tudo o que José toca prospera porque ele tem dom de interpretar sonhos. E é assim, prevendo fartura e fome para o Egito, através dos sonhos que atormentam o Faraó, que José se transforma no governador de toda aquela nação. Mais tarde, quando o mundo não tem o que comer, é José quem alimenta os irmãos que tanto o odiaram no passado. A vida de José é um exemplo de pureza, paciência, amor e perdão.
A história começa em Israel por volta do ano 1.700 a.C. Jacó, também conhecido por Israel (Celso Frateschi), é casado com Lia (Denise Del Vecchio) e Raquel (Mylla Christie), além de ter 2 concubinas, Bila (Carla Cabral) e Zilpa (Andréa Avancini). Apesar de ter uma passado de trapaças com seu irmão Esaú (Jonas Bloch), Jacó é homem que ama sua família. Apesar de ser a primeira esposa, Lia sente forte ciúme de sua irmã Raquel, por quem Jacó mais ama. Jacó teve um total de 13 filhos, são eles Rúben (Guilherme Winter), Simeão (Caio Junqueira), Levi (Felipe Cardoso), Judá (Vítor Hugo), Dã (Eduardo Spinetti), Naftali (Fernando Sampaio), Gade (Vasco Valentino), Aser (Wendell Duarte), Issacar (Edu Porto), Zebulom (Acácio Ferreira), José (Ricky Tavares / Ângelo Paes Leme), Diná (Marcela Barroso / Samara Fellipo) e Benjamin (Eduardo Melo / Gustavo Leão).
Além de amar mais Raquel, Jacó tem um amor especial pelo filho que ela deu, o jovem José. O moço adolescente é muito apegado com o pai, sempre o ajudando e tendo atitudes de filho primogênito. Devido tanto amor dado, os irmãos de José sentiam forte ciúme e ódio do irmão... O Drama de Jacó e José aumenta com a morte prematura de Raquel, assim que nasce o filho mais novo, o pequeno Benjamin. Jacó entra em profunda tristeza. A filha de Lia, Diná acaba se envolvendo em um romance com o príncipe Siquém (Paulo Nigro), porém em uma festa o moço acabado a estuprando completamente bêbado. Dias depois os dois se casam, mas em um ato de loucura e vingança pelo estupro, os irmãos de Diná matam Siquém, e todos os homens da cidade, além de incendiarem toda a cidade, levando dela Diná e algumas mulheres para serem servas, sendo uma delas Naamá (Nanda Ziegler) e sua filha Mara (Bia Braga / Juliana Boller). Devido aos acontecimentos na cidade do príncipe Siquém, Jacó e sua família montam acampamento em outro lugar.
Os dias passam... José tem o dom de interpretar sonhos, e um dos sonhos ele se via em uma plantação de trigo com seus irmãos, de repente o monte de trigo de suas mãos e de seus irmãos saem de suas mãos para o céu. Ele vê que seu monte de trigo fica ao centro e o monte de trigo de seus irmãos se curvam perante ao dele. José então diz para seus irmãos que um dia eles se curvariam perante a ele. Com ódio e inveja, os irmãos jogam José em um buraco, depois o vendem para o comerciante Jetur (Thelmo Fernandes) como escravo em troca de moedas. Para justificar a ausência de José, os irmãos pegam uma de suas roupas e a sujam com sangue de carneiro. Dizem para Jacó que o irmão foi assassinado por um animal feroz no deserto. Jacó então se apega pelo filho mais novo, irmão de José e filho da sua mulher mais amada Benjamin, já que Raquel estava morta e em sua mente e para o restante das esposas, e para a filha Diná, José também estava morto. Os irmãos guardaram durante os anos este terrível segredo.
José é levado para ser escravo em Aváris, antiga capital e atual Cairo, no Egito. Quem governa o país mais poderoso no Mundo na época era o faraó Apopi (Leonardo Vieira) e pela rainha Tani (Bianca Rinaldi), os soberanos eram muito justos no reino, e juntos adoravam ao deus porco-formigueiro, símbolo do deserto e do caos Seth. Na ajuda as oferendas para o deus, eles contavam com o sacerdote Pentephres (Eduardo Lago), um homem ruim e completamente ganancioso. Ele obrigava e tinha o sonho de ver sua única filha Azenate (Ana Rita Cerqueira/Maytê Piragibe) como sacerdotisa do deus Seth. Por ironia do destino, José conseguiu fugir da venda de ser escravo, e acabou conhecendo e se apaixonando por Azenate, porém logo foi preso novamente e vendido para o general egípcio Potifar (Taumaturgo Ferreira). José passa então de servo para contábil da casa de Potifar, já que tudo que pegava prosperava, inclusive no jardim da ardilosa esposa de Potifar, Sati (Larissa Maciel). A egípcia, prima da rainha Tani era pura luxúria, gostava de sexo e mantinha um caso com o empregado Hapu (Iran Malfitano), um homem forte, formoso e narcisista, bastante agressivo para com escravos. Este em si odiava José e não hesitava em maltratá-lo e ser grosseiro para com ele, ainda mais depois de Potifar reconhecer as habilidades de José e fazê-lo responsável por muitos cuidados da casa, o que desperta ainda mais a ira e a inveja em Hapu.
Os anos passaram, Jacó já havia se acostumado da dor de ter perdido Raquel e José, mas ele não sabia do caso que seu filho mais velho, Rúben tinha com sua esposa Bila. Mesmo com Bila tentando se afastar, ambos não cediam a paixão. Rúben havia se casado com Naamá, e um dia foi flagrado por Naamá, sua mãe Lia e até seu próprio pai Jacó, que não condenou os dois. Apesar de impossível, Rúben manteve seu amor por Bila até o dia da morte da mulher, que morreu de tuberculose. Outra morte triste foi a de Lia, a mulher sempre amarga por não se sentir amada por Jacó, sofreu seus últimos anos vítima do mal de Alzheimer, até que um dia a doença a venceu, sobrando apenas Zilpa como esposa de Jacó... A filha de Naamá, Mara, era uma adolescente e mulher amargurada devido ao trauma de ter visto seu pai Kedar (Bruno Padilha) ser assassinado pelos filhos de Jacó. Ela cresce com ódio principalmente de Simeão e Levi, por terem liderado o massacre em Siquém, além de se recusar em aceitar Rúben como pai. Um dia a moça tentou incendiar todo o acampamento por pura vingança, mas ao ver que quase matou Benjamin por quem tinha uma paixão, a moça se arrepende, pede perdão, e anos mais tarde se casa com seu grande amor.
Outro núcleo importante é o da família de Judá, o filho de Jacó era casado com Elisa, e tinham 3 filhos. O mais velho Er (Fabio Beltrão) era ladrão e assassino, era o filho problemático do casal, o rapaz era casado com a linda Tamar (Camila Rodrigues), a quem também faltava com o respeito, uma vez que era arrogante e prepotente e não se rebaixava nem mesmo a seus pais. Em uma noite chuvosa, Er matou um mercador que insistia em lhe cobrar a dívida e logo depois o rapaz foi atingido e morto por um raio como castigo. Tamar foi dada em casamento para o 2° filho, Onã (Henrique Ramiro). O filho do meio não engravidava Tamar devido se masturbar e não penetrar na moça. Onã tinha ódio pelo falecido irmão e não suportava a ideia de conceder herdeiros a este ao invés de si mesmo e durante uma discussão com Tamar, ficou irado e morreu engasgado depois que comeu. Tantas tragédias fizeram com que Elisa culpasse Tamar por ser amaldiçoada. Tamar foi expulsa da casa da família, dias depois Elisa ficou doente e em seu leito de morte pediu para Judá não casar o filho mais novo, Selá (João Vitor Silva) com Tamar, Judá prometeu e Elisa morreu em seguida. Porém através de um plano, Tamar se deitou e engravidou do próprio sogro Judá, e com ele teve dois filhos. Outra personagem que venceu o trauma do estupro e de ter sido responsável indiretamente pela chacina da cidade de Siquém foi Diná, com muito custo a moça acabou se apaixonando e se casando com Gibar (Caetano O'Maihlan).
No Egito, a insaciável Sati pediu para se deitar com José, porém íntegro o moço se recusou, a mulher de ódio disse para Potifar que foi abusada por ele. Mesmo desconfiado e muito triste, Potifar levou José para a prisão que era comandada pelo guarda Seneb (Sandro Rocha). Conforme os dias iam passando Seneb percebeu que José era muito organizado e o tornou um presidiário líder dos outros encarcerados. Dois dos presidiários eram o bondoso Nekau (Rafael Sardão) culpado por ter deixado uma mosca cair no copo de vinho do faraó, e o irritado Thot (Daniel Bouzas), culpado por ter deixado cair pedras na massa dos pães do faraó. Com seu dom de interpretar os sonhos, José disse que Thot seria condenado a morte e Nekau seria livre, José pediu para Nekau se lembrar dele perante ao faraó. E assim aconteceu, no aniversário do faraó Apopi, o mesmo perdoou Nekau, restituindo o mesmo a seu antigo cargo de copeiro chefe e condenou Thot a morte.
Poucos anos depois, Apopi teve um pesadelo, e no outro dia na sala do trono desabafou com Pentephres, Tani e Nekau que havia sonhado com 7 vacas gordas saindo de um rio seguido por 7 vacas magras que engoliam as gordas. Vários sacerdotes, feiticeiros durante os dias vieram ao palácio interpretar o sonho, mas nenhuma convencia Apopi. Nekau então lhe disse sobre José e seu dom da interpretação, o faraó então chamou José. José disse para Apopi que o sonho simbolizava 7 anos de fartura, que seria uma época para abastecer as reservas de alimentos e água, porque logo viriam 7 anos terríveis de seca, que dizimaria o Mundo. Naquela mesma hora Apopi acreditou em Deus e nomeou José como governador do Egito. Contrariado, Pentephres foi obrigado a dar a mão da filha Azenate em casamento para José naquela mesma semana. José também possui um forte amigo, conselheiro e ajudante para garantir as reservas dos próximos anos, o prestativo Mitri (Joelson Medeiros), que anos antes, quando José era escravo há pouco tempo, havia sido mordomo-chefe de Potifar, e ao contrário do malandro Hapu, Mitri protegia José e o ensinava a cultura egípcia conforme se afeiçoavam um ao outro. Durante os anos de fartura, A fogosa Sati começa a ter um caso com o sacerdote Pentephres, além do seu empregado Hapu.