thumb|250px|Praticante de wakeboard realizando uma manobra aérea (Virgínia, Estados Unidos). O wakeboard é um desporto aquático praticado com uma prancha semelhante à de snowboard, onde o atleta é puxado por uma lancha ou por sistemas de cabos e guinchos.

O esporte foi inventado nos Estados Unidos como uma alternativa para os surfistas em dias de poucas ondas, sendo inicialmente praticado com uma prancha de surfe com fixações. Os primeiros registros da modalidade datam de 1979, quando o norte-americano Tony Finn criou o skurfing, considerado o embrião da modalidade. Com o tempo, a modalidade popularizou-se mundialmente, impulsionando o desenvolvimento de novas pranchas. Em 1991, os norte-americanos Herb O'Brien e Eric Perez criaram a Hyperlite, a primeira prancha moldada por compressão da história, que garantiu maior desempenho e aproveitamento nas manobras.

Condições de prática

Segurança O wakeboard pode ser praticado no mar, em rios ou em grandes lagos, desde que ofereça espaço para o trajeto do barco e segurança ao atleta. É importante tomar cuidado com os banhistas, pois, com a alta velocidade empregada no esporte (entre 30 a 40 km/h), qualquer choque pode se tornar uma ocorrência grave.

As pedras também representam grande perigo ao praticante. A principal recomendação é procurar praticar em locais com boa profundidade. O wakeboard, antes de tudo, deve ser praticado com cautela, já que a negligência no esporte pode acarretar sérios problemas.

Os melhores locais para a prática são represas, lagos e mares, desde que não haja muitas ondas ou vento, fatores que dificultam a execução das manobras, as quais dependem da boa formação da marola gerada pelo barco rebocador.

Equipamentos Uma prancha, uma corda, colete salva-vidas e um barco, são os equipamentos básicos e necessários para a prática do wakeboard. A prancha deve estar de acordo com o peso e o tamanho do atleta.

Geralmente as medidas são: 1,35m de comprimento, 45cm de largura e sua espessura é de 1 cm. Ela é ideal para a prática do desporto e possibilita uma maior navegabilidade e aproveitamento nas manobras.

A corda é o elo entre o barco e o atleta. Ela não pode ser elástica, pois faz o atleta perder o equilíbrio enquanto está no ar. Quanto mais rígida ela for, melhor. A medida varia entre 15 e 19 metros. Quanto maior a distância entre o atleta e o barco, maior é o tempo que o wakeboarder ficará no ar.

O barco deve ter um motor que mantenha a velocidade e que ande em linha reta, além disso deve estar pesado, assim fará uma maior onda e facilitará o atleta.

No Brasil O wakeboard surgiu no país no início da década de 1990, passando por um período de transição até a sua oficialização. Somente em 1997, com a fundação da Associação Brasileira de Wakeboard (ABW), a modalidade se consolidou no território nacional, com a entidade sendo responsável pela realização do Circuito Nacional, que conta com etapas em várias regiões do país. Além do Distrito Federal, os estados de São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Amazonas, Ceará, e Tocantins abrigam os principais polos de desenvolvimento e infraestrutura para o aprendizado do wakeboard no país, entre os quais se destacam:

Represa de Guarapiranga (São Paulo): O reservatório localizado na zona sul da capital paulista, é considerado um dos principais polos do esporte no país para a modalidade puxada por embarcação. O local dispõe de suporte logístico composto por marinas, escolas especializadas e áreas protegidas de ventos fortes e ondulações adversas. Naga Cable Park (Jaguariúna): Um complexo aquático projetado para a prática da modalidade. A estrutura dispõe de um sistema de cinco torres lineares e obstáculos artificiais fixos, permitindo o fluxo simultâneo de usuários com diferentes níveis de experiência. Lagoa Rodrigo de Freitas (Rio de Janeiro): Utilizada como espaço de treinamento para as modalidades náuticas de tração e remo, além de ter sediado o 1º Campeonato Latino-Americano de Wakeboard, em 1998. Devido a restrições ambientais e urbanísticas locais, as atividades restringem-se às modalidades puxadas por embarcação, como o boat wakeboard e o wakesurf. Sunset Wake Park (Senador Canedo): O parque aquático possui instalações projetadas sob especificações internacionais para competições oficiais. A estrutura conta com lagos artificiais que dividem os usuários conforme o nível de habilidade técnica.. Lago Paranoá (Brasília): O lago artificial serve como campo de treinamento para a modalidade puxada por lancha. O local também abriga centros de instrução náutica que fornecem embarcações adaptadas. Lagoa dos Ingleses (Nova Lima): As águas da represa são utilizadas para sediar torneios abertos e eventos de circuitos nacionais, como o Brasil Wake Open, uma das etapas da modalidade no país. Zero Wake Park (Fortaleza): O centro de esportes localiza-se em uma região litorânea e possui infraestrutura operada por um sistema de cabos suspensos ( cable park).

Em Portugal A prática do esporte divide-se entre as albufeiras (represas artificiais), rios e cable parks estruturados para atender praticantes de diferentes níveis técnicos. Entre as localidades de destaque, encontram-se:

Albufeira de Castelo do Bode (Região do Centro): Conhecido por ser a primeira estância de wakeboard do mundo. O espaço conta com um sistema de cinco torres de cabos (cable park) e sedia competições internacionais do esporte..

Albufeira do Ermal (Vieira do Minho): O primeiro cable park do país a introduzir o sistema de cabos suspensos. A estrutura opera com um sistema circular contínuo de quatro torres, utilizado para o treinamento avançado e a execução de manobras em obstáculos artificiais.

Barragem de Montargil (Alentejo): A represa atua como um núcleo para a modalidade puxada por lancha, sendo utilizada regularmente para treinamento de equipes. O local possui infraestrutura de apoio integrada, com marinas e serviços especializados para os praticantes.

Ver também Esqui aquático

Ligações externas

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