Forte Zelândia (em neerlandês: Fort Zeelandia) é um forte histórico em Paramaribo, Suriname. Originalmente erguido pelos neerlandeses no início do século XVII, a instalação foi ocupada e fortificada pelos ingleses em 1651, recebendo o nome de Fort Willoughby. Em 1667, após a Segunda Guerra Anglo-Neerlandesa, os neerlandeses reconquistaram o forte e o renomearam Fort Zeelandia.

História A fortificação teve origem no início do século XVII, por volta de 1613, quando colonos neerlandeses estabeleceram um entreposto comercial fortificado próximo à aldeia indígena de Parmurbo, posteriormente denominada Paramaribo. A instalação foi erguida na margem esquerda do rio Suriname com o objetivo de proteger a nascente colônia e controlar o comércio na região.

Em 1651, forças da Comunidade Inglesa comandadas por Francis Willoughby conquistaram a posição, reforçaram suas defesas em alvenaria e a renomearam Forte Willoughby.

Em 1667, durante a Segunda Guerra Anglo-Neerlandesa, tropas da Província da Zelândia lideradas pelo almirante Abraham Crijnssen capturaram o Forte Willoughby de forças sob o comando do tenente-governador William Byam. O confronto durou apenas cerca de três horas, até que as munições britânicas se esgotassem. Após a vitória, Crijnssen renomeou a fortificação como Forte Zelândia. Nesse mesmo ano, o controle neerlandês foi confirmado pelo Tratado de Breda.

Após a reconquista, o forte foi ampliado, assumindo uma planta pentagonal com cinco baluartes. Três deles — Midelburgo, Veere e Zierikzee — permanecem preservados, enquanto os dois voltados para o interior foram demolidos quando, no século XVIII, iniciou-se a construção do Forte Nova Amsterdão na margem oposta do rio. Com o passar dos anos, o Forte Zelândia perdeu gradualmente sua importância estratégica e, em 1772, chegaram a existir planos para sua demolição. Mais tarde, foi convertido em quartel e, a partir de 1872, passou a ser utilizado exclusivamente como prisão.

Em 1968, o forte foi restaurado e adaptado para abrigar o Museu do Suriname, sendo oficialmente transferido à fundação responsável pela instituição em 25 de setembro de 1972.

A instalação permaneceu nessa função até o início da década de 1980, quando, após a independência do Suriname em 1975, o forte foi ocupado pelos militares liderados por Dési Bouterse e transformado em quartel-general do regime. Em 8 de dezembro de 1982, quinze opositores políticos foram presos, torturados e executados no pátio interno do forte, episódio que ficou conhecido como os Assassinatos de Dezembro.

Com a retirada dos militares, o forte passou por nova restauração e reabriu ao público em 23 de novembro de 1995. O acervo do Museu do Suriname, atualmente sediado no local, inclui ampla coleção etnográfica, além de peças de arqueologia, artes visuais, mobiliário colonial, têxteis e fotografia histórica, constituindo importante patrimônio histórico e cultural do país.

Galeria de Imagens

Bibliografia BRUIJNING, C. F. A.; VOORHOEVE, J. (red.). Encyclopedie van Suriname. Amsterdam en Brussel: B. V. Uitgeversmaatschappij Argus Elsevier, 1977. ISBN 9010018423. p. 683. FONTAINE, Jos. Zeelandia. De geschiedenis van een fort. Zutphen: De Walburg Pers, 1972. ISBN 906011-441-8

Ver também Forte Zeelândia (Guiana) Forte Zeelândia (Taiwan)

Ligações externas

Foto's van de Boven-Suriname en de Pikin Rio

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