Jean-Christophe Rufin (Bourges, 28 de Junho de 1952segundo suas próprias declarações na emissão de RTL, "A la Bonne heure" , de Stephane Bern em 9 de maio de 2012) é um médico, escritor e diplomata francês. Ele foi eleito em 2008 para a Academia Francesa, tornando-se então o seu membro mais jovem.Jean-Christophe RUFIN. Academie Francaise. Página acessada em 20 de abril de 2013.

Antigo presidente da Ação Contra a Fome, foi embaixador da França no Senegal e na Gâmbia.

Infância e formação Com a ausência do seu pai, que era veterinário, a sua mãe, que trabalhava em Paris como publicitária, não pôde educá-lo sozinha. Jean-Christophe foi então criado pelos seus avós. O seu avô, médico que havia tratado dos combatentes durante a Primeira Guerra Mundial, foi durante a Segunda Guerra Mundial deportado durante dois anos em Buchenwald por atos de resistência – ele havia escondido resistentes em 1940, na sua casa de Bourges.

Aos 18 anos Jean-Christophe Rufin reencontrou-se por acaso com o pai :"Eu havia escolhido, em Bourges, o primeiro dispensário que encontrei para fazer uma vacina. Uma moça que trabalhava lá perguntou qual era o meu nome e ficou lívida.Era minha meia-irmã, que me levou até nosso pai. Nossas relações nunca foram muito boas" https://gingimbre.over-blog.fr/article-jean-christophe-rufin-a-l-academie-francaise-39427776.html..

Após haver estudado nos liceus parisienses (Lycée Janson-de-Sailly) e Claude-Bernard, ele entra na faculdade de medicina do Hospital da Salpêtrière e no Instituto de estudos políticos de Paris. Em 1975, ele passou o concurso do internato em Paris. Trabalha então no hospital Rothschild. Embora tenha escolhido se especialisar em neurologia, em 1976, ele partiu para a Tunísia a fim de fazer seu serviço militar, trabalhando numa maternidadehttp://www.whoswho.fr/publication/jean-christophe-rufin_521.

Carreira

Carreira médica Jean-Christophe Rufin foi interno dos hospitais de Paris (1975 -1981), chefe de clínica e assistente dos mesmos hospitais (1981-1983), em seguida agregado (1983-1985). Ele prosseguiu sua formação médica no hospital de Nanterre (1994-1995), depois no hospital Saint-Antoine de Paris (1995-1996). Em 1997, ele dirige um pavilhão de psiquiatria no hospital Saint-Antoine. Presidente da Ação Contra a Fome (ACF) a partir de 2002, ele deixa este cargo em junho de 2006 para se consagrar mais à escritura. Mas ele continua presidente de honra desta organização não governamental (ONG).

Carreira na ação humanitária Como médico, ele é um dos pioneiros do movimento humanitário Médicos sem fronteiras, onde foi atraído pela personalidade de Bernard Kouchner e onde conheceu Claude Malhuret. Pelo MSF, ele dirigiu inúmeras missões na África e na América latina.Sua primeira missão humanitária ocorreu em 1976, na Eritreia, então devastada pela guerra. Ele entrou no país de maneira incógnita ao lado das forças rebeldes e no âmago dos batalhões humanitários. Foi aí que ele encontrou Azeb, que se tornou sua segunda esposahttp://www.evene.fr/celebre/biographie/jean-christophe-ruffin-926163.php.

Em 1985, Jean-Christophe Rufin tornou-se diretor médico da Ação Contra a Fome (ACF) na Etiópia.

Entre 1991 e 1993, foi vice-presidente de Médicos sem fronteiras, mas o conselho administrativo da associação pediu-lhe para deixá-la em 1993, no momento em que ele entrou no gabinete de François Léotard, então ministro da defesa.

Entre 1994 e 1996 foi administrador da Cruz Vermelha Francesa.

Em 1999, encontra-se no Kosovo como administrador da associação Primeira Urgência, e dirige na Escola de guerra um seminário intitulado «ONU e a manutenção da paz».

Carreira nos ministérios e na diplomacia Diplomado pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris em 1980, foi de 1986 a 1988 conselheiro do Secretário de Estado dos Direitos do Homem, Claude Malhuret.

Em 1989-1990, expatria-se no Brasil como adido cultural e da cooperação na embaixada da França.

Em 1993 entra no gabinete de François Léotard, Ministro da Defesa, como conselheiro especializado nas estratégias das relações Norte-Sul, cargo que ocupará dois anos.

Diretor de pesquisa no Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas entre 1996 e 1999, dirige a missão humanitária francesa na Bósnia e Herzegovina. Conseguiu libertar onze reféns franceses da associação Primeira Urgência detidos pelos sérvios da Bósnia, entrando em contacto com os carcereiros e se prestando até a beber com eles. Esta missão causou-lhe uma inimizade com Dominique de Villepin, então no gabinete de Alain Juppé, ministro das Relações estrangeiras.

Em 1995, após o nascimento de Valentine, deixa o ministério da Defesa e se torna adido cultural no Nordeste do Brasil.

No « relatório Rufin » (Chantier sur la lutte contre le racisme et l'antisémitisme), publicado em 19 de outubro de 2004, chama a atenção para o antissemitismo, que não deve , segundo ele , ser dissolvido no racismo ou na xenofobia em geral.

Outros dados

Carreira literária

Ensaios

Le Piège humanitaire – Quand l'humanitaire remplace la guerre( A Armadilha humanitária- quando o humanitário substitue a guerra’’) éd. Jean-Claude Lattès, 1986. L'Empire et les nouveaux barbares (O Império e os novos bárbaros) , éd.Jean-Claude Lattès, 1991 ; nova edição revista e aumentada,éd. Jean-Claude Lattès, 2001. (Um ensaio sobre política internacional comparando o Ocidente com o Império Romano ameaçado pelos bárbaros : Citação: Hoje, é o Leste que pede ajuda para o seu desenvolvimento. Quanto ao Sul, ele se arma agora contra o Norte). La Dictature libérale (A Ditadura liberal) , éd. Jean-Claude Lattès, 1994, prêmio Jean-Jacques-Rousseau 1994. L'Aventure humanitaire (A Aventura humanitári), col. «Découvertes Gallimard» (nº 226) , éd. Gallimard, 1994. Géopolitique de la faim – Faim et responsabilité (Geopolítica da fome- Fome e responsabilidade), éd. PUF, 2004. Un léopard sur le garrot (Um leopardo no garrote) , éd. Gallimard, 2008 (autobiografia) ; em « Folio » n°4905 ISBN 2-07-035991-3. Immortelle randonnée (Imortal caminhada), éd. Guerin, 2013, ISBN 2-35-221061-5.

Romances

L'Abyssin (A Abissínia), éd. Gallimard, 1997, ISBN 2-07-074652-6, prêmio Goncourt do primeiro romance e prêmio Méditerranée,300 000 exemplares vendidos e 19 traduções. Sauver Ispahan (Salvar Ispahan) , éd.Gallimard, 1998. Les Causes perdues (As causas perdidas), éd. Gallimard 1999, prêmio Interallié 1999, Prêmio literário do exército - Erwan-Bergot 1999; reditado com o título Asmara et les causes perdues (Asmara e as causas perdidas) em « Folio ». Rouge Brésil (Vermelho Brasil), éd. Gallimard, 2001, ISBN 2-07-030167-2 , prêmio Goncourt 2001 ; em « Folio » n° 3906. Globalia, éd. Gallimard, 2004 ; em « Folio » ISBN 2-07-030918-5. La Salamandre’’( A Salamandra) , éd. Gallimard, 2005 ; em «Folio» ISBN 2-07-032876-7. Le Parfum d'Adam’’ (O Perfume de Adão) , éd. Flammarion, 2007. Katiba , éd. Flammarion, 2010 ISBN 2-08-120817-2. Le Grand Cœur (O Grande coração), éd. Gallimard, 2012 ISBN 978-2-07-011942-4.

Novelas

Sept histoires qui reviennent de loin (Sete histórias que voltam de longe), éd. Gallimard, 2011, ISBN|978-2-07-013412-0.

Em colaboração

Économie des guerres civiles ‘Economia das guerras civís), com François Jean, éd. Hachette, 1996. Mondes rebelles" (Mundos rebeldes) , com Arnaud de La Grange e Jean-Marc Balancie, éd. Michalon, 1996.

Prémios literários

Prix Goncourt do primeiro romance , 1997, pelo seu romance L'Abyssin. Prix Méditerranée, 1997, pelo seu romance L'Abyssin. Prix Interallier 1999, pelo seu romance Les Causes perdues. Prix Erwan-Bergot 1999, pelo seu romance Les Causes perdues. Prix Goncourt 2001 e Grand prix de l'Académie de marine, pelo seu romance Rouge Brésil''.

Condecorações e distinções

Cavaleiro da Legião de honra Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Membro do júri do Prêmio Joseph Kessel Doutor honoris causa da Universidade Laval, Quebec, (Canadá) Doutor honoris causa da Universidade Católica de Lovaina, Lovaina, (Bélgica), desde 1968.

Vida privada

Jean-Christophe Rufin é pai de tres filhos , entre os quais Maurice, filho mais velho de uma primeira união.Em seguida, ele encontrou Azeb, nascida em Eritreia, com quem se casou em 25 de agosto de 2007 em Saint-Gervais-les-Bains. Desta união nasceram duas filhas: Gabrielle (em 1992) e Valentine (em 1995) http://www.franceculture.com/emission-katiba-de-jean-christophe-rufin-2010-04-16.html. Até sua nomeação como embaixador da França no Senegal, residia uma grande parte do ano em Saint-Nicolas-de-Véroce, no maciço do Monte Branco.

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