Miguel III de Constantinopla, também chamado de Miguel III de Anquialo (), foi o patriarca grego ortodoxo de Constantinopla entre janeiro de 1170 e março de .
Vida e obras Miguel foi alçado à posição de patriarca pelo imperador bizantino Manuel I Comneno, o ápice de uma brilhante carreira intelectual e administrativa.Magdalino, p. 301. Antes de se tornar patriarca, Miguel passou por diversos cargos importantes da hierarquia eclesiástica, incluindo as posições de referendarios, epi tou sakelliou, protekdikos e, no último, ele era o encarregado do tribunal que julgava os pedidos de asilo em Santa Sofia. A mais importante de todas as funções que exerceu antes do patriarcado foi a de filósofo chefe ( - "filósofo chefe"), um título que era reservado ao reitor da Universidade de Constantinopla entre os séculos XI e XIV.. Nesta função, ele condenou os filósofos neoplatônicos e encorajou o estudo da obra de Aristóteles sobre as ciências naturais como antídoto.Hussey, p. 155.
Como patriarca, Miguel III continuou a lidar com a questão teológica da relação entre o Filho e o Pai na Santíssima Trindade iniciada por causa da interpretação que um tal Demétrio de Lampi (na Frígia) deu para : "...pois o Pai é maior do que eu"''' (). Miguel atuou como o principal porta-voz do imperador durante a controvérsia. Além disso, ele também encomendou uma revisão das leis eclesiásticas ortodoxas e dos decretos e leis a Teodoro Bálsamo, uma obra que ficou conhecida como "Escólio" () por volta de 1170.
O patriarcado de Miguel foi marcado pelas tentativas do imperador Manuel de firmar uma união com a Igreja Católica. Continuando a já antiga política papal, Alexandre III exigiu que sua autoridade religiosa sobre todos os cristãos fosse reconhecida, mesmo sobre o imperador, algo que os bizantinos não estavam preparados para fazer.A.A. Vasiliev, History of the Byzantine Empire (1952) chapter 7 in passim Manuel, por outro lado, queria um reconhecimento oficial de sua autoridade secular tanto sobre o oriente quanto sobre o ocidente,J.W. Birkenmeier, The Development of the Komnenian Army, 114 o que também não era aceito no ocidente.
Algumas das cartas de Miguel III com Manuel I sobreviveram,P. Magdalino, The Empire of Manuel I Komnenos, p. 21. assim como seu discurso inaugural como hípato.R. Browning, "A New Source on Byzantine-Hungarian Relations", Balkan Studies, 2 (1961), pp. 173-214 Outros documentos, incluindo correspondências com o papa Alexandre III, foram atribuídas a ele, embora sejam provavelmente textos apócrifos do século XIII.Hussey, p. 173. Atribui-se também a Miguel III o patrocínio ao jovem Miguel Coniates, que compôs um encômio em sua homenagem e que ainda existe.P. Magdalino, p. 301.
Ver também
Bibliografia
J.M. Hussey. The Orthodoox Church in the Byzantine Empire. Oxford: University Press, 1986.
Paul Magdalino. The Empire of Manuel Komnenos''. Cambridge: University Press, 1993.
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