Júlia Drusa ( (edd.), Prosopographia Imperii Romani saeculi I, II et III (PIR), Berlin, 1933 - I 636; - ), também conhecida como Júlia Lívia e Julila, era filha de Druso, o Jovem, com Lívila e neta do imperador romano Tibério. Era também prima de Calígula e sobrinha de Cláudio.

Cronologia Em 14 d.C., na época da morte do imperador Augusto, Júlia Suetônio não diz o nome de Júlia, apenas a cita como a filha de Druso. estava doente e, antes de morrer, Augusto perguntou à esposa, Lívia, se ela estava bemSuetônio, Vita Augusti, 99 [em linha].

Em 20, Júlia se casou com o primo Nero César (o filho de Germânico com Agripina, a Velha). O casamento parece ter sido infeliz e se desfez frente às maquinações do notório guarda palaciano Sejano, que explorou a sua intimidade com Lívila para armar contra a família de Germânico. Nas palavras de Tácito:

Finalmente, em 29, por conta das intrigas de Sejano e por insistência de Tibério, Nero e Agripina foram acusados de traição. Ele foi declarado inimigo público pelo senado romano, posto a ferros e conduzido numa liteira fechada. Posteriormente, foi enviado para uma prisão na ilha de Pôncia e, no ano seguinte, foi assassinado ou forçado a cometer o suicídio. Dião Cássio relata que Júlia estaria, na época, prometida a Sejano,Dião Cássio, 58.3.9 [em linha] mas esta alegação parece ser contradita por Tácito, cuja autoridade é maior. Sejano foi finalmente condenado e executado por ordens de Tibério em 18 de outubro de 31.

Em 33, Júlia se casou com Caio Rubélio Blando, um homem de família equestre que foi cônsul sufecto em 18 e, posteriormente, procônsul da ÁfricaRaepsaet-Charlier, Prosopographie des femmes de l'ordre sénatorial, p. 89. Eles tiveram dois filhos: Caio Rubélio Plauto (33-62)cf. Raepsaet-Charlier, p. 89 para o prenome; Rubélia Bassa, que se casou com Caio Otávio Laenas (II), o qual era neto pelo lado materno de Júlia Menor e também era um tio pelo lado materno do futuro imperador Nerva.

Juvenal, na Sátira VIII (39), sugere ainda outro filho, que também se chamava Caio Rubélio Blando. De acordo com uma inscrição, Júlia pode ainda ter sido a mãe de um tal Rubélio DrusoProsopographia Imperii Romani R 83.

Por volta de 43, um agente da esposa do imperador imperador romano Cláudio, Valéria Messalina, acusou Júlia de incesto e imoralidade, falsamente. O imperador, seu tio, sem sequer tentar defendê-la, mandou executá-la "pela espada" (Otávia 944-6: "ferro... caesa est"). Ela pode ter se antecipado à execução se suicidandoBarrett, Agrippina, pp. 87; 104. Uma parente distante de Júlia, Pompônia Grecina, permaneceu de luto por quarenta anos, desafiando abertamente o imperador, e não sofreu nenhuma punição por isso. Júlia foi executada mais ou menos na mesma época que sua prima, Júlia Lívila, a filha de Germânico e irmã do antigo imperador Calígula.

Bibliografia

(edd.), Prosopographia Imperii Romani, 3 vol., Berlin, 1897-1898. (PIR1) (edd.), Prosopographia Imperii Romani saeculi I, II et III, Berlin, 1933 - . (PIR2) Raepsaet-Charlier M.-Th., Prosopographie des femmes de l'ordre sénatorial (Ier-IIe siècles), 2 vol., Louvain, 1987, 360 ff; 633 ff. Lightman, Marjorie & Lightman, Benjamin. Biographical Dictionary of Greek and Roman Women. New York: Facts On File, Inc., 2000. Levick, Barbara, Claudius. Yale University Press, New Haven, 1990. Barrett, Anthony A., Agrippina: Sex, Power and Politics in the Early Roman Empire. Yale University Press, New Haven, 1996. Jucker, Hans & Willers, Dietrich (Hrsg.), Gesichter. Griechische und römische Bildnisse aus Schweizer Besitz, Bern 1982, 92-93.

Categoria:Mulheres do Império Romano Categoria:Dinastia júlio-claudiana Categoria:Iulii Categoria:Romanos antigos do século I Categoria:Romanos antigos executados Categoria:Pessoas executadas pelo Império Romano Categoria:Mulheres do século I