Pedro Alexandre Cavroé (Lisboa, — Portugal, 1844) foi um escritor e arquiteto português.

Era filho do francês Agostinho Alexandre Cavroé, dono de uma oficina de marcenaria em Lisboa.Nota: a data de nascimento é indicada como "c. 1800" pela referência "Apostila do Guia Turístico". Muitas datas diferem entre as duas referênciasCavroé, Pedro Alexandre no Dicionário Histórico de Portugal Teve uma educação voltada tanto para a marcenaria como para a literatura. Foi redator de dois jornais em Lisboa, o Jornal de Belas Artes, ou Mnemósine Lusitana, relação patriótica, editado em 1816 e 1817 e dedicado a temas artísticos, e o Mnemósine Constitucional, periódico político editado entre 1820 e 1821.. Também é autor de poemas e peças teatrais. Também se encontra colaboração da sua autoria na Revista universal lisbonenseRevista universal lisbonense : jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios por uma sociedade estudiosa (1841-1859) [cópia digital, Hemeroteca Digital] (1841-1859).

De tendências políticas liberais, em 1824 emigrou para o Brasil, onde foi nomeado arquiteto da Câmara Municipal e arquiteto da Casa Imperial.Milton Teixeira. Pedro Alexandre Cavroé - Dados biográficos na Apostila do Guia Turístico do Rio de Janeiro Não teve boa relação com os membros da chamada Missão Artística Francesa, e foi exonerado do cargo de arquiteto da Casa Imperial em 1830, acusado de furto de obras da Academia Imperial de Belas Artes.

miniaturadaimagem|300px|Palácio da Marquesa de Santos, em que trabalhou Cavroé. Entre 1825 e 1826, completou a fachada da Capela Imperial com um frontão de pedra (demolido em 1922). Também foi o responsável pela construção da casa da Marquesa de Santos (atual sede do Museu do Primeiro Reinado) entre 1826 e 1829, segundo projeto do francês Pedro José Pézerat.Verbete 72 no Guia da Arquitetura Colonial, Neoclássica e Romântica no Rio de Janeiro. Org. Jorge Czajkowski. Editora Casa da Palavra. 2000. ISBN 85-87220-25-X

Cavroé reformulou o plano de numeração das ruas do Rio de Janeiro, aprovado a 21 de maio de 1824. As ruas passaram então a ter um lado par e outro ímpar.

Ver também Arquitetura do Brasil Neoclassicismo no Brasil Anexo:Lista de arquitetos de Portugal

Bibliografia Guia da Arquitetura Colonial, Neoclássica e Romântica no Rio de Janeiro. Org. Jorge Czajkowski. Editora Casa da Palavra. 2000. ISBN 85-87220-25-X

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