Darren Aronofsky (Nova Iorque, 12 de fevereiro de 1969) é um cineasta, roteirista, produtor cinematográfico e ambientalista americano. Aronofsky tem recebido aclamação da crítica e gerado controvérsia por seus filmes surrealistas e perturbadores, apresentados frequentemente na forma de realismo psicológico. Seus prêmios incluem um Leão de Ouro e um Primetime Emmy, bem como indicações ao Oscar, Globo de Ouro e ao BAFTA.

Frequentou a Universidade Harvard, onde estudou cinema e antropologia social, e o American Film Institute, onde estudou direção. Ele ganhou vários prêmios cinematográficos depois de completar seu filme de tese sênior, Supermarket Sweep, que passou a se tornar finalista dos Prêmios da Academia de Estudantes. Sua estreia como diretor aconteceu no suspense psicológico surrealista Pi (1997). O filme de baixo orçamento, cerca de sessenta mil dólares, estrelado por Sean Gullette, foi vendido para a Artisan Entertainment por um milhão e arrecadou mais de três milhões de dólares; Aronofsky ganhou o Prêmio de Direção no Festival de Cinema de Sundance de 1998 e um Independent Spirit Awards para o Melhor Primeiro Roteiro.

Seu próximo trabalho foi o drama psicológico Requiem for a Dream, baseado no romance de mesmo nome, de Hubert Selby, Jr. O filme obteve críticas positivas e recebeu uma indicação ao Oscar para o desempenho de Ellen Burstyn. A obra também gerou controvérsia devido a uma cena de sexo explicito, e acabou sendo lançada sem classificação. Depois de escrever o filme de terror Below, Aronofsky começou a produção de seu terceiro filme, o drama de fantasia e ficção científica The Fountain. O filme recebeu críticas mistas e teve um desempenho fraco na bilheteria, mas desde então obteve um culto de seguidores. Seu próximo filme, o drama The Wrestler, recebeu aclamação da crítica e as duas estrelas principais, Mickey Rourke e Marisa Tomei, receberam indicações ao Oscar. Em 2010, Aronofsky foi produtor executivo do The Fighter.

Em 2011, lançou Black Swan, que recebeu mais aclamação da crítica e muitos prêmios, sendo nomeado a cinco Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor (Aronofsky), Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Atriz (Natalie Portman), vencendo esta última. O diretor recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao Prêmio do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos para Melhor Diretor. O sexto filme de Aronofsky, Noah, foi lançado nos cinemas norte-americanos em 28 de março de 2014 e arrecadou mais de 43,7 milhões de dólares durante seu fim de semana da bilheteria, tornando-se o fim de semana mais rentável ao diretor e seu primeiro filme a estrear no n.º 1. Posteriormente, lançou Mother! (2017) e The Whale (2022), os quais geraram controvérsias e receberam avaliações positivas; o último garantiu o Oscar de Melhor Ator para Brendan Fraser. Dirigiu Postcard from Earth (2023), que foi filmado especificamente para exibição na arena Sphere, no Vale de Las Vegas, em uma tela de resolução 16K, e Caught Stealing (2025).

Início de vida, família e educação Aronofsky nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, em 12 de fevereiro de 1969. É filho de Charlotte e Abraham Aronofsky, ambos professores de escola pública. Ele cresceu no bairro de Manhattan Beach, onde foi "criado culturalmente como judeu, mas frequentava pouco os templos espirituais. Era algo cultural: comemorando as férias, sabendo de onde você veio, conhecendo sua história, tendo respeito para com o que seu povo já passou". Formou-se na Escola Secundária Edward R. Murrow, e Patti, sua irmã, frequentou uma escola de balé profissional no ensino médio. Seus pais costumavam levá-lo às apresentações de teatro da Broadway, o que despertou seu grande interesse pela indústria do entretenimento.

Na adolescência, atuou como biólogo de campo pela The School for Field Studies no Quênia em 1985 e na Alasca em 1986; e frequentou uma escola no Quênia para aprender sobre os ungulados, afirmando: "A escola de campo mudou a minha maneira de ver o mundo". O interesse de Aronofsky em viajar para o exterior levou-o a atravessar a Europa e o Oriente Médio. Em 1987, entrou na Universidade Harvard, onde especializou-se em antropologia social e estudou cinematografia; formando-se em 1991.

Aronofsky interessou-se grandemente por cinema enquanto ainda frequentava Harvard, e tornou-se amigo de Dan Schrecker, um aspirante supervisor de efeitos visuais, e Sean Gullette, que protagonizaria seu primeiro filme, Pi (1997). Suas influências cinematográficas incluem Akira Kurosawa, Roman Polanski, Terry Gilliam, Shinya Tsukamoto, Hubert Selby, Jr., Spike Lee e Jim Jarmusch. Seu filme tese sênior, Supermarket Sweep, foi finalista nos Prêmios da Academia de Estudantes de 1991. No ano seguinte, Aronofsky recebeu seu diploma de Mestre em Belas Artes na direção do Conservatório do AFI, no qual foi colega de classe de Todd Field, Doug Ellin, Scott Silver e Mark Waters."Darren Aronofsky: 10 things you need to know about the Oscar-nominated director", Mirror.co.uk. 17 de agosto de 2017 Ele ganhou a Medalha de Melhor Ex-Aluno do instituto Franklin J. Schaffner.

Carreira Primeiros trabalhos Pi (também conhecido como π), seu filme de estreia, foi filmado em novembro de 1997 e financiado, em parte, por doações de cem dólares de amigos e familiares. Em troca, Aronofsky prometeu pagar para cada um deles 150 dólares se o filme fosse bem na bilheteria; e se não fosse, pelo menos teriam seus nomes nos créditos. Produzindo com um orçamento de 60 mil dólares, Aronofsky estreou-o no Festival Sundance de Cinema de 1998, no qual ganhou o prêmio de Melhor Diretor. O filme foi nomeado ao Prêmio Especial do Júri. A Artisan Entertainment comprou direitos de distribuição por 1 milhão. A obra foi divulgada ao público no final do mesmo ano, recebendo aclamação da crítica e arrecadou um total de 3.221.152 de dólares na bilheteria. Pi foi o primeiro filme a ser disponibilizado para download na Internet.

Seu próximo filme foi Requiem for a Dream, baseado no romance de mesmo nome, de Hubert Selby Jr.. Aronofsky recebeu 50 mil dólares e trabalhou por três anos com quase a mesma equipe de produção de seu filme anterior. Após o sucesso de Pi, o diretor conseguiu contratar estrelas reconhecidas, como Ellen Burstyn e Jared Leto, e o filme recebeu um orçamento de 3.500.000 de dólares. A produção ocorreu no período de um ano, com o lançamento em outubro de 2000 e arrecadação de 7.390.108 no mundo todo. Aronofsky recebeu aclamação por sua elegante direção e recebeu sua segunda nomeação ao Independent Spirit Awards, desta vez para Melhor Diretor, e o filme em si foi nomeado a cinco categorias, ganhando dois, para Melhor Atriz e Melhor Fotografia. A trilha sonora de Clint Mansell também foi bem elogiada e, desde sua primeira colaboração com Aronofsy em Pi, Mansell compôs a música de seus filmes posteriores. Burstyn foi nomeada a inúmeros prêmios importantes, incluindo ao Oscar, Globo de Ouro, Screen Actors Guild e Satellite Awards na categoria de "Melhor Atriz". Aronofsky recebeu o prêmio PRISM da Fundação Robert Wood Johnson com o Instituto Nacional de Abuso de Drogas pela representação do abuso de drogas.

Em maio de 2000, Aronofsky foi brevemente chamado para fazer uma adaptação do livro infantil Sector 7 (1999), de David Wiesner, para a Nickelodeon Movies, mas o projeto não vingou. Em meados de 2000, a Warner Bros. contratou-o para escrever e dirigir Batman: Year One, que seria o quinto filme da franquia Batman. O diretor, que colaborara com Frank Miller em um roteiro para Ronin, trouxe-lhe para co-escrever Year One, com a intenção de reiniciar a franquia. "É um pouco baseado na história em quadrinhos", disse Aronofsky. "Esqueça tudo o que tu podes imaginar sobre Batman! Tudo! Estamos começando completamente de novo". Matthew Libatique, o colaborador frequente de Aronofsky, foi definido como o diretor de fotografia e o diretor aproximou-se de Christian Bale para ficar com o papel principal. Bale foi posteriormente contratado para o papel em Batman Begins.Adam Smith (Julho de 2005). "The Original American Psycho". Empire. pp. 74–80, 82, 84, 87. Depois que esse projeto não se desenvolveu, Aronofsky recusou a oportunidade de dirigir outro filme da franquia Batman.

Em março de 2001, ele ajudou a escrever o roteiro e a produzir o filme de terror Below. Em abril do mesmo ano, Aronofsky entrou em negociações com a Warner Bros. e Village Roadshow para dirigir um filme de ficção científica de título desconhecido, com Brad Pitt no papel principal. Em junho, a atriz Cate Blanchett entrou em negociações para se juntar ao filme, para o qual Aronofsky, querendo que o título permanecesse em segredo, deu o título de produção The Last Man. A produção foi adiada por causa da gravidez de Blanchett, que deu à luz em dezembro de 2001. A produção foi definida para o final de outubro de 2002, em Queensland e Sydney, e com o título The Fountain. O filme tinha um orçamento de 70 milhões de dólares, sendo co-financiado pela Warner Bros. e New Regency, que havia substituído Village Roadshow após sua desistência. Pitt deixou o projeto sete semanas antes do primeiro dia de filmagem, interrompendo a produção. Em fevereiro de 2004, a Warner Bros. ressuscitou o projeto com um orçamento de 35 milhões, e Hugh Jackman ficou com o papel principal. Em agosto do mesmo ano, a atriz Rachel Weisz preencheu a vaga deixada por Blanchett. The Fountain foi lançado em 22 de novembro de 2006, um dia antes do feriado americano de Ação de Graças; em última instância, arrecadou 15.978.422 de dólares em cinemas em todo o mundo, com avaliações críticas mistas.

Avanço Em 2007, Aronofsky contratou o escritor Scott Silver para ajudá-lo a desenvolver The Fighter e procurou Christian Bale para o papel principal; mas o diretor abandou o filme por causa de suas semelhanças com seu filme The Wrestler e trabalhou na refilmagem de RoboCop, do MGM; deixando o projeto posteriormente devido à incerteza sobre o futuro do estúdio por estar passando dificuldades financeiras. Quando perguntado sobre o filme, disse: "Eu acho que ainda estou preso. Não sei. Não ouvi falar de ninguém há um tempo". No meio de 2007, Aronofsky disse que tinha em mente um filme sobre a Arca de Noé. esquerda|miniaturadaimagem|Aronofsky e Marisa Tomei na estreia de The Wrestler, em 7 de setembro de 2008. O diretor teve a ideia de The Wrestler há mais de uma década, então contratou Robert D. Siegal para transformá-la num roteiro. Nicolas Cage entrou em negociações em outubro de 2007 para estrelar como Randy, o protagonista do filme, mas no mês seguinte deixou o projeto, então Mickey Rourke o substituiu. De acordo com Aronofsky, Cage foi excluído do filme porque Aronofsky queria Rourke como protagonista. O diretor declarou que Cage foi "um completo cavalheiro, e que ele entendeu que meu coração estava com Mickey e se afastou. Eu tenho muito respeito por Nic Cage como ator e acho que poderia realmente ter funcionado com ele, mas, você sabe, Nic deu muito apoio a Mickey e eles são velhos amigos e quis ajudá-lo com essa oportunidade, então ele se retirou da disputa." Cage respondeu: "Eu não fui citado 'excluído' do filme. Eu renunciei porque não pensei ter tempo suficiente para conseguir o olhar de um lutador que estava com esteroides, o que eu nunca faria". As filmagens começaram em janeiro de 2008 e duraram aproximadamente 40 dias.

The Wrestler estreou no 65º Festival Internacional de Cinema de Veneza, no qual ganhou o Leão de Ouro, o galardão máximo concedido pelo júri do festival de cinema mais antigo do mundo. O filme recebeu grandes elogios da crítica, e ambos, Rourke e sua co-estrela, Marisa Tomei, receberam indicações ao Oscar, Globo de Ouro, Screen Actors Guild e BAFTA por suas performances. Rourke ganhou um Globo de Ouro, assim como Bruce Springsteen ganhou na categoria melhor canção original. The Wrestler arrecadou 44.674.354 de dólares em todo o mundo com um orçamento apenas de 6 milhões, tornando-se o filme mais lucrativo de Aronofsky até então.