Ricardo Fitzalan, 4.º Conde de Arundel e 9.º Conde de Surrey KG (1346 – Londres, 21 de setembro de 1397) foi um nobre inglês e líder militar medieval.

Linhagem Nascido em 1346, era filho de Ricardo Fitzalan, 3.º Conde de Arundel e de Eleanor de Lancaster.G. E. C. The Complete Peerage p. 244-245 Recebeu o título de Conde de Arundel em 24 de janeiro de 1376, por ocasião da morte de seu pai.

Seu irmão foi Thomas Arundel, Bispo de Ely de 1374 a 1388, Arcebispo de Iorque de 1388 a 1397, e Arcebispo da Cantuária em 1397 e de 1399 até sua morte em 1414.Powell, et al. The House of Lords p. 398

Na coroação de Ricardo II, Ricardo Fitzalan levou a coroa.

Almirantado Em 1377, Ricardo Fitzalan detinha o título de Almirante do Oeste e Sul. Neste posto, atacou Harfleur no Pentecostes de 1378, mas foi forçado a retornar a seus navios pelos defensores. Mais tarde, ele e John de Gaunt tentaram conquistar Saint-Malo, mas não tiveram sucesso.Seward The Hundred Years War p. 124-125

A luta pelo poder Fitzalan era muito amigo de Thomas, Duque de Gloucester, que era tio do rei Ricardo II. Thomas se opôs ao desejo de Ricardo II de celebrar a paz com a França na Guerra dos Cem Anos e uma luta pelo poder se seguiu entre ele e Gloucester. No final de 1386, Gloucester forçou o rei Ricardo II a nomeá-lo, bem como a Ricardo Fitzalan para membros do Conselho do Rei.Seward The Hundred Years War p. 136-139 Este Conselho foi para todos os efeitos, um conselho de regência para Ricardo II. Porém, Ricardo limitou a duração dos poderes do Conselho para um ano.Powell et al. The House of Lords p. 400-401

Cavaleiro da Ordem da Jarreteira Em 1386, Richard II nomeou Ricardo Fitzalan Almirante da Inglaterra, além de ser feito um Cavaleiro da Ordem da Jarreteira. Como Almirante da Inglaterra, derrotou uma frota franco-hispano-flamenga no litoral de Margate, Kent, em março de 1387, junto com Thomas de Mowbray, Conde de Nottingham.

Os novos favoritos Em agosto de 1387, o rei exonerou Gloucester e Fitzalan do Conselho e substituiu-os por seus favoritos: o Arcebispo de Iorque, Alexander Neville; o Duque da Irlanda, Robert de Vere; Michael de la Pole, o Conde de Suffolk; Sir Robert Tresilian, que era o Chefe de Justiça, e o ex-prefeito de Londres, Nicholas Brembre.Powell et al. The House of Lords p. 404

Radcot Bridge O rei convocou Gloucester e Fitzalan para uma reunião. Porém, em vez de virem, levantaram tropas e derrotaram o novo Conselho em Radcot Bridge em 22 de dezembro de 1387. Durante a batalha, eles fizeram prisioneiros os favoritos do rei. No ano seguinte, o Parlamento Impiedoso condenou os favoritos.

Fitzalan foi um dos Lords Appellant que acusou e condenou os favoritos de Ricardo II. Tornou-se particularmente odiado pelo rei, ao recusar-se, juntamente com Gloucester, em poupar a vida de Sir Simon Burley que havia sido condenado pelo Parlamento Impiedoso. Mesmo depois da rainha, Ana da Boêmia, cair de joelhos diante deles para implorar por misericórdia. O rei Ricardo nunca perdoou esta humilhação e planejou e esperou por seu momento de vingança.

Em 1394, Fitzalan antagonizou ainda mais com o rei ao chegar atrasado para o funeral da rainha. Ricardo II, em um acesso de raiva, pegou uma varinha e atingiu Fitzalan no rosto, ferindo-o. Pouco tempo depois, o rei fingiu uma reconciliação, mas só estava esperando o momento propício para atacar. Arundel foi nomeado governador de Brest em 1388.

Contrapondo-se à paz O tratado de paz foi celebrado com a França em 1389. Porém, Ricardo Fitzalan seguiu a liderança de Gloucester e afirmou que nunca concordaria com essa decisão.

Morte e sucessão Em 12 de julho de 1397, Ricardo Fitzalan foi preso por sua oposição a Ricardo II, bem como por conspirar juntamente com Gloucester para aprisionar o rei.Seward The Hundred Years War p. 142 Ele foi julgado e condenado a morte em Westminster.Powell et al. The House of Lords p. 417 Foi decapitado em 21 de setembro de 1397 e sepultado na igreja dos frades agostinianos, na Bread Street, Londres. A tradição diz que suas últimas palavras foram ditas para o carrasco , "não me atormentes, corte a minha cabeça em um só golpe".Thomas B. Costain The Last Plantagenets, page 200

Em outubro de 1400, a sentença de confisco de seus bens e títulos de nobreza foi revogada, e seu filho Thomas, pode então herdar as propriedades e honras de seu pai.

Casamentos e filhos Arundel casou duas vezes.

Sua primeira esposa foi Elizabeth de Bohun, filha de William de Bohun, Grão Lorde Condestável da Inglaterra, 8.º Conde de Hereford, 6.º Conde de Essex, 1.º Conde de Northampton e de Elizabeth de Badlesmere. Casaram-se aproximadamente em 28 de setembro de 1359 e tiveram sete filhos:Charles Cawley, Medieval Lands, Earls of Arundel (Fitzalan) NomeData de nascimentoData de morte NotasThomas Fitzalan, 12.º Conde de Arundel 13 de outubro de 1381 13 de outubro de 1415 Casou com BeatrizEleanor Fitzalan 1365 1375Elizabeth Fitzalan 1366 8 de julho de 1425 Casou com (1) William Montacute; (2) Thomas Mowbray, 1.º Duque de Norfolk; (3) Robert Goushill de Hoveringham; (4) Gerard AffleteMemorials of the Order of the Garter, from Its Foundation to the Present ... por George Frederick p. 298Joan Fitzalan1375 14 de novembro de 1435Casou com William de Beauchamp, 1.º Barão de BergavennyAlice Fitzalan 1378 outubro de 1415Casou com John Charleton, 4.º Barão de CherletonMargaret Fitzalan — 29 de agosto de 1396Casou com Rowland LenthallWilliam (ou Richard) Fitzalan —  —

Após a morte de sua primeira esposa em 1385, Arundel casou com Philippa Mortimer, filha de Edmund Mortimer, 3.º Conde de March. Sua mãe era Philippa Plantagenet, a única filha de Leonel de Antuérpia e, portanto, neta de Eduardo III. Eles não tiveram filhos.

Ancestrais

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Notas <div class="references-small">a. Os Condes de Arundel foram numerados de forma diferente, dependendo se é aceito que os sete primeiros condes possuíam arrendamento enfitêutico sobre as terras de Arundel. Ricardo Fitzalan foi o quarto membro da família Fitzalan a ser definitivamente denominado de Conde de Arundel. É portanto, considerado às vezes como o 4.º, 9.º ou 11.º Conde.Cokayne (1910–1959), pp. 241–242.Fryde (1961), p. 415.

Fontes

Cokayne, G. E. The Complete Peerage Microprint Edition Gloucester: Sutton Publishing 2000 ISBN 0-904387-82-8

Powell, J. Enoch and Wallis, Keith The House of Lords in the Middle Ages: A History of the English House of Lords to 1540 Londres: Weidenfeld and Nicolson 1968 ISBN 0-297-76105-6 Seward, Desmond The Hundred Years War: The English in France, 1337-1453 Nova Iorque: Atheneum ISBN 0-689-70628-6

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