Esta página descreve personagens, fatos e feitos da torcida do Fluminense.
A Torcida Tricolor
Torcedores folclóricos e apelidos O Fluminense Football Club é conhecido por possuir torcedores ilustres e famosos, entre eles presidentes, artistas, atletas e outras grandes personalidades, mas possui também, torcedores em todas as raças e camadas sociais, dada a popularidade conquistada nos campos de futebol.Indio Osmar Tserewaihi Tsiróbó, comenta sobre amor de Xavantes ao FluminenseVídeo da Petrobrás sobre a Torcida Tricolor A Torcida Tricolor sempre foi conhecida por protagonizar grandes espetáculos, tanto que na ainda década de 1950 foi premiada em 1950, 1951 e 1952, ao vencer as então famosas Competições de Torcidas, organizadas pelo Jornal dos Sports. Ao longo dos anos a tradição foi mantida e em 2008, na final da Copa Libertadores da América, no Maracanã lotado por cerca de 90.000 pessoas, a torcida do Fluminense promoveu um espetáculo jamais visto em um estádio de futebol, emocionando até mesmo, torcedores de outros clubes.
thumb|left|260x260px|Mosaico com sinalizadores no Maracanã na final da Copa Libertadores de 2008
Os torcedores do Fluminense têm como costume apontar o clube como “destruidor de centenários”. Foi assim com o Flamengo, em 1995, quando conquistou o estadual; com o Coritiba, em 2009, quando decretou o rebaixamento do adversário; e, por fim em 2010, levando a melhor na disputa contra o Corinthians pelo título do Brasileirão.
Encarnando um espírito empreendedor e inovador a Torcida Tricolor vem dando provas de amor incondicional e assinando verdadeiros shows, através de seus mosaicos, que cobrem as arquibancadas do Maracanã e contam com a participação de todos os torcedores, sem distinção, unidos pelo objetivo de incentivar o time e expor seu amor pelo Flu.
A torcida do Flu tem dois apelidos marcantes, sendo "Torcida Tricolor", a forma mais conhecida, por retratar o verde, grená e branco de sua bandeira e uniforme. O jargão "pó de arroz", durante anos representado pela torcida na entrada da equipe em campo com a explosão de milhares de pacotes de talco, popularizou-se por conta da incorporação do jogador Carlos Alberto, no início do século XX.
Segundo a versão popular de detratores, em 1914, vindo do America para o Fluminense, o atleta Carlos Alberto teria tido receio de enfrentar algum preconceito dos aristocráticos tricolores por ser mestiço. Por isso, no jogo realizado em 13 de maio de 1914, ele teria tentado disfarçar a sua cor, pulverizando pó de arroz no corpo. Durante o jogo, porém, o suor que lhe escorria pelo rosto o deixou com um aspecto malhado e, ao perceber o que acontecia, a torcida do America, que já o conhecia, por ter sido jogador do clube rubro, e do qual deveria guardar algum rancor,Livro O America na história da cidade, página 26, por Orlando Cunha e Terezinha de Castro (1990) o saudou aos gritos de "pó de arroz", apelido absorvido pela torcida do Flu, que passou a saudar o time jogando este pó e talco na entrada do time, proporcionando uma das festas mais bonitas para saudar a entrada em campo de seu time. Estava decretado mais um apelido do clube, até hoje carinhosamente assim chamado.
thumb|260x260px|Torcida Tricolor saindo do Maracanã após jogo contra o Liverpool (Uruguai) em 2017.
thumb|260x260px|Torcida Tricolor contra o Corinthians em 2019. thumb|260x260px|Torcida Tricolor contra o Fortaleza em 2019.
O dia da partida, 13 de maio, dia comemorativo pela libertação dos escravos, deve ter contribuído para criar esta lenda.
Segundo depoimento testemunhal do também ex-jogador dos dois clubes, Marcos Carneiro de Mendonça, o tal produto teria sido algo para combater irritação da pele, talvez um produto pós barbear, o que derruba a versão popular.Vídeo com entrevista de Marcos Carneiro de Mendonça
Alguns torcedores tornaram-se personalidades folclóricas e inesquecíveis da Torcida Tricolor, devido ao amor, paixão e fidelidade ao time, ainda nas primeiras décadas do futebol carioca. Chico Guanabara, capoeirista, foi um desses inigualáveis tricolores, que não perdia um só jogo e estimulava o time berrando e reclamando com o juiz.
O famoso Barriga, também faz parte dessa galeria. Na vitória ou na derrota bebia: para comemorar ou chorar as mágoas. Mas sóbrio ou não, era um perfeito cavalheiro, respeitador, incapaz de falar palavras obscenas e não escondia que seu ídolo maior era o goleador inglês do Flu, Henry "Harry" Welfare.
Um terceiro personagem não pode ser esquecido: Batista, sargento da Marinha, negro de quase dois metros de altura e cerca de 100 kg, que tinha passe livre dentro do clube e intermediava os jogos do Fluminense com o Riachuelo.
Já os torcedores mais jovens se acostumaram a ver nas arquibancadas no Maracanã, Guilhermino dos Santos, o “Careca”, que seguia para o estádio com o corpo coberto por pó de arroz, bandeira tricolor amarrada às costas, como uma capa, e assistia aos jogos de pé, entre o primeiro degrau da arquibancada e o parapeito. Careca animava a torcida com seus cantos e "batismos" com pó de arroz, mas a cada ataque adversário que representasse perigo real, ele se abaixava atrás do guarda corpo para não ser testemunha de um gol contra o seu tricolor.
Pasquale Amato, italiano que mantinha sua banca de jornais em frente ao prédio do Edifício Avenida Central, no Centro do Rio, de onde saíam as caravanas de torcedores do Fluminense para outros estados, era um digno representante da maioria da colônia italiana da cidade do Rio de Janeiro, assim como o oriundi Armando Giesta, fundador, antigo presidente e presidente de honra da Torcida Young Flu, até o seu falecimento em 2011, sendo esta a maior torcida organizada do Fluminense desde a década de 1980.
Cada tricolor deve lembrar de um torcedor como esses que não chegou a um ícone, mas nem por isso foi menos tricolor. Bom exemplo era o "Professor". O apelido foi dado pelos vizinhos que, como ele, sempre assistiam aos jogos no mesmo lugar, atrás do gol, no Estádio das Laranjeiras. Além de torcer para o time, o Professor era notório por corrigir os erros de português dos profissionais da imprensa, durante a transmissão das partidas, arrancando aplausos e gargalhadas dos tricolores entre um ataque e outro do Flu. Outros tantos se tornaram conhecidos por formar um grupo, como a Legião Tricolor, uma torcida que se prepõe a cantar os 90 minutos, incentivar sempre o time, criar novas músicas e resgatar a prática antiga de colorir as arquibancadas, agitando bandeiras tricolores durante todo o jogo.
Dentre artistas consagrados, chefes de estado, intelectuais e personalidades, não são poucos os que torcem pelo Flu, mas a Torcida Tricolor é composta em sua maioria por uma multidão anônima, que põe a paixão pelas três cores acima de tudo, que acredita sempre, que canta o hino não só com a voz, mas com a alma, que reverencia seus ídolos do presente e do passado, que "não abandona o barco" jamais, que sente o coração bater descompassado ao ver o time entrar em campo, que eterniza esse amor desmedido através das novas gerações e que entoa nos estádios os versos que sintetizam o que é torcer pelo Tricolor:
Torcedores famosos e ilustres thumb|direita|150px|Nelson Rodrigues, o "Shakeaspeare Brasileiro". O Fluminense sempre teve um grande número de torcedores importantes devido sua origem na elite carioca, já que o clube se localiza em Laranjeiras, um dos bairros nobres da cidade até hoje, além de ser o primeiro clube de futebol do Rio de Janeiro.
Políticos, músicos, atores e empresários sempre fizeram parte da torcida. Em 2007 o Fluminense era o segundo time com o maior número de torcedores entre os parlamentares em Brasília, ao todo 44 parlamentares disseram a Rede Globo torcer pelo clube, sendo 33 deputados federais e 11 senadores, superando Corinthians com 37, Botafogo com 37, Vasco com 36 e Palmeiras com 27, além disso a torcida Fluminense é a mais escolarizada entre os 18 clubes com maior torcida do país segundo o IBOPE, tendo 22,3% de seus torcedores ensino superior, sendo seguido pelo Palmeiras com 17,9%.
Torcidas organizadas
thumb|260x260px|Torcida Tricolor incentivando o time durante o jogo contra o em 2019. thumb|260x260px|Torcida Tricolor incentivando o time durante o jogo contra o em 2019. Segundo o livro O clube como vontade e representação, de Bernardo Buarque de Hollanda, Carlos Guilherme Krüger, o Paulista, funda a TOF - Torcida Organizada do Fluminense, em 1946, a primeira torcida organizada tricolor, embora desde os primórdios do futebol carioca houvesse manifestações e mobilizações de torcedores, como a Turma do Placar em 1940, grupo organizado que se reunia embaixo do placar do Estádio de Laranjeiras, para torcer pelo Fluminense, mas nada que pudesse ser enquadrado nas definições de torcida organizada que surgiriam durante a década de 1940. No final da década de 1960, a Torcida Organizada do Fluminense se uniria ao Movimento Jovem Flu, integrado por personalidades de destaque na vida cultural carioca, criando a Torcida Organizada Jovem Flu, dirigida por Sérgio Aiub, que durante a década de 1970 seria a maior torcida do Fluminense.
O Fluminense possui entre seus adeptos um grande número de torcidas organizadas. As mais representativas desde a década de 1980 são a Young Flu, e a Força Flu, do grupo de torcidas jovens de vários clubes que nasceriam com ideologias diferentes das torcidas organizadas anteriores,História de algumas Torcidas Organizadas ambas criadas em 1970. Além destas, marcam presença constantemente nas arquibancadas a Flunitor, Fiel Tricolor, Flubeer, Império Tricolor, Torcida Organizada Jovem Flu, Garra Tricolor, Flu Bar, Flu Mulher, Fluburgo, Macaé-Flu, Sampaflu, Axé- Flu, Fluruguay, Fluchile, NY Flu (EUA), Flu Tchê, Fluritiba, Flumenau, Flu Acre, Flu Pará e Flu Metal, entre as de maior expressão, visto existirem outros grupos menores. A Torcida Tricolor é o maior patrimônio do Fluminense, na vitória ou na derrota nunca deixa de acompanhar o time, com seu apoio e dedicação. Isto inspirou a criação de várias torcidas organizadas. A Força Flu, por exemplo, foi fundada em 25 de novembro de 1970, inspirando-se na "Forza Italia", torcida que acompanhava a seleção italiana na Copa do Mundo de 1970, no México. Seu lema é "Conosco quem quiser, contra nós quem puder". Já em dezembro deste mesmo ano surgia a Young Flu, a maior torcida organizada do Fluminense, cujo lema é "Poucos a viram nascer, muitos a viram crescer, ninguém há de vê-la morrer". A Flunitor ("O terremoto grená") foi fundada em 1973 por tricolores de Niterói. A Fiel Tricolor fundada em 1976 tem como lema a frase "A torcida que mais cresce". Alunos do Colégio São Vicente de Paula, em Laranjeiras, iniciaram a Garra Tricolor em 1995 com o lema "Verás que um filho teu não foge à luta".
Recentemente, assistiu-se ao nascimento de duas barras-bravas, coletivos que não são considerados torcidas organizadas, e que são notáveis por cantar o tempo inteiro: o Movimento Popular Legião Tricolor, que tem presença efetiva em todos os jogos do Fluminense desde sua criação em 2006,Histórico da Legião Tricolor e O Bravo Ano de 1952, cujo nome é uma alusão ao título mais importante da história do clube a Copa Rio de 1952, uma espécie de torneio mundial de clubes da época. A tecnologia da comunicação integrou tricolores de vários estados e nações. Na internet surgiram sites e listas de discussão, pontos de encontro de inúmeros tricolores. Assim nasceram páginas (sítios) como a de Luís Nova, as "Opiniões Tricolores", Sempreflu, FluNews, Observatório do Fluminense, Torcida Tricolor, AxéFlu, Canal Fluminense, Jornalheiros, Panorama Tricolor, Fluminense & etc, Pó-de-Arroz, o Site Oficial do FFC e tantos outros.
Pesquisas sobre torcedores
thumb|260x260px|Torcida do Fluminense no Setor Sul contra o Liverpool do Uruguai em 2017.