Vasaces I Mamicônio (; ; ; m. ) foi um nobre armênio (nacarar) do , membro da família Mamicônio, que serviu como asparapetes do Reino da Armênia sob os reis e . No decorrer de sua carreira, manteve uma postura pró-romana na corte, que lhe custou sua vida quando visitou Ctesifonte.
Nome
Vasaces é a forma latina do armênio Vasaque (, Vasak), que derivou do iraniano médio Vasaque (*Vasak) e, por conseguinte, do iraniano antigo Vasaca (*Vasa-ka-; de *vas-, "desejar, desejo"). Foi registrado em aramaico do Egito como Vasaque (Wsk̊), em sodiano maniqueísta como Vasaque (Ws’k), em siríaco como Basague (Basag) e em grego como Uasaces (, Ouasákēs), Bataces (, Battákēs) e Bas[s]aces (, Bas[s]ákēs). Ferdinand Justi propôs que estivesse ligado a Bagasaces (; , Bagasákēs), que derivou do persa antigo Bagasaca (*Bagasaka).
Vida
thumb|esquerda|upright=1.05|Soldo de thumb|upright=1.05|esquerda|Dinar de ouro de
Segundo Settipani era filho de Amazaspes, filho de ; para Toumanoff era filho de ; em ambos os casos, era irmão de e . Vasaces aparece pela primeira vez no reinado do rei da Armênia . Em 348, foi um dos nobres convocados pelo rei para levar o recém-nomeado católico Farnarses a Cesareia Mázaca com presentes para que fosse ordenado e então retornaram à Armênia. Tigranes, tido como tirano, tratava mal a Igreja e a nobreza e pretendia destruir as famílias Restúnio e Arzerúnio, mas Vasaces e seu pai salvaram os varões Tazates e Savaspes. Fausto, o Bizantino afirmou que agarraram os jovens, cada um deles tomando um debaixo do braço, e saíram correndo com suas armas, prontos para lutar e morrer por aquelas crianças. Os Mamicônios à época cuidavam de Ársaces, filho do rei, mas por estarem irados com os eventos coetâneos, abandonam-no. Foram às suas terras, as fortalezas de Taique, permanecendo lá muitos anos com suas famílias, deixando sua outra casa. Criaram as crianças, casaram-nas com suas filhas e salvaram as famílias deles. Também não participaram dos conselhos por anos.
, lembrando de Vasaces e Vardanes, restaurou-lhes seus domínios e deu-lhes os encargos de Artavasdes, que estava morto: Vasaces tornou-se asparapetes e Vardanes chefe da família (naapete). À época a Armênia era alvo de litígio entre o Império Romano e o Império Sassânida e os irmãos, por divergirem em seus pontos de vista, alinharam-se com tendências distintas: Vasaces tornou-se líder do partido pró-romano, enquanto Vardanes do pró-persa. Por ação da rainha Farranzém e Vasaces, Ársaces ordenou a execução de Vardanes, morto no castelo de Eracani. Vasaces tornou-se assim líder de sua família. Quando o imperador morreu na Batalha de Ctesifonte, os romanos abandonaram Ársaces, o que lhe forçou a partir com parte da nobreza, incluindo Vasaces, à corte do xá em Ctesifonte em busca de submissão. Porém, se recusou a se humilhar, considerando que os sassânidas eram os vassalos de seus ancestrais arsácidas. Com o ocorrido, prendeu e torturou Vasaces, que falece em 365.
Posteridade
Segundo Cyril Toumanoff, Vasaces foi casado com uma filha de , príncipe de Siúnia e foi pai de:
, o Valente Manuel Comes Uma princesa, esposa de Tazates Restúnio
Christian Settipani não menciona sua esposa, mas atribui-lhe como filhos:
Musel I, o Valente Uma princesa, casada com Tazates Restúnio Outra princesa, casada com Savaspes Arzerúnio
Bibliografia
Categoria:Família Mamicônio Categoria:Armênios do século IV Categoria:Asparapetes Categoria:Pessoas executadas pelo Império Sassânida Categoria:Oficiais de Tigranes VII Categoria:Oficiais de Ársaces II da Armênia