A Obra Consumada é uma doutrina do cristianismo pentecostal que coloca a santificação no mesmo momento que a conversão, após ser convertido o cristão progressivamente cresce na graça. Isto é contrário à doutrina da perfeição cristã que coloca toda a santificação numa definitiva "segunda obra" da graça a qual é um pré-requisito necessário para receber o batismo no Espírito Santo.Synan, Vinson. The Holiness–Pentecostal Tradition: Charismatic Movements in the Twentieth Century. Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1997. ISBN 978-0-8028-4103-2. Pages 149-150. O termo obra consumada surge do aforismo "Essa é uma obra consumada no Calvário", referente tanto a salvação quanto a santificação.
A doutrina surgiu como uma das "novas questões" nos primeiros avivamentos pentecostais nos Estados Unidos. Um de seus pioneiros e articuladores teológicos foi William Howard Durham. A disputa em torno dela foi chamada "A Controvérsia da Obra Consumada" que dividiu o movimento pentecostal em orientações doutrinárias wesleyana e não wesleyana.
Controvérsia Contexto John Wesley defendeu a perfeição cristã que entendia que a santificação era de fato uma obra definitiva posterior a conversão, mas não afirmava uma perfeição sem pecado. Wesley contou com a ideia da theosis para sugerir que a santificação causaria uma mudança na motivação que se nutrida levaria a um aperfeiçoamento gradual do crente. Assim, mesmo se fosse fisicamente possível para um crente santificado pecar, ele ou ela estaria capacitado para escolher evitar o pecado.Three comparatively recent works which explain Wesley's theological positions are Randy Maddox's 1994 book Responsible Grace: John Wesley's Practical Theology, Kenneth J. Collins' 2007 book The Theology of John Wesley: Holy Love and the Shape of Grace, and Thomas Oden's 1994 book John Wesley's Scriptural Christianity: A Plain Exposition of His Teaching on Christian Doctrine.
Nos meados do século XIX as convenções de Keswick na Inglaterra apoiavam a busca pela santificação. Embora influenciandos pela doutrina de santidade de Wesley, ganhou corpo próprio. Por essa doutrina, a salvação é vista como remédio para a enfermidade mortal do pecado e a santificação como um processo progressivo com revestimento de poder do Espírito Santo. Nos Estados Unidos, Albert Benjamin Simpson, aceitando a teologia Keswickiana, fundou a denominação da Aliança Cristã e Missionária em 1897. Outros adeptos foram D. L. Moody e R. A. Torrey, antes de influenciar o pentecostalismo da Obra Consumada. Althouse, Peter, “Wesleyan and Reformed Impulses in the Keswick and Pentecostal Movements." Pneuma Foundation.
Resultado O efeito da controvérsia foi que o jovem movimento pentecostal dividiu-se entre evangélicos de santidade wesleyana e evangélicos reformados não wesleyanos. A obra consumada ganhou o maior apoio de igrejas e missões urbanas independentes e desorganizadas. As denominações pentecostais centradas no sul dos Estados Unidos foram as mais resistentes à nova doutrina. Hoje, essas denominações (Igreja de Deus (Cleveland), Igreja de Deus em Cristo e Igreja Pentecostal de Santidade) retem a compreensão que a segunda obra da graça é a santificação.Synan, The Holiness–Pentecostal Tradition: Charismatic Movements in the Twentieth Century, 152.
Apesar da resistência dos pentecostais wesleyanos, no entanto, os aderentes da obra consumada foram bem-sucedidas em persuadir muitos pentecostais para a validade da sua visão. Como resultado, a maioria das denominações pentecostais fundadas depois de 1911 aderiu a doutrina da obra consumada.Synan, The Holiness–Pentecostal Tradition: Charismatic Movements in the Twentieth Century, 151-152. Esta herança reformada pode ser visto nas Assembléias de Deus e na Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular.Clayton, 35
Referências
Categoria:História do cristianismo nos Estados Unidos Categoria:Cristianismo carismático e pentecostal Categoria:História do cristianismo no Reino Unido Categoria:Teologia evangélica Categoria:Pentecostalismo nos Estados Unidos