+ Oito das 26 deputadas da Constituinte de 1987. centro|200px|Benedita da Silva (PT-RJ) centro|200px|Eunice Michiles (PFL-AM) centro|200px|Rose de Freitas (PMDB-ES) centro|200px|Lídice da Mata (PCdoB-BA) centro|200px|Lúcia Vânia (PMDB-GO) centro|120px|Wilma Faria (PDS-RN) centro|140px|Maria de Lourdes Abadia (PFL-DF) centro|120px|Rita Camata (PMDB-ES) A partir do canto superior esquerdo, tem-se: Benedita da Silva, Eunice Michiles, Rose de Freitas, Lídice da Mata, Lúcia Vânia, Wilma Faria, Maria de Lourdes Abadia e Rita Camata. Está relacionada a seguir a lista de mulheres eleitas para compor o Congresso Nacional do Brasil conforme os mandatos exercidos após as eleições de 1945. A listagem sobre mandatos anteriores a esse ano é dificultada nas fontes dos acervos do Tribunal Superior Eleitoral, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Isso porque essas fontes carecem de precisão, sobre esse período, em determinar o ano de eleição, bem como a duração do mandato dos parlamentares, embora a quase totalidade da representação feminina no Congresso Nacional do Brasil seja posterior ao fim do Estado Novo. A listagem também não inclui as parlamentares que exerceram o mandato por "mera convocação", mas tão somente aquelas eleitas, bem como as suplentes efetivadas após a morte, cassação ou renúncia dos titulares.

Histórico miniatura|Isabel do Brasil, senadora do Império do Brasil, foi a primeira parlamentar mulher do Brasil. miniatura|Eunice Michiles, primeira senadora eleita da República. A presença feminina no parlamento remonta ao Império do Brasil por desígnio da Constituição de 1824 que, em seu artigo 46, garantia aos príncipes da Casa de Bragança o direito de se tornarem senadores ao atingirem vinte e cinco anos de idade, e assim a Princesa Isabel ascendeu ao parlamento em 1871 e nele permaneceu até a Proclamação da República em 1889. Por se tratar de um direito dinástico, a herdeira imperial não representava uma província em particular. Em termos de eleição direta, a primeira mulher a ter assento congressual foi a médica Carlota Pereira de Queirós, eleita deputada federal um ano após a Revolução Constitucionalista de 1932 e reeleita três meses após a promulgação da Constituição de 1934. Durante a legislatura faleceu Cândido Pessoa e em seu lugar foi efetivada Bertha Lutz, mas o Congresso Nacional foi fechado quando Getúlio Vargas instaurou o Estado Novo. A volta das mulheres ao parlamento ocorreria somente em 1950 com a deputada federal Ivete Vargas, sobrinha do político em questão e eleita por São Paulo. Em 1954 e 1962 a Câmara dos Deputados recebeu, respectivamente, Nita Costa e Necy Novaes, representantes da Bahia.

A vitória do Regime Militar de 1964 e a posterior edição do Ato Institucional Número Cinco levou à cassação de cinco das seis deputadas federais eleitas em 1966, ato de força que extinguiu a bancada feminina do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) punindo esposas ou descendentes de políticos nocivos à ditadura militar. Em decorrência de tal atitude, apenas uma mulher foi eleita deputada federal em 1970, mesmo número verificado em 1974. Em 1978, no entanto, houve um aumento na bancada feminina com a eleição de quatro parlamentares. Em 31 de maio de 1979, tomou posse a primeira senadora da Era Republicana, a professora Eunice Michiles, efetivada como representante do Amazonas após o falecimento de João Bosco de Lima.Senadora assume e diz que lutará pelo consumidor (online). O Estado de S. Paulo, São Paulo (SP), 01/06/1979. Geral, p. 05. Página visitada em 3 de fevereiro de 2017. Três anos mais tarde, a morte de Adalberto Sena levou à efetivação da médica Laélia de Alcântara como senadora pelo Acre, a primeira mulher negra a assumir tal posto.Senador morre e será substituído por mulher (online). O Estado de S. Paulo, São Paulo (SP), 22/01/1982. Geral, p. 05. Página visitada em 3 de fevereiro de 2017. Após recuperar seus direitos políticos, Ivete Vargas foi uma das oito deputadas federais eleitas em 1982 e voltou a representar os paulistas. Em 1986, Maria Lúcia Araújo, pelo Acre, foi uma das vinte e seis integrantes da "bancada do batom" presentes na Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988. Ela e Ivete Vargas foram as únicas mulheres cassadas na ditadura militar a voltarem ao Congresso Nacional.Ivete morre e o corpo é velado na Assembléia (sic) (online). O Estado de S. Paulo, São Paulo (SP), 04/01/1984. Geral, p. 02. Página visitada em 8 de fevereiro de 2017. Em resumo, a presença feminina na Câmara dos Deputados existe desde 1933, exceto nos pleitos de 1945 e 1947, e desde as vitórias de Júnia Marise e Marluce Pinto em 1990, o eleitorado brasileiro têm assegurado a presença da mulher no Senado Federal.

Dadas as diferentes dinâmicas de representação política de mulheres na história do Brasil, o tema tem sido um frequente objeto de análise. Um estudo sobre o perfil das deputadas federais da 56ª Legislatura (2019-2023), por exemplo, identificou “uma bancada feminina majoritariamente posicionada à direita, branca, altamente escolarizada, casada, com filhos e veterana na política”.

Em 1981, a paraense Lúcia Viveiros tornou-se a primeira a ser eleita à mesa diretora de uma das casas do Congresso Nacional como suplente da mesa diretora da Câmara dos Deputados na presidência de Nelson Marchezan,Maioria dos candidatos não consegue o quórum (online). O Estado de S. Paulo, São Paulo (SP), 27/02/1981. Geral. p. 04. Página visitada em 3 de fevereiro de 2017. chegando a presidir uma sessão na respectiva casa.Bem moderada (online). Veja, 16/03/1988. Página visitada em 3 de fevereiro de 2017. Até 2017, contudo, nenhuma mulher foi eleita presidente no âmbito do legislativo federal, embora integrem suas mesas diretoras com regularidade.

Senadoras por legislatura Dentre as quarenta e sete senadoras apresentadas nesta relação, uma foi ungida por direito dinástico, oito assumiram o cargo após se elegerem suplentes e as demais por eleição direta.

Império do Brasil SenadoraNaturalidadePartidoRepresentavaPrincesa IsabelRio de Janeiro, RJ-‎ Brasil

República Federativa do Brasil FotoSenadoraPartidoEstadoMandatoNotassemmoldura|110x110pxEunice MichilesARENA (1979)

PDS

(1980-1986)

PFL

(1986-1987)46.ª legislatura 47.ª legislatura

(1979-1987)Eleita suplente, assumiu após morte do titular João Bosco Ramos de Lima;Laélia de AlcântaraSenador morre e será substituído por mulher (online). O Estado de S. Paulo, 22/01/1982. Página visitada em 21 de janeiro de 2019.PMDB46.º Legislatura (1982-1983)<small>Eleita suplente, assumiu após morte do titular Adalberto Sena;

Primeira mulher negra a exercer mandato;Júnia MarisePRN (1991-1993)

PDT

(1993-1999)49.ª legislatura

50.ª legislatura

(1991-1999)Juntamente com Marluce Pinto, primeira mulher eleita para o senado;semmoldura|110x110pxMarluce PintoEleita em 1990, teria o mandato renovado no pleito seguinte, pois apenas o senador mais votado dentre os três eleitos por Roraima teria oito anos de mandato.PTB (1991-1995)

MDB

(1995–2003)49.ª legislatura

50.ª legislatura

51.ª legislatura

(1991-2003)Juntamente com Júnia Marise, primeira mulher eleita para o senado;

Primeira mulher a se reeleger para o senado;semmoldura|110x110pxEva BlayPSDB49.ª legislatura

(1994-1995)Eleita suplente, assumiu após a posse do titular Fernando Henrique Cardoso no cargo de Presidente da República;semmoldura|151x151pxBenedita da SilvaPT50.ª legislatura (1995-1998)Primeira mulher a renunciar a um mandato no senado;

Renunciou ao tomar posse como vice-governadora do Rio de Janeiro semmoldura|111x111pxEmília FernandesPTB (1995-1996)

PDT

(1996-1999)

PT

(1999-2003)50.ª legislatura 51.ª legislatura

(1995-2003)semmoldura|155x155pxMarina SilvaPT (1995–2008)

PV

(2008–2011)50.ª legislatura 51.ª legislatura

52.ª legislatura

53.ª legislatura

(1995-2011)semmoldura|158x158pxHeloísa HelenaPT (1999-2003)

PSOL

(2005-2007)51.ª legislatura 52.ª legislatura

(1999-2007)semmoldura|136x136pxMaria do Carmo AlvesPFL (1999-2007)

DEM

(2007-2022)

UNIÃO

(2022)

PP

(2022-2023)51.ª legislatura 52.ª legislatura

53.ª legislatura

54.ª legislatura

55.ª legislatura

56.ª legislatura

(1999-2023)Senadora que ficou por mais tempo no cargo (24 anos);

Primeira senadora a se reeleger duas vezes consecutivas;semmoldura|158x158pxAna Júlia CarepaPT52.ª legislatura

(2003-2007)Renunciou ao tomar posse como governadora do Pará; semmoldura|125x125pxRoseana SarneyPFL

(2003–2006)

MDB

(2006–2009)52.ª legislatura 53.ª legislatura

(2003-2009)Renunciou ao tomar posse como governadora do Maranhão; semmoldura|131x131pxFátima CleidePT52.ª legislatura 53.ª legislatura

(2003-2011)semmoldura|125x125pxPatrícia SaboyaPPS

(2003-2005)

PSB

(2005-2007)

PDT

(2007-2011)52.ª legislatura 53.ª legislatura

(2003-2011)semmoldura|139x139pxIdeli SalvattiPT52.ª legislatura 53.ª legislatura

(2003-2011)semmoldura|152x152pxSerys SlhessarenkoPT52.ª legislatura 53.ª legislatura

(2003-2011)semmoldura|130x130pxLúcia VâniaPSDB (2003-2015)

PSB

(2015-2019)52.ª legislatura 53.ª legislatura

54.ª legislatura

55.ª legislatura

(2003-2019)semmoldura|137x137pxRosalba CiarliniPFL (1990-2007)

DEM

(2007-2010)53.ª legislatura (2007-2010)Renunciou ao tomar posse como governadora do Rio Grande do Norte;semmoldura|138x138pxMarisa SerranoPSDB53.ª legislatura (2007-2011)Renunciou ao tomar posse como conselheira do TCE-MS;semmoldura|130x130pxKátia AbreuDEM (2007-2011)

PSD

(2011-2013)

MDB

(2013-2017)

PDT

(2018-2020)

PP

(2020-2023)53.ª legislatura 54.ª legislatura

55.ª legislatura

56.ª legislatura

(2007-2023)semmoldura|123x123pxMarinor BritoPSOL54.ª legislatura (2011)Eleita senadora, perdeu titularidade com o entendimento do STF sobre a Lei da Ficha Limpasemmoldura|156x156pxAna Rita EsgárioPT54.ª legislatura (2011-2015)Eleita suplente, assumiu após a posse do titular Renato Casagrande no cargo de governador;semmolduraGleisi HoffmannPT54.ª legislatura 55.ª legislatura

(2011-2019)semmoldura|130x130pxÂngela PortelaPT (2011-2017)

PDT

(2017-2019)54.ª legislatura 55.ª legislatura

(2011-2019)semmoldura|130x130pxVanessa GrazziotinPCdoB54.ª legislatura 55.ª legislatura

(2011-2019)semmoldura|130x130pxLídice da MataPSB54.ª legislatura 55.ª legislatura

(2011-2019)semmoldura|159x159pxMarta SuplicyPT (2011-2015)

MDB

(2015-2018)54.ª legislatura 55.ª legislatura

(2011-2019)semmoldura|141x141pxAna Amélia LemosPP54.ª legislatura 55.ª legislatura

(2011-2019)semmoldura|104x104pxRegina SousaPT55.ª legislatura (2015-2018)Eleita suplente, assumiu após a posse do titular Wellington Dias no cargo de governador;

Renunciou ao tomar posse como vice-governadora do Piauí;semmoldura|135x135pxFátima BezerraPT55.ª legislatura (2015-2019)Renunciou ao tomar posse como governadora do Rio Grande do Norte;136x136pxSimone TebetMDB55.ª legislatura 56.ª legislatura

(2015-2023)Junto com Soraya Thronicke, primeira vez em que um estado é representado por

duas senadoras (2019-2023);semmoldura|130x130pxRose de FreitasMDB (2015-2018)

PODE

(2018-2021)

MDB

(2021-2023)55.ª legislatura 56.ª legislatura

(2015-2023)semmoldura|110x110pxSelma ArrudaPSL (2018-2019)

PODE

(2019-2020)56.ª legislatura

(2019-2020)Mandato cassado pelo TSE;semmoldura|130x130pxMailza GomesPP 56.ª legislatura

(2019-2023)Eleita suplente, assumiu após a posse do titular Gladson Cameli no cargo de governador;

Renunciou ao tomar posse como vice-governadora do Acre;semmoldura|110x110pxEliziane GamaCID56.ª legislatura 57.ª legislatura

(2019-presente)semmoldura|110x110pxSoraya ThronickePSL

(2018-2022)

UNIÃO

(2022-presente)56.ª legislatura 57.ª legislatura

(2019-presente)Junto com Simone Tebet, primeira vez em que um estado é representado por duas senadoras (2019-2023);semmoldura|130x130pxDaniella RibeiroPP (2019-2022)

PSD

(2022-presente)56.ª legislatura 57.ª legislatura

(2019-presente)semmoldura|116x116pxLeila BarrosPSB (2019-2021)

CID

(2021-2022)

PDT

(2022-presente)56.ª legislatura 57.ª legislatura