Licto, Lictos ou Littos (), ou ainda Lyctus, Lyktos ou Lyttos, foi uma das cidades mais importantes de Creta na Antiguidade, que é mencionada por Homero no Catálogo de Navios da Ilíada. Atualmente é uma aldeia do município de Minoa Pediada, na unidade regional de Heraclião. A aldeia moderna situa-se algumas centenas de metros a sudoeste da antiga cidade, 3 km a leste de e 40 km a sudeste de Heraclião (distâncias por estrada).
No local onde se ergueu a antiga cidade há numerosos vestígios de estruturas antigas, túmulos e mármores partidos, bem como um imenso arco de um aqueduto, através do qual a água atravessava um vale profundo por meio de uma grande canal de mármore.
Lictos na mitologia Segundo Hesíodo, Reia deu á luz Zeus numa caverna do monte Egeu, perto de Licto. A caverna foi identificada no como a caverna de Psicro. Os habitantes desta antiga cidade dórica chamavam-se a si próprios colonos de Esparta e aparentemente o culto de Apolo prevaleceu na cidade.
História Em , , o fócida, apoiou Cnossos contra a sua vizinha e rival Lictos, na chamada , tomando esta cidade, da qual foi repelido depois por , rei de Esparta. A cidade envolveu-se frequentemente em hostilidades com Cnossos em ocasiões posteriores, e logrou formar uma aliança formidável na ilha contra a sua rival. Em , durante a chamada Guerra de Licto, os cnossianos, tirando partido da ausência dos cidadãos de Licto numa expedição em terras distantes, atacaram a cidade de surpresa obtendo uma vitória esmagadora. Os cidadãos de Licto, ao voltarem, abandonaram a sua cidade e refugiaram-se junto da cidade aliada de Lapa (também conhecida como Lampa). Políbio testemunha do elevado caráter dos lictios comparativamente com os seus compatriotas. mais tarde reconquistaram a sua cidade com a ajuda dos gortinenses, que lhes ofereceram um lugar chamado Diatónio que tinham tomado aos cnossianos.
A cidade de Arsínoe (que se situaria onde está atualmente Retimno ou nas proximidades) e o porto de Chersoneso (atual Chersonissos) pertenciam a Licto. As moedas da cidade apresentam geralmente uma água a voar com a epígrafe (LYTTION).
Durante a invasão de Creta pelos romanos. Licto foi saqueada por Quinto Cecílio Metelo Crético mas ainda existia no tempo de Estrabão , "a uma distância de 80 estádios do mar da Líbia". O local onde se encontram os restos da cidade ainda hoje se chama Lytto. No , os manuscritos venezianos descrevem as muralhas da antiga cidade, com bastiões circulares e outras fortificações, situadas numa montanha elevada praticamente no centro da ilha.
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