Agricultura no Paraná - Indicadores estatísticos 300pxMapa econômico do Paraná com todos os produtos agrícolas. Principais produtossoja, milho, trigo, feijão. Produção grãos (2019) Principais itens soja (2019) A agricultura no Paraná é, historicamente, uma das principais atividades econômicas desse estado brasileiro. Os mais importantes produtos da agricultura paranaense são o trigo, o milho, o feijão e a soja, riquezas das quais foram obtidos recordes de safra, competindo com os demais estados. Em 2019 a safra paranaense de grãos de verão foi estimada em 23,3 milhões de toneladas.

O Paraná é o líder da produção de feijão no país desde 2006. O cultivo da soja é um dos mais recentes e foi expandido tanto no norte como no oeste do estado, e depois no sul. A cafeicultura, que é uma das principais atividades agrícolas do estado, embora não desfrute da mesma grandiosidade de antigamente (o Paraná, sozinho, já chegou a produzir 60% do café de todo o mundo), ainda faz com que o Paraná continue sendo um dos maiores produtores da federação brasileira. As plantações mais densas de café revestem a área a oeste de Apucarana. Em segundo lugar, o café é produzido nos terrenos da área zoneada de Bandeirantes, Santa Amélia e Jacarezinho.

Celeiro agrícola e cooperativismo

Em território paranaense, a zona de produção atinge altos índices produtivos e, em sua estrutura fundiária, são predominantes as diminutas fazendas. Seus solos são férteis e sua topografia é conhecida por ser propícia, e isso tornou o Paraná, em algumas dezenas de anos, numa das principais unidades federativas do Brasil em que a agricultura produz muitas frutas, verduras e legumes. O Paraná, denominado de “Celeiro Agrícola”, deu a sua colaboração com mais de um quarto de alimentos e de matéria-prima produzidos no Brasil para a atividade agroindustrial..

As atividades que as cooperativas agrícolas desenvolvem, são fatores principais para as do setor primário no Paraná. As cooperativas, no Paraná, impulsionaram mais na década de 1960, tendo exercido importância cada vez maior da função nas atividades rurais consolidadas. Plantam, colhem, armazenam, criam animais, exportam produtos e implantam a agroindústria rural. Ainda, por intermédio de um cooperativismo que atua, elas oferecem assistência técnica e orientam para educar e melhorar a saúde de seus associados.WONS, Iaroslaw. Formação étnica paranaense. In: WONS, Iaroslaw. Geografia do Paraná: física, humana e econômica. Curitiba: Ensino Renovado, 1994, p. 93-96.

Cafeicultura thumb|200px|esquerda|Grãos de café tostado (natural). O café é um dos principais produtos da agricultura no Paraná. O café paranaense é vendido em outros países, gerando muito lucro, o que acontece de importante para a economia do Brasil. A cafeicultura requer clima cálido, permeabilidade e profundidade do solo, e seu grande inimigo é a geada.

No final do século XIX, lavradores paulistas e mineiros iniciaram a formação de fazendas de café no norte do estado, rico em terras férteis, de solo conhecido como "terra roxa". A esse tipo de ocupação veio juntar-se a colonização dirigida, tanto oficial como particular. Ocorreram também novas levas de colonos imigrantes, notadamente japoneses, italianos e alemães. Em 1924 Lord Lovat visitou o Paraná e três anos depois obteve do governo uma concessão de 500 mil alqueires de terra no norte do estado. Fundou então a Paraná Plantation Ltd. que, ao lado da Companhia de Terras do Norte do Paraná e da Companhia Ferroviária do Norte do Paraná, executou o plano de colonização dessa região. O eixo da operação foi Londrina, que a partir daí cresceu em ritmo vertiginoso. thumb|200px|esquerda|Plantação de café no Paraná em 1955. No início da década de 1960, o Paraná sofreu muito com a estiagem, tempo seco e geadas. Neste período o estado concentrava cerca de 50% da produção nacional de café. Ao todo, eram 1,8 milhão de hectares de café, com uma média de 20 milhões de sacas colhidas. Em 1963 o Paraná foi atingido por um grande incêndio florestal, um dos maiores incêndios ocorridos no Brasil no século XX. O incêndio queimou cerca de 10% do território do estado, 8 mil imóveis em 128 municípios e matou mais de 100 pessoas. Cerca de 20 mil hectares de plantações foram destruídas. No final da década de 1960 o Paraná foi gradativamente diversificando suas culturas e a cafeicultura começava a perder espaço. A diversificação dos cultivos na agricultura só foi intensificada drasticamente após 1975, inclusive com a mecanização do campo. thumb|200px|Café embalado a vácuo, marca da cidade de Ponta Grossa. No início da década de 1970 o Paraná somava 1,120 milhão de hectares destinados ao cultivo do café. Durante o inverno de 1975 uma intensa massa de ar polar atingiu o Paraná. O estado registrou naquele ano temperaturas extremamente baixas, inclusive com uma intensa nevasca em Curitiba. Na madrugada de 18 de julho de 1975 ocorreu o fenômeno conhecido como "geada negra", que provoca o congelamento da parte interna das plantas, deixando a planta escura, queimada e morta. As consequências para a agricultura foram devastadoras, dizimando as lavouras, principalmente toda a produção cafeeira. Em um ano, 300 mil hectares de café foram erradicados. Para a economia do estado ocasionou prejuízos inestimáveis, provocando grande recessão econômica no Paraná.

Em 2018 o Paraná produziu 937,6 mil sacas de café, em uma área reduzida a pouco mais de 53 mil hectares. As mais importantes regiões que ainda produzem café são as de Umuarama, de Paranavaí, de Cornélio Procópio, de Ivaiporã, de Campo Mourão, de Jacarezinho, de Londrina e de Ibaiti.

Cereais e leguminosas O termo “cereais” é a denominação dada a certos vegetais cujas sementes (grãos) podem ser diminuídas à farinha para a nutrição. Os mais importantes cereais plantados no Paraná são: milho, arroz e trigo.

O milho é uma gramínea de origem sul-americana porque, durante o descobrimento do Novo Mundo por Cristóvão Colombo, já era plantado pelos indígenas. O milho plantado mostra uma grande quantidade de benefícios em cima do trigo: requer pouco solo e pouco clima, oferece os mais diversos produtos e alimenta, ademais, o homem, também sustém os animais. No Paraná, as microrregiões que mais produzem milho são as de Toledo, de Francisco Beltrão, de Cascavel, de Guarapuava, de Pato Branco, de Ponta Grossa, de Foz do Iguaçu e de Capanema.

O arroz é, hoje, o cereal mais consumido no mundo inteiro. Plantado no país inteiro, o que transforma o Brasil numa nação que produz muito arroz no mundo. No Paraná, esta cultura é desenvolvida com maior quantidade de arroz de sequeiro. As principais microrregiões que mais produzem arroz são as de Guarapuava, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Paranavaí, Campo Mourão, Ponta Grossa, Jacarezinho e Wenceslau Braz.

O trigo, que é um cereal que exige solo e clima, achou, no Paraná, condições ambientais que favorecem o seu plantio. As microrregiões que mais produzem trigo são as de Toledo, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Goioerê, Cascavel, Ponta Grossa, Londrina e Porecatu. Ainda existem na família das gramíneas demais cereais que são o centeio, a cevada e a aveia. Estas três culturas não requerem solos e são plantados após o trigo ser colhido. Em 2019 a cevada atingiu 60,4 mil hectares, e 11% de aumento da produção, com 243,1 mil toneladas. As microrregiões que mais produzem centeio, cevada e aveia são as de Guarapuava, Campo Mourão, Apucarana, Cascavel, Prudentópolis, Palmas, Irati e Ponta Grossa. O sorgo é outro cereal difundido na agricultura do Paraná, sendo uma valiosa planta forrageira.

As leguminosas abrangem as plantas que fazem nascer frutos no formato de vagens, onde são encontradas as sementes. As principais leguminosas são o feijão e a soja. O feijão é um vegetal de plantio simples e acelerado. Ambas as safras anuais são produzidas pelo Brasil: a das águas, cuja época de colheita é entre dezembro e janeiro; a das secas, cuja época de safra é entre março e abril. As microrregiões que mais produzem feijão são as de Francisco Beltrão, Irati, Prudentópolis, Wenceslau Braz, Ponta Grossa, Ivaiporã, Telêmaco Borba e União da Vitória. O município de Prudentópolis, por exemplo, é conhecido por ser o maior produtor de feijão preto do Brasil. O Paraná lidera entre os estados a produção de feijão no país.

A soja, planta de origem asiática (feijão-chinês), foi adaptada com facilidade ao clima subtropical no Brasil. Vegetal dos mais plantados, se expandiu porque é bastante procurado em outros países. No mercado interno a soja é aceita principalmente como matéria-prima na indústria de óleos alimentícios. No ano de 2019 a estimativa da área de soja chegou a 5,48 milhões de hectares, e a produção em aproximadamente 20 milhões de toneladas. Os municípios que mais produzem soja são encontrados nas microrregiões de Toledo, Cascavel, Goioerê, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Londrina. O tremoço, que é uma leguminosa difundida em território paranaense, oferece grãos próprios para a alimentação após o seu devido tratamento.

Plantas industriais

Integram esse grupo, os vegetais plantados de modo a oferecer matéria-prima para a atividade fabril. São eles: algodão, amendoim, rami, mamona, cana-de-açúcar e fumo.

O algodão é uma riqueza principal na agricultura do Paraná. O algodão oferece fibras para fabricar tecidos e sementes para produzir óleo e ração animal. Merecem destaque, como produtores de algodão, as microrregiões de Goioerê, Toledo, Umuarama, Cornélio Procópio, Campo Mourão, Ivaiporã, Astorga e Cascavel.

As condições mais favoráveis de cultivo de amendoim encontram-se na região do arenito Caiuá. O amendoim é uma planta oleaginosa industrialmente valiosa. As microrregiões que mais produzem amendoim são as de Toledo, Umuarama, Cianorte, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Pato Branco, Cascavel e Astorga.

O rami é um vegetal têxtil, ou seja, próprio para a produção de roupas, e planta herbácea de origem asiática. Ela foi difundida no Brasil, no começo do século XX. O rami é adaptado a toda categoria de terreno e aos climas tropical e subtropical. O rami oferece fibra valiosa, devido ao aspecto que tem de ser mesclado com facilidade entre o algodão, a seda, a lã e o linho. Uraí, no Norte Pioneiro, foi o primeiro município a plantar rami no Paraná. A plantação cresceu porque a indústria têxtil em São Paulo estava interessada no rami e também devido à destruição dos cafezais do Norte do Paraná pelas geadas. As microrregiões que mais produzem rami são as de Londrina, Assaí, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Goioerê, Faxinal, Floraí e Porecatu.

Das sementes da mamona é extraído o óleo de rícino, bastante usado na atividade industrial. O óleo de mamona constitui lubrificante de qualidade superior, congela menos; por esse motivo é utilizado em meios de transporte como aviões a jato e foguetes. As microrregiões que mais produzem mamona são Ivaiporã, Umuarama, Pitanga, Goioerê, Cianorte, Faxinal, Campo Mourão e Toledo.

200px|miniaturadaimagem|esquerda|Nicotiana tabacum (tabaco).