A Segunda Guerra do Norte (1655–1661), também conhecida como Guerra Sueco-Polaca, ou Guerra da Sucessão Sueca foi um conflito travado entre a Comunidade Polaco-Lituana, sueco e o Czarado da Rússia pela supremacia no mar Báltico. Na Polónia também foi chamada de "O Dilúvio" (em polaco: Potop Szwedzki). A batalha mais importante foi a batalha de Varsóvia, que durou três dias: de 28 a 30 de julho de 1656.
Terminologia Na língua inglesa, historiografia alemã, russa e escandinava, esses conflitos eram tradicionalmente chamados de Primeira Guerra do Norte.Frost (2000), p.13 O termo "Segunda Guerra do Norte", cunhado na historiografia polonesa (Druga Wojna Północna), tem sido cada vez mais adotado pela historiografia de língua alemã e inglesa. Outro termo ambíguo que se refere à Segunda Guerra do Norte é a Pequena Guerra do Norte,Moote (1970), pp. 172,176 que, no entanto, também pode se referir à guerra de 1741-43. Na Polônia, o termo "O Dilúvio" também é ambíguo, já que às vezes é usado para uma série mais ampla de guerras contra a Suécia, Brandemburgo, Rússia, Transilvânia e os cossacos.
Antecedentes Quando a rainha Cristina da Suécia abdicou em 16 de junho de 1654, o rei polaco João II Casimiro fez valer os seus direitos ao trono sueco como bisneto de Gustav Vasa I. Isso levou a um conflito de sucessão com outro pretendente, Carlos Gustavo (1622–1660), primo da ex-rainha, que se aliou a Frederico Guilherme I de Brandemburgo.
A Guerra No verão de 1655, Carlos X liderou um exército de suecos da Pomerânia à Polónia, tendo conquistado Varsóvia em 8 de setembro. Entretanto, um segundo exército atacou, a partir da Livónia sueca, a Polónia-Lituânia. No inverno de 1656-1657 João Casimiro II, que havia fugido para a Silésia, voltou para a Polónia e ficou à frente da resistência nacional contra os invasores suecos. Na primavera de 1656 Carlos X atacou com homens perto de Sandomierz. O rei sueco procurou apoio contra o Ducado da Prússia, mas, assediado pela cavalaria do hetmã Czarnieki, conseguiu colocar-se em segurança com apenas 4 000 homens a sobreviverem. Em junho, também se rendeu à guarnição sueca que controlava Varsóvia. Mas, depois de receber reforços de homens do aliado Frederico Guilherme, eleitor de Brandemburgo, o rei sueco voltou a atacar no mesmo verão.
Derrotado em Varsóvia, onde polacos-lituanos ( cavaleiros e dragões, incluindo 950 hussardos, de infantaria, tártaros e guerreiros dos nobres, apoiados por 18 peças de artilharia) foram vencidos depois de uma batalha que durou três dias contra um forte exército de homens ( cavaleiros e dragões suecos, de infantaria, de cavalaria e infantaria e dragões alemães) e 47 peças de artilharia, João Casimiro II, em 19 setembro de 1657, assinou o Tratado de Wehlau com Brandemburgo-Polónia e renunciou à soberania sobre o Ducado da Prússia, absorvida por Brandemburgo. Mas a guerra não tinha acabado.
Em 1657, o Príncipe da Transilvânia, Gyorgy Rakoczy, atravessou os Cárpatos e invadiu o sul da Polónia com um exército de homens. Rodeado pelos polacos, no entanto, foi forçado a recuar, e pressionado pelos cavaleiros tártaros, voltou para a sua terra com apenas 400 sobreviventes. A frente contra a Suécia foi reforçada com a entrada da Rússia na guerra, após ter assinado a paz com a Polónia, em novembro de 1656, com Riga. O resultado foi desastroso para os atacantes: em agosto de 1657, as forças russas comandadas pelo czar Alexei sofreram um ataque dos suecos, que fizeram uma manobra ousada fora da cidade: os russos perderam homens ( mortos e feridos e prisioneiros).
No ano seguinte, a Rússia retirou-se da guerra. A Segunda Guerra do Norte terminou em 3 de maio de 1660 com o Tratado de Oliva. O rei da Polónia renunciou ao seu direito ao trono da Suécia. Esta última manteve a Livónia sueca e a Estónia sueca com os acordos da Paz de Vestfália de 24 de outubro de 1648.
Brandemburgo teve de se retirar da Pomerânia, da Silésia e de Holstein, ocupados pelos suecos, mas finalmente estendeu a sua soberania sobre o Ducado da Prússia. A Suécia, durante a guerra tinha provado ser uma grande potência militar. A França tornou-se o garante do cumprimento dos acordos de paz.
Ver também Guerra do Norte O Dilúvio
Bibliografia
Categoria:Guerras envolvendo a Suécia Categoria:Guerras envolvendo o Império Russo