Artur Severo Portela (Leiria, Leiria, 24 de Abril de 1901 – Campo Grande, Lisboa, 12 de março de 1959) foi um jornalista e escritor português.
Biografia Artur Portela nasceu em 1901, em Leiria, filho do escritor Severo Portela (Cedofeita, Porto, 8 de novembro de 1874 – Mártires, Lisboa, 8 de janeiro de 1945) e de sua mulher Miquelina Penalva de Figueiredo Jardim (Salvador, Torres Novas, 14 de março de 1875 – Santa Isabel, Lisboa, 22 de novembro de 1902), Representante do Título de Viscondessa de Monte São, filha do 2.º Visconde de Monte São. Era irmão mais novo do pintor Severo Portela Júnior.
Artur Portela começou a escrever para jornais ainda como estudante de liceu.
Fez parte da primeira equipa editorial do Diário de Lisboa, aquando da sua fundação, em 1921.
A 17 de agosto de 1922, casou primeira vez civilmente, em Oeiras, com Hermínia dos Reis Telo de Novais (Aljezur, c. 1887), filha de Manuel Joaquim de Novais e de Maria João Gonçalves. Por sentença de 5 de janeiro de 1925, foi decretado o divórcio entre ambos.
Enquanto jornalista passou pelas redações de A Pátria, O Domingo Ilustrado (1925–1927), O Século Ilustrado, Diário de Notícias, entre outros. Dirigiu a revista Mundo Gráfico (1940–1948) e colaborou, ainda, no semanário Repórter X (1930–1935) e na revista Renovação (1925–1926).
Ficou ligado ao Diário de Lisboa até praticamente à sua morte, tendo sido, por exemplo, também repórter de guerra, durante a Guerra Civil de Espanha. Ainda neste jornal fez-se notar como crítico polémico, de teatro e literatura, tendo a seu cargo a direção da secção de artes plásticas e a página de literatura.
A 2 de setembro de 1927, casou segunda vez civilmente, em Lisboa, com Estefânia Elisa Rodrigues Gomes (Mercês, Lisboa, c. 1905), doméstica, filha do professor oficial João Carlos Gomes e de Elisa Augusta da Silva Rodrigues Gomes, doméstica, ambos naturais de Lisboa (das freguesias do Socorro e de Santos-o-Velho, respetivamente). Por sentença de 20 de fevereiro de 1930, os dois divorciaram-se litigiosamente.
A 7 de setembro de 1930, casou terceira vez civilmente, em Lisboa, com Maria Luísa Colen Guerra (Vilar Formoso, Almeida, c. 1904), doméstica, filha do oficial do Exército Luís Augusto dos Santos Guerra e de Maria da Assunção Fontoura Colen Guerra, doméstica, ambos naturais de Almeida, e trineta dum Italiano. Deste casamento nasceram o pintor Luís Guerra Jardim Portela e o também escritor Artur Portela Filho.
Republicano sem filiações, Artur Portela notabilizou-se pelas entrevistas que fez a alguns dos mais importantes políticos e intelectuais do século XX europeu, como foi o caso de Winston Churchill, Afonso III, Édouard Herriot e Francisco Franco ou o filósofo Miguel de Unamuno.
Teve um importante papel na Casa da Imprensa, tendo impulsionado a primeira carteira profissional dos jornalistas.
Escreveu vários livros, nomeadamente Batalha Humana, Rosas de Itália, Monges Negros, Norberto de Araújo, Duelos em Portugal, Tumultos e A Lareira de Portugal.
Foi membro da Maçonaria, tendo entrado em 1913 na Loja Paz, em Lisboa, na qualidade de Lowton.
Morreu vítima de enfarte do miocárdio a 12 de março de 1959, no Hospital de Santa Maria, freguesia do Campo Grande, em Lisboa. Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres.
Homenagens Pelo seu trabalho na Revista Mundo Gráfico de apoio aos aliados, foi-lhe atribuída pelo rei Jorge VI de Inglaterra (1895–1952) a Ordem da Liberdade. O seu nome foi atribuído a uma praça em Lisboa, em Benfica, onde se encontra o seu busto de bronze inaugurado em 1971, réplica da obra de Leopoldo de Almeida executada em 1960 e descerrado em julho de 1961, em sessão solene de homenagem na Casa da Imprensa.
Prémio de reportagem Artur Portela Durante uma assembleia geral da Casa da Imprensa (Caixa de Previdência de Profissionais da Imprensa de Lisboa), em Dezembro de 1959, foi aprovada a criação do "Prémio de Reportagem Artur Portela", no valor à época de 5000 escudos. 1960 - Urbano Carrasco
Prémio Artur Portela (1985–1988) No âmbito das comemorações do 80.º aniversário da Casa da Imprensa (1985), foi criado o "Prémio de Imprensa Artur Portela", destinado a "distinguir um nome vivo do jornalismo português que, ao longo dos anos, se tenha destacado pelas suas qualidades humanas e pessoais". Foi atribuído apenas durante quatro anos: 1985 - José Ribeiro dos Santos 1986 - Norberto Lopes 1987 - José de Lemos 1988 - Mário Mesquita
Ligações externas Arquivo de 2001-11-24 Lifecooler - Busto de Artur Portela Universidade Fernando Pessoa - Teorização do Jornalismo em Portugal - Artur Portela
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