Eno (; ), a moderna Enez na Turquia, foi uma antiga cidade grega da Trácia situada na margem oriental do rio Hebro próximo de sua foz. Fundada por colonos provenientes de Cime e outras cidades etólias da Ásia Menor, com o tempo tornar-se-ia uma rica e importante cidade comercial; segundo a tradição póstuma, foi fundada pelo herói troiano Eneias. Como a distante Abdera, prosperou graças ao comércio com os trácios que forneciam madeira, escravos, minérios de prata e outros recursos para o mercado grego.

Ca. , tornou-se um importante membro da Liga de Delos. Pela mesma época, sabe-se que começou a cunhar suas próprias moedas, que portavam a efígie da cabeça de Hermes, o deus do comércio. Mais adiante, permaneceu aliada de Atenas durante a Guerra do Peloponeso () e permaneceu sob controle de Esparta com a derrota ateniense. Depois, foi sucessivamente controlada pelos poderes dominantes da região: a Macedônia, o Reino de Pérgamo e, pelos anos , a República Romana.

No período bizantino, de acordo com Procópio de Cesareia, o imperador Justiniano transformou os pequenos muros de Eno numa impressionante fortificação e o Sinecdemos de Hiérocles lista-a como a capital da província de Ródope. Durante os séculos VII-XI nada se sabe sobre a história da cidade, exceto que desempenhou o papel de arcebispado autônomo e que por 1032 tornou-se metrópole. Ela reaparece nas fontes em 1090, quando transforma-a em sua base para sua guerra contra os pechenegues. No , novamente tornou-se um importante centro comercial, com monges do mosteiro Cosmosetira usando-a para vender azeite. Além disso, de acordo com um historiador do , Eno manteve um ativo comércio com as ilhas de Imbros e Lemnos.

Dado suas poderosas fortificações, resistiu o ataque dos búlgaros e tártaros de 1265 e aquele da Companhia Catalã de 1307. De acordo com o Calcocondiles (Chalkokondyles), cerca de 1384 os habitantes de Eno convidaram um membro da família de Francisco I Gattilusio para governar a cidade e ela permaneceu uma importante colônia genovesa até a conquista turca em 1456. Em 1460, concedeu-a para Demétrio Paleólogo, o déspota da Moreia, porém em 1468 a cidade retornou ao controle turco.

Bibliografia

Categoria:Cidades da Grécia Antiga Categoria:Cidades da Roma Antiga Categoria:Cidades do Império Bizantino