As eleições gerais foram realizadas no Peru em 9 de abril de 2000, com um segundo turno das eleições presidenciais em 28 de maio.Nohlen, D (2005) Elections in the Americas: A data handbook, Volume II, p454 ISBN 978-0-19-928358-3 As eleições foram altamente controversas e amplamente consideradas como sendo fraudulentas. O presidente Alberto Fujimori ganhou a eleição e um terceiro mandato.

No entanto, as eleições foram contaminadas com alegações de inconstitucionalidade, suborno, viés estrutural e fraude eleitoral direta. Alejandro Toledo boicotou o segundo turno da eleição presidencial, em que mais de 30% dos votos foram declarados inválidos.Nohlen, p474 Em última análise, Fujimori convocou novas eleições, fugiu para o Japão e enviou por fax sua carta de renúncia à presidência do país.

Questões constitucionais A Constituição do Peru limitava especificamente os presidentes a dois mandatos, e Fujimori se baseou na teoria legalmente questionável de que a restrição não se aplicava a ele em 2000, porque a constituição de 1993 foi escrita depois que anulou a Constituição anterior, momento em que já estava no poder. Os órgãos eleitorais, a Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE) e o Júri Nacional de Eleições (JNE), possuíam uma equipe formada na época com fujimoristas que era considerada por muitos como corrupta. Estes corpos aceitaram o argumento de Fujimori.

Viés estrutural Muitos observadores acreditam que estruturas governamentais foram criadas de uma maneira que deu a campanha de reeleição de Fujimori uma vantagem injusta. Por exemplo, o Departamento de Estado dos Estados Unidos observou que os generais do Exército Peruano seriam removidos de seus cargos se os protestos anti-Fujimori ocorressem em sua jurisdição, fornecendo ao exército um incentivo para reprimir os manifestantes anti-governamentais. Um telegrama da embaixada estadunidense para o Peru observou que "gigantescos slogans pró-Fujimori apareceram nas encostas dos morros dentro de algumas reservas e bases militares. Principalmente à noite, mas às vezes em plena luz do dia, tropas foram vistas de Tacna a Tumbes pintando slogans pró-Fujimori e ocultando os slogans dos candidatos da oposição. Veículos militares foram disponibilizados para os candidatos governistas para transportar suprimentos e pessoas sem nenhum custo" e que "projetos de obras públicas rotineiras" foram denunciados "por maximizar o impacto eleitoral". 2000 Lima 2169. "The State of the Military on the Eve of Elections." April 7, 2000. Available online. Hosted by the National Security Archive.

Fraude eleitoral As eleições também foram marcadas com acusações de verdadeiras fraudes. Durante a campanha, El Comercio quebrou a história de uma "fábrica de firmas" (fábrica de assinaturas), no qual muitas pessoas trabalharam assinando um pedido de registro de um partido político pró-Fujimori. Várias das pessoas envolvidas admitiram o seu papel neste esquema. Talvez o mais contundente, eles haviam copiado as assinaturas de eleitores das listas de registro de eleitores oficiais da ONPE, que foram fornecidas a eles. Conaghan, Catherine M. (2005). Fujimori's Peru: Deception in the Public Sphere. Pittsburgh, PA: University of Pittsburgh Press, 180-181.

Pouco antes das eleições, várias pessoas, incluindo os funcionários do JNE, foram presos por seu papel no roubo de cédulas. Foram apanhados com as cédulas, muitas das quais estavam preenchidas. A pluralidade dessas cédulas foi preenchida com os votos a Fujimori e seus aliados eleitorais. Conaghan, Catherine M. (2005). Fujimori's Peru: Deception in the Public Sphere. Pittsburgh, PA: University of Pittsburgh Press, 96.

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