thumb|Iluminura da Épica dos Reis de Ferdusi mostrando embaixadores da Índia jogando partida de chatrangue com Burzemir, vizir do xá
Burzemir (Burzmihr), Dademir (Dadmihr), Dadeburzemir (Dadburzmihr) ou Bozorguemir de Boquetagã (; ) foi um nobre sassânida da Casa de Carano, que serviu como ministro do xá , e depois como grão-vizir sob seu filho , e então como aspabedes sob .
De acordo com as fontes persas e árabes, ele foi um homem de "excepcional sabedoria e conselhos sábios" e depois tornou-se uma caracterização da expressão. Seu nome aparece em vários trabalhos importantes na literatura persa, mais notavelmente no Épica dos Reis. O historiador Arthur Christensen sugere que Burzemir pode ser identificado com o médico Burzoe (Borzuya).
Biografia
Burzemir é mencionado pela primeira vez em 498, como um dos filhos do poderoso nobre Sucra. Após reclamar o trono sassânida de seu jovem irmão Zamasfes, ele nomeou Burzemir como seu ministro. Após a morte de Cavades, seu filho, Cosroes I, nomeou-o como seu grão-vizir. De acordo com Ferdusi, Burzemir, ainda jovem estudante, foi levado de Merve para Ctesifonte por Cosroes I para interpretar um sonho, e por acertar a resposta foi nomeado vizir. De acordo com o Épica dos Reis, quando sábios da Índia trouxeram o jogo de xadrez para testar a inteligência dos sábios da Pérsia, foi Burzemir que resolveu enigma e também inventou o jogo de gamão (narde), que desconcertou os sábios indianos.
Um dia, quando Cosroes I suspeitou que Burzemir pretendia fazê-lo engolir uma joia enquanto dormia, ele foi preso e cegado no cativeiro. Porém, quando o imperador bizantino deu aos sábios iranianos o problema de um caixão trancado (dorj), foi Burzemir que resolveu-o, assim ganhando o perdão do rei e renovando o favor dele. No reinado do filho de Cosroes, , Burzemir foi nomeado como aspabedes de Coração. De acordo com Ferdinand Justi, Burzemir pode ser identificado com o secretário Borzmer de Cosroes I, que foi mais tarde executado por ordens de Hormisda IV.
Uma das primeiras referências a Burzemir é encontrada no Aydāgār ī Wuzurgmihr, no qual é chamado um argapetes e eunuco chefe do quarteirão antioquiano de Ctesifonte. Entre outras fontes, menções posteriores são feitas no Épica dos Reis e em Ṯaʿālebī’s Ḡorar e Masʿūdī’s Morūj. De acordo com o historiador Arthur Christensen, Burzemir poderia possivelmente ser identificado com o médico Burzoe (Borzuya). Entretanto, estudos historiográficos da literatura persa pós-sassânida, bem como análise linguística têm mostrado o contrário. Porém, a palavra "Borzuya" pode às vezes ser considerada uma forma abreviada de Burzemir.
Trabalhos
Vários tratados persas médios tais como o Ayādgār ī Wuzurgmihr ī Bōxtagān e o Wizārišn ī čatrang ("tratado sobre xadrez), bem como as versão originais do Ketāb al-zabarj, o comentário sobre a Astrológica de Vécio Valente, Ketāb Mehrāzād Jošnas (Mehrāḏar Jošnas) e Ẓafar-nāma, um livro que foi traduzido do persa médio por Avicena, são atribuídos a Burzemir.
Bibliografia
Categoria:Nascidos no século V Categoria:Mortos no século VI Categoria:Partas do século V Categoria:Partas do século VI Categoria:Aspabedes do Oriente Categoria:Vizires do Império Sassânida Categoria:Eunucos do Império Sassânida Categoria:Oficiais de Cavades I Categoria:Oficiais de Cosroes I Categoria:Oficiais de Hormisda IV Categoria:Casa de Carano Categoria:Argapetes