The Interview () é um filme de comédia política estadunidense dirigida por Seth Rogen e Evan Goldberg em seu segundo trabalho como diretores, após This Is the End. O roteiro, escrito por Dan Sterling, é de uma história de Rogen, Goldberg e Sterling. O filme é estrelado por Rogen e James Franco. Eles interpretam o papel de jornalistas instruídos para assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un (interpretado por Randall Park), após conseguirem uma entrevista com ele. O filme recebeu críticas mistas dos críticos.
O filme recebeu atenção por seu retrato negativo de Kim Jong-un. Em junho de 2014, as ameaças de ações "implacáveis" contra os Estados Unidos foram feitas se o seu distribuidor, Columbia Pictures, fosse adiante com o lançamento do filme. A Columbia Pictures retardou o planejado lançamento de 10 de outubro de 2014 para 25 de dezembro, de modo a alterar digitalmente decorações militares que honram o líder do país. Em novembro de 2014, os sistemas de computadores de empresa-mãe da Columbia Pictures, Sony Pictures Entertainment, foram hackeados por um grupo que o FBI acredita possuir laços com a Coreia do Norte. Após vazamento de vários outros futuros filmes da Sony e outras informações sensíveis internas, o grupo exigiu que a Sony retirasse o filme, referindo-se ao filme como "o filme do terrorismo". A Sony também ameaçou processar o Twitter por difusão de dados roubados. Entre as informações roubadas, estão roteiros de filmes, documentos financeiros, contratos de trabalho, dados pessoais de empregados e comunicados internos.
Em 16 de dezembro de 2014, o grupo ameaçou realizar ataques terroristas contra os cinemas que apresentassem o filme, fazendo alusões aos ataques de 11 de setembro e, especificamente, fazendo referência ao filme pelo nome. Em resposta às ameaças, Rogen e Franco cancelaram uma série de aparições promocionais para o filme e a Sony retirou sua publicidade televisiva. Em 17 de dezembro de 2014, depois de uma série de grandes cadeias norte-americanas de cinema retirarem o filme, no interesse da segurança, a Sony cancelou o lançamento nos cinemas nos Estados Unidos e afirmou que "não tinha mais" planos de lançar o filme. No entanto, a Sony anunciou em 23 de dezembro de 2014 que A Entrevista iria estrear em um lançamento limitado nos cinemas selecionados em 25 de dezembro desse mesmo ano.
Sinopse O jornalista de celebridades Dave Skylark (Franco) e seu produtor Aaron Rapoport (Rogen) garantem uma entrevista com o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un (Park) e são instruídos pela CIA para assassiná-lo.
Elenco
James Franco como David "Dave" Skylark Seth Rogen como Aaron Rapoport Lizzy Caplan como Agente Lacey Randall Park como Kim Jong-un Diana Bang como Sook Timothy Simons como Malcolm Charles Rahi Chun como General Jong Rob Lowe como ele mesmo Nicki Minaj como ela mesma Anders Holm Guy Fieri como ele mesmo Eminem como ele mesmo
Produção Rogen e Goldberg desenvolveram a ideia para The Interview no final da década de 2000, fazendo piadas sobre o que aconteceria se um jornalista fosse obrigado a assassinar um líder mundial. Eles escolheram o líder da Coreia do Norte Kim Jong-il , mas colocaram o projeto em espera quando Jong-il morreu e seu filho Kim Jong-un assumiu o poder em 2011. Desenvolvimento foi retomado quando Rogen e Goldberg perceberam que Jong-un tinha aproximadamente a mesma faixa de idade, o que lhes pareceu mais engraçado. Para escrever a história, coescrito com escritor de Daily Show Dan Sterling, eles pesquisaram meticulosamente. Eles destinaram fazer um projeto mais relevante e satírico do que seus filmes anteriores, mantendo o humor escatológico. Rogen e Goldberg estavam satisfeitos quando o astro da NBA Dennis Rodman visitou a Coreia do Norte, reforçando sua crença de que a premissa de seu filme era realista. Randall Park foi o primeiro a fazer um teste para o papel de Jong-un e consegui o papel imediatamente. Para o papel, ele ganhou 15 quilos e raspou a cabeça para se assemelhar a de Jong-un. Rogen e Goldberg escreveram o personagem como "robótico e rigoroso", mas em vez disso Park fez um personagem "acanhado e tímido", que eles encontraram mais bem-humorado.
Em 21 de março de 2013, foi anunciado que Rogen e Goldberg iriam dirigir um filme de comédia para a Columbia Pictures na qual Rogen iria estrelar ao lado de James Franco. Em 1 de outubro de 2013, Lizzy Caplan se juntou ao elenco. Em 8 de outubro de 2013, Randall Park e Timothy Simons se juntaram para coestrelar o filme. Em novembro de 2014, na sequência de um ataque cibernético que roubou informações da empresa, foi relatado que Rogen e Franco teriam recebido $8.4 milhões e $6.5 milhões, respectivamente. Kevin Federline recebeu $5,000 para sua aparição no filme.
Filmagem principal começou em 10 de outubro de 2013, em Vancouver, e concluído em 20 de dezembro de 2013. Há centenas de efeitos visuais do filme; em uma cena de multidão no aeroporto de Pyongyang, muitos na multidão foram digitalmente manipuladas de uma cena de 22 Jump Street.
Controvérsia Reação norte-coreana Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, Kim Myong-chol, o porta-voz não oficial da Coreia do Norte, disse que o filme desagradou o governo do país e afirmou que o longa mostra um "desespero da sociedade americana", afirmando: "Há uma ironia especial nesta história, pois mostra o desespero do governo dos EUA e da sociedade americana. Um filme sobre o assassinato de um líder estrangeiro reflete o que os EUA têm feito no Afeganistão, Iraque, Síria e Ucrânia. E não nos esqueçamos que quem matou [o presidente John F.] Kennedy foram os americanos. Na verdade, o presidente [Barack] Obama deve ter cuidado no caso de os militares dos EUA queiram matá-lo também", disse Kim Myong-chol. O norte-coreano disse ainda que, mesmo desaprovando o conteúdo do filme, Kim Jong-Un provavelmente vai assisti-lo. Depois das declarações do porta-voz, o ator Seth Rogen comentou no Twitter: "Aparentemente, Kim Jong-Un planeja assistir a 'The Interview'. Espero que ele goste!!". Em 25 de junho de 2014, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), a agência de notícias estatal da Coreia do Norte, em um comunicado divulgado, um porta-voz da diplomacia norte-coreana chama os cineastas de "gângsteres" e pede a censura, afirmando que "A realização e divulgação de um filme que mostra um atentado contra nosso líder representa um ato de terrorismo e um ato de guerra absolutamente intolerável" e que se o governo americano não proibisse o longa-metragem, a Coreia do Norte se veria forçada a adotar medidas "impiedosas de represália". Ainda, a agência de Pyongyang também afirmou por meio do artigo que "há um grande número de apoiadores e simpatizantes" a Coreia do Norte "em todo o mundo". Eles poderiam ser os autores do ataque. No artigo, a Sony Pictures é acusada de "cumplicidade em um ato terrorista". O jornal britânico The Guardian escreveu que a premissa do filme "tocou um nervo no interior do regime, que tem uma visão sombria do tratamento satírico de seus líderes e é notoriamente paranóica sobre supostas ameaças à sua segurança"
Em 11 de julho de 2014, o embaixador da Coreia do Norte nas Nações Unidas Ja Song-nam condenou a produção, dizendo que "Permitir a produção e distribuição de um filme como este sobre o assassinato de um chefe titular de um Estado soberano deve ser considerado como a propaganda mais indisfarçável de terrorismo, bem como um ato de guerra. As autoridades dos EUA devem tomar ações imediatas e adequadas para proibir a produção e distribuição do filme, acima citado; caso contrário, ele será totalmente responsável por incentivar e patrocinar o terrorismo". The Guardian comentou que seus comentários foram "toda publicidade perfeita para o filme". Em 17 de julho de 2014, a KCNA escreveu ao presidente dos EUA, Barack Obama, pedindo para que filme fosse retirado.
Em agosto de 2014, pouco depois do lançamento de The Interview ser adiada para 25 de dezembro de 2014, foi relatado que a Sony tinha feito alterações pós-produção para o filme em uma tentativa de reduzir a sua sensibilidade à Coreia do Norte. Estas alterações incluíram a Sony alterar decorações militares que honram o líder do país, porque mostrá-las no filme seria considerado blasfémia pelo ditador – que tem controle sobre armas nucleares, e planos para cortar uma parte da cena da morte de Kim Jong-un. A cena do filme que mostra a morte da versão fictícia do ditador Kim Jong-un vazou na internet. No trecho, o rosto do líder norte-coreano pega fogo após o helicóptero em que ele estava ser atingido por um míssil.
Ataques de hackers na Sony
direita|thumb|Um grupo de hackers comprometeram o sistema de computadores da Sony Pictures Entertainment no final de 2014, em retaliação pelo conteúdo do filme. Em 24 de novembro, a Sony foi vítima de um ciberataque atribuído ao grupo "Guardians of Peace" (Guardiões da Paz, em tradução). No passar das últimas semanas, os hackers divulgaram e-mails entre diretores dos estúdios, senhas e até roteiros de filmes, como o novo de James Bond. Em 16 de dezembro, o grupo ameaçou atacar as salas de cinema que exibissem The Interview. A ameaça, que foi divulgada em sites de compartilhamento de arquivos, faz menção ao atentado de 11 de setembro e afirma ainda que "o mundo será tomado pelo medo". Os hackers, que se dizem responsáveis por invadir os sistemas da Sony Corp no mês de novembro de 2014, alertaram na terça-feira, 16 de dezembro, para que as pessoas ficassem longe dos cinemas que exibissem o filme estrelado por James Franco e Seth Rogen, e obscuramente relembraram os cinéfilos sobre os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos: "Recomendamos que vocês se mantenham distantes desses lugares nesse período", escreveram os hackers, "Se sua casa for próxima, é melhor você sair". As autoridades americanas alegaram que os hackers têm laços com a Coreia do Norte, apesar de não ter explicado como eles chegaram a essa conclusão.U.S. Said to Find North Korea Ordered Cyberattack on Sony Em 19 de dezembro, O governo dos Estados Unidos que sua investigação aponta a Coreia do Norte como responsável pelo ataque hacker ao sistema da Sony Pictures. O anúncio foi feito pelo FBI, que identificou similaridades em ataques cibernéticos realizados anteriormente por norte-coreanos e o que atingiu os sistemas do estúdio de Hollywood. Um oficial dos EUA disse, segundo a agência de notícias Reuters, que a Coreia do Norte fez ataque hacker à Sony com ajuda chinesa. O funcionário, que não quis se identificar, disse que a descoberta será anunciada mais tarde pelas autoridades federais. O ataque norte-coreano, segundo a fonte, teria ajuda de profissionais ou servidores chineses.
Os hackers vazou vários registros, incluindo e-mails internos, acessando informações confidenciais, incluindo conversas de diretores da empresa com atores, registros de empregados e vários futuros filmes da Sony Pictures, incluindo Annie, Mr. Turner, Still Alice e Day One. O governo norte-coreano negou envolvimento no ataque. Em 8 de dezembro, mais materiais foram divulgados, incluindo uma mensagem chamando a produção de "o filme do terrorismo", amplamente interpretada como referindo-se a The Interview.
Ameaça de hackers Em 16 de dezembro de 2014, os hackers emitiram um alerta aos espectadores, ameaçando atacar a estreia em Nova Iorque de The Interview e de qualquer outro cinema, mostrando-o em seu lançamento, afirmando:
Lançamento, cancelamento e relançamento