Diogenes Luis Basegio (Passo Fundo, ) é um médico e político brasileiro, conhecido como Dr. Basegio.Empossados os novos deputados estaduais e instalada a 54ª Legislatura. Página da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul

É filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Nas eleições de 2014, em 5 de outubro, foi eleito deputado estadual à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na 54ª legislatura (2015 - 2019).Dr Basegio 12456 Assumiu o cargo em 1 de fevereiro de 2015, e renunciou ao cargo em 20 de novembro de 2015.

Acusações

De acordo com reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, exibida em 7 de junho de 2015,http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/06/deputados-estaduais-usam-colecao-de-fraudes-para-desviar-dinheiro-publico.html o parlamentar era suspeito de extorquir parte dos salários de seus assessores e alterar quilometragem no odômetro de carros para aumentar indenizações veiculares, além de contratar assessores fantasmas.

O delator do caso, ex-chefe de gabinete de Dr. Basegio, Neuromar Gatto, afirmou que o próprio deputado controlava quanto cada um de seus assessores deveria repassar e exibiu um vídeo do momento em que o deputado recebia o dinheiro. Segundo Gatto, Basegio arrecadava de R$ 28 mil a R$ 30 mil por mês com o esquema. O Ministério Público (MP) calculou os desvios entre R$ 1,4 milhão e R$ 2,4 milhões entre 2011 e 2014, considerando uma arrecadação mensal variando entre R$ 30 mil e R$ 50 mil por mês. O MP solicitou o confisco de bens de Basegio e dos outros envolvidos para tentar recuperar o valor desviado.

Gatto afirmou, ainda, que um dos assessores fantasmas, Álvaro Ambros, além de devolver parte do salário, cuidava de um albergue localizado em Passo Fundo, aberto em nome de uma ONG laranja e que hospedava familiares de doentes em troca de votos. Localizado em Passo Fundo, o uso do local levou a Polícia Federal, após pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), a abrir um inquérito para investigar um possível crime eleitoral de abuso de poder econômico, captação ilícita de recursos e corrupção eleitoral.

Além de Basegio, considerado o chefe do grupo, foram investigados Álvaro Luís Ambrós, Stela Maris Severgnini de Queiroz e o delator, Neuromar Gatto. Duas funcionárias fantasmas, Janaína Ribeiro Silveira e Hedi Nelci Klein Vieira, foram denunciadas por peculato.

Nas redes sociais, Dr. Basegio negou as acusações do delator e afirma estar sendo vítima de "ataques e provas forjadas".https://www.facebook.com/deputadobasegio?fref=ts Em coletiva de imprensa em junho de 2015, o deputado também se disse inocente e acusou Gatto de desvios e de chantageá-lo para receber R$ 1 milhão.

Basegio renunciou ao cargo em 20 de novembro de 2015, durante um programa ao vivo da Rádio Guaíba, uma semana antes da data em que ocorreria o julgamento sobre a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar, afirmando que se dedicaria à medicina. Com sua saída, a também pedetista Juliana Brizola assumiu uma cadeira titular na Assembleia, após atuar como suplente. Com isso, como suplente, assumiu Vinicius Ribeiro, também do PDT.

A votação da cassação foi realizada no dia 24 daquele mês, com votação unânime pela perda do mandato. Com isso, Basegio ficou inelegível por 11 anos.

Basegio fez, em 2018, delação premiada, admitindo as acusações. Foi condenado a cumprir serviços comunitários e a devolver R$ 2,7 milhões aos cofres públicos, grande parte em conjunto com o assessor Álvaro. Também teve seus direitos políticos suspensos por três anos e ficou proibido de contratar com o poder público. Segundo Basegio, ao assumir o primeiro mandato, foi informado que os atos pelos quais foi acusado eram praxe na Assembleia e os adotou. Conforme o ex-deputado, ele autorizou as práticas e as delegou a Gatto, negando que fossem obrigatórios os repasses e que houvesse ameaça aos assessores.

Basegio ainda incluiu, em sua delação, denúncias contra cinco outros deputados, todos integrantes da Comissão de Ética que aprovou sua cassação: Gilberto Capoani (PMDB), Álvaro Boésio (PMDB), Juliano Roso (PCdoB), Ênio Bacci (PDT) e Regina Becker (REDE), que não era deputada na época dos crimes. Outra acusação foi feita contra o então prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que à época também era filiado ao PDT. Segundo a delação, a nora do ex-deputado, Samarina Stédile Basegio, e a prima dele, Adriana Ongaratto, seriam funcionárias fantasmas do gabinete de Fortunati, enquanto Basegio teria contratado Regina Becker, esposa do ex-prefeito, como assessora, formando um esquema de nepotismo cruzado. Por essa fraude, Basegio, sua prima e sua nora se comprometeram a devolver R$ 160 mil para o município.

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