Amalafrida, também referida como Amalafrig(i)da na fragmentada crônica de Anônimo Valesiano, foi uma nobre gótica dos séculos V e VI, ativa no Reino Ostrogótico e no Reino Vândalo.

Vida

thumb|upright=1.05|Denário de Trasamundo

Amalafrida era filha do rei ostrogótico Teodomiro com sua esposa Ereleuva e era irmã do futuro rei . Apesar de sua primeira citação pelo nome ser posterior, os historiadores suspeitam que Amalafrida seja a irmã de nome desconhecido de Teodorico que estava em companhia da imperatriz bizantina Ariadne nos últimos anos do . Ela teria sido enviada para Constantinopla pelo imperador Zenão (r. 474–475; 476–491) para evitar que seu irmão atacasse a capital imperial.

Sabe-se que por esta época Amalafrida era casada com um homem de nome desconhecido com quem teve o futuro rei Teodato e sua irmã Amalaberga. Com a morte de seu marido em 500, Teodorico arranjou uma aliança mediante matrimônio com o rei vândalo Trasamundo . Ela dirigiu-se para a capital vândala Cartago com um grande dote, bem como alegadas nobres e tropas góticas. Com a morte de Trasamundo em 523, o sucessor dele Hilderico emitiu ordens para o retorno de todos os bispos católicos do exílio, inclusive Bonifácio, um declarado ortodoxo da igreja cristã africana.

Em resposta, Amalafrida chefiou um partido de revolta. Convocou os mouros e dirigiu-se para Bizácio. Um confronto armado ocorreu próximo a Capsa, cerca de 480 km ao sul da capital, na borda do deserto da Líbia. A rainha foi capturada, seu partido foi derrotado e suas tropas góticas foram destruídas. Ela morreria em cativeiro, embora a data seja desconhecida. Sabe-se, no entanto, que por 527, já havia morrido.

Bibliografia

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