A Reforma Ortográfica de 1907, elaborada neste mesmo ano, foi uma iniciativa de reforma ortográfica da língua portuguesa encetada pela Academia Brasileira de Letras, tendo à frente a figura de Medeiros e Albuquerque, de modo a abolir a "ortografia etimológica" que então vigorava.

Amplamente discutida e mais coerente que os seus antecessores, foi um marco na história da ortografia brasileira.

Proposições

Supressão de h, com exceção de palavras compostas de outras com h inicial (deshonra, por exemplo); eliminação do h no meio de palavras, com exceção nos grupos de lh, nh e ch. Supressão absoluta de w. Supressão absoluta e substituição por c antes de a, o e u, e por qu antes de e e i de k. Supressão absoluta de y salvo em nomes indígenas. Substituição do ph por f; ch com som de k por qu antes de e e i e por c antes de a, o e u; substituição do x por cs, s, z ou ss, dependendo do som. Supressão de consoantes geminadas, salvo quando pronunciadas. Supressão de consoantes nulas. Substituição de g mediano por j, quando com o mesmo som; substituição por j de g no início de palavras sempre que tinha o som daquela. Substituição de ç por s nas palavras que o conservaram; preferência por s de grafias com s ou ç. Preferência por au, eu e iu em grafias entre esta e ao, eo e io. Substituição por z de s quando com aquele som. Uso de z no final de palavras agudas no lugar de s, com exceção dos pronomes nós e vós e de conjugações verbais (preferis, por exemplo). Escrita de sílabas átonas com am em vez de ão. Escrita de sílabas tônicas com ã e as átonas com an. Supressão do sinal de sinalefa em contrações como deste ou desta. Escrita de nomes estrangeiros com as ortografias nativas àquelas línguas. A proposta recebeu uma adição por João Ribeiro: nomes próprios obedeceriam à simplificação desde que tivessem forma portuguesa. Aproximação da ortografia à pronúncia da classe culta.

Bibliografia

1907 Categoria:1907 no Brasil