Laura Pigossi Herrmann de Andrade (São Paulo, 2 de agosto de 1994) é uma tenista brasileira, medalhista olímpica, que em Tóquio 2020, ao lado de Luisa Stefani, conquistou o bronze, garantindo a primeira medalha da história do tênis brasileiro em Jogos Olímpicos.

Pigossi ganhou dez títulos de simples e quarenta e dois títulos de duplas no circuito feminino da ITF em sua carreira, mais um título do circuito de challengers da WTA e uma final de simples do WTA Tour. No ranking WTA, suas melhores posições são 101ª em duplas, em 2025, e 100ª em simples, em 2022. Também já jogou em quatro edições da Fed Cup, com quatro vitórias e quatro derrotas.

Nos Jogos Sul-Americanos de 2014, foi bronze nas duplas, com Paula Cristina Gonçalves, e nos Jogos Pan-americanos de 2023 conquistou dois ouros, em simples e nas duplas, com Luisa Stefani. Considerando sua conquista nos Jogos Olímpicos de 2020, é a única tenista a ser medalhista nas três competições.

Vice no WTA 250 de Bogotá, na Colômbia, em abril de 2022, Laura foi a sétima brasileira na história a jogar uma final nível WTA em simples, depois de Maria Esther Bueno, Patrícia Medrado, Niege Dias, Cláudia Monteiro, Teliana Pereira, e Bia Haddad Maia.

Em simples, no dia 29 de agosto de 2022, ela alcançou o 100º lugar no ranking mundial da WTA, a Associação de Tênis Feminino. A tenista é apenas a oitava brasileira na história a entrar no top 100 desde que o ranking feminino foi criado, em 1974.

Carreira Início juvenil thumb|200px|left|alt=Laura Pigossi durante o ITF São Paulo em 2014|

Laura Pigossi começou a jogar tênis aos 6 anos no Club Athletico Paulistano de São Paulo, querendo seguir seu pai e seu irmão no esporte. Em 2009, aos 14 anos, viajou para disputar o circuito juvenil, com participações nos torneios US Open, Wimbledon e Roland Garros. Nessa mesma temporada, Pigossi somou seus primeiros pontos em torneios profissionais. Aos 15 anos se mudou para Barcelona, onde o irmão tentou jogar e depois estudar.

Profissional 2013 Laura fez sua estreia pelo Time Brasil na Fed Cup e tem um histórico de vitórias - derrotas de 8–6 nessa competição até março de 2023.

2017 Junto a Nadia Podoroska da Argentina, Pigossi avançou até as quartas de final da chave de duplas do WTA de Rabat no Marrocos, quando foram superadas pela húngara Timea Babos e a tcheca Andrea Hlavackova, cabeças de chave número 1.https://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/12760/Pigossi-cai-nas-quartas-diante-das-favoritas-em-Rabat/

2019 Em outubro de 2019, em Lagos (Nigéria), Pigossi conquistou dois títulos consecutivos de duplas da ITF, seu 35º e 36º, para entrar no top 150 do ranking mundial.

2021: Terceiro jogo mais longo da história e primeira medalha olímpica do tênis brasileiro No mês de abril, Pigossi disputou o ITF W25 de Córdoba e caindo com parciais de 7/5, 3/6 e 7/5 diante da russa Amina Anshba pela estreia do torneio, protagonizou um confronto de 4h53 de duração, o terceiro mais longo da história do circuito feminino de tênis profissional.

Em Tóquio 2020, ao lado de Luisa Stefani, conquistou o bronze, garantindo a primeira medalha da história do tênis brasileiro em Jogos Olímpicos.

thumb|200px|left|Pigossi e Luisa Stefani nos Jogos Olímpicos de Tóquio, 2020 A campanha da medalha, apenas a segunda semifinal olímpica do tênis brasileiro depois de Fernando Meligeni, que obteve a 4ª colocação em 1996, foi surpreendente, em especial pela vaga ter vindo apenas uma semana antes dos Jogos, e por Pigossi e Stefani não terem nenhum costume de jogarem juntas em torneios, com a última ocasião sendo uma derrota na Copa Billie Jean King em fevereiro de 2020. Na teoria, todas as duplas adversárias seriam superiores: na primeira rodada elas derrotaram as canadenses, que eram cabeças-de-chave n.7 do torneio; nas oitavas, a dupla tcheca contava com Karolína Plíšková, que foi n.1 do mundo em simples e n.11 em duplas, e a eventual medalhista de prata nos simples Markéta Vondroušová, e o jogo teve Pigossi e Stefani impedindo quatro match points das adversárias; na quartas derrotaram as americanas, cabeças-de-chave n.4 do torneio, que contavam com Bethanie Mattek-Sands, campeã das duplas mistas de 2016, ex-n.1 do mundo em duplas e campeã de 5 Grand Slams de duplas; na disputa do bronze, derrotaram a dupla russa que havia sido finalista em Wimbledon no mesmo mês, e contava com Elena Vesnina, a campeã olímpica de duplas de 2016, ex-n.1 do mundo em duplas, e campeã de 3 Grand Slams de duplas. O jogo também contou com quatro match points negados, com o set decisivo chegando a estar 9-5 para as russas.

thumb|right|240px|Laura e Luisa no pódio dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 O primeiro título de Pigossi depois da Olimpíada foi o Aberto de Medellín em setembro, onde conquistou o torneio de duplas ao lado da colombiana María Herazo González. Também chegou na final de simples, mas foi derrotada por Emiliana Arango. Em outubro, ganhou as duplas do ITF W25 de Lima, ao lado da tenista argentina María Carlé, e levou seu terceiro título de simples em 2021 no W25 em Guaiaquil, vencendo na final a tenista alemã Katharina Gerlach.

Em novembro de 2021, Pigossi conquistou seu 41º título de duplas na carreira e o 3º na temporada. Jogando ao lado da tenista tcheca Anna Siskovaj pelo torneio ITF W25 de Aparecida de Goiânia, Laura venceu na final a holandesa Merel Hoedt e a alemã Luisa Meyer por 6/2 e 7/6 (7-5). No mesmo mês, Pigossi foi vencedora do Prêmio Brasil Olímpico 2021 na modalidade tênis junto de Stefani, e teve de cancelar sua participação no torneio ITF W60 Brasília, após sentir dores nas costas (mais tarde diagnosticado como um edema ósseo na vértebra) e decidir preservar sua saúde física, assim antecipando as férias e também visando a temporada de 2022. Com isso Laura terminou a temporada de 2021 na posição 191 do ranking mundial, a melhor da carreira até então, que garantia a ela vaga no qualificatório do Australian Open. Em 1º de dezembro Laura recebeu o título de cidadã de Osasco em cerimônia proposta pela vereadora Elsa Oliveira e aprovada pelos colegas parlamentares sendo realizada na câmara municipal osasquense.https://webdiario.com.br/laura-pigossi-recebe-titulo-de-cidada-osasquense-nesta-quarta/

Pigossi terminou 2021 como uma das personalidades brasileiras com menos de 30 anos de idade mais promissoras segundo eleição da revista Forbes.

2022: Top 100 em simples e primeiro Grand Slam em uma chave principal No início de janeiro de 2022, o primeiro torneio depois de cinco semanas recuperando da lesão de Pigossi foi o de Traralgon, onde perdeu já na estreia para a tenista russa Marina Melnikova. No dia 9 de janeiro, Pigossi estreou no qualificatório do Australian Open 2022 contra a tenista sérvia Nina Stojanovic, 116ª colocada do ranking da WTA. Laura acabou perdendo em uma hora pelo resultado de 6/1 e 6/2. Em fevereiro participou de seu primeiro WTA 250 em Guadalajara,Laura Pigossi entra no quali do WTA de Guadalajara, no México, Lance! perdendo na primeira rodada do qualificatório para a australiana Storm Sanders.

thumb|200px|esquerda|Pigossi na quali de Roland Garros, 2022 A organização a convidou para também jogar as duplas ao lado da tenista local Renata Zarazúa, onde perdeu um jogo apertado na primeira rodada. No outro WTA 250 do México, em Monterrey, caiu no qualificatório para a italiana Lucia Bronzetti.https://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/94085/Pigossi-cai-em-tres-sets-no-quali-de-Monterrey/

No WTA 250 de Bogotá, a Copa Colsanitas, depois de passar pelo qualificatório da competição, Pigossi venceu a tenista francesa Harmony Tan, na época a 90ª do ranking e 5ª favorita do torneio, por 6/4 e 6/3, assim conquistando sua primeira vitória da carreira em uma chave principal de um torneio WTA e em uma partida contra uma tenista no top 100 do ranking de simples da WTA. Em seguida venceu a tenista número 120 do ranking WTA, a georgiana Ekaterine Gorgodze, a tenista ucraniana Dayana Yastremska, número 102 do ranking,https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/lancepress/2022/04/08/pigossi-salva-3-match-points-derruba-yastremska-e-vai-a-semi-no-wta-de-bogota.amp.htm https://bolamarela.pt/pigossi-bate-ex-top-25-wta-rumo-a-primeira-meia-final-da-carreira-em-bogota/amphttps://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/95155/Pigossi-vence-5-seguida-e-faz-semi-inedita-na-WTA/ e a colombiana Camila Osorio, número 33 do ranking WTA e cabeça 1 do torneio, em uma partida com 2 horas e 11 minutos de duração e o placar de 7/5 e 7/6(2), garantindo a classificação para a primeira final da carreira em um torneio WTA e conquistando a primeira vitória contra uma tenista top 40 do ranking.https://www.olimpiadatododia.com.br/tenis/431010-laura-pigossi-derrota-colombiana-e-vai-a-final-em-bogota/amp/https://ge.globo.com/google/amp/tenis/noticia/2022/04/09/bronze-em-toquio-laura-pigossi-esta-na-final-do-wta-de-bogota.ghtmlhttps://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/95191/Pigossi-elimina-principal-favorita-e-joga-final-inedita/ Na final, Laura encarou a alemã Tatjana Malek e em 2 horas e 30 minutos de jogo, foi superada pelo placar de 6/3, 4/6 e 6/2 ficando com o vice-campeonato da Copa Colsanitas, fazendo assim a melhor campanha em um torneio WTA em toda sua carreira até então.https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2022/04/10/laura-pigossi-fica-com-o-vice-no-wta-bogota.amp.htm O resultado impulsionou Laura para o 126° lugar no ranking de simples da WTA, seu melhor posicionamento.

Em seguida, Laura foi para sua quarta Billie Jean King Cup, dessa vez realizada em Salinas no Equador. Integrando o time Brasil e jogando contra a Guatemala, Pigossi disputou uma partida de duplas junto a Beatriz Haddad Maia na qual sairam vitoriosas por 6/3 e 6/1 contra as tenistas Kirsten-Andrea Weedon e Maria Gabriela Corada, assim garantido 3 X 0 no geral pela estreia da equipe brasileira. https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2022/04/13/brasileiras-sobram-contra-guatemala-em-estreia-na-billie-jean-king-cup.htm No segundo dia, enfrentou a tenista argentina Solana Sierra, número 648 do ranking, e em uma partida disputadíssima com duração de 3 horas e 9 minutos e placar de 7/6(1), 4/6 e 7/6(12), tendo perdido cinco match points, acabou sendo derrotada, na única partida perdida pelo Brasil no dia. https://esportesmais.com.br/laura-pigossi-luta-por-3h-mas-perde-de-solana-sierra-na-bjk-cup/https://tenisnews.com.br/112102/pigossi-perde-batalha-de-3h07-e-brasil-fica-atras-da-argentina-na-bjk-cuphttps://bolamarela.pt/brasil-derrota-argentina-em-duelo-dramatico-na-billie-jean-king-cup/amp No terceiro dia da competição, venceu a tenista colombiana Maria Herazo, número 450 do ranking WTA, depois de 1 hora e 9 minutos, ajudando o Brasil a se classificar para a final do zonal americano contra o Chile. Em tal decisão, Laura enfrentou a tenista chilena Bárbara Gática, número 242 do ranking, por 1 hora e 27 minutos e venceu o confronto pelo placar de 6/4 e 6/2, assim ajudando o Time Brasil a conquistar uma vaga para os playoffs qualificatórios.