O Altar de Marte (), na Roma Antiga, foi o mais antigo altar e um dos mais importantes monumentos religiosos dedicados ao deus romano Marte na cidade de Roma. Sabe-se que localizava-se no Campo de Marte, tendo talvez emprestado seu nome ao campo, porém é incerto onde precisamente situava-se. Alguns estudiosos sugerem que estava na seção norte do Campo de Marte, nas imediações do Panteão. Para Christian Hülsen estaria próximo a moderna Praça de Jesus, enquanto para Lawrence Richardson Jr., no interior da Vila Pública.

Outra hipótese, apresentada por Filippo Coarelli, baseia-se numa série de muros descobertos sob a Via do Plebiscito em 1925. Segundo ele, estes muros, oriundos duma reconstrução sob o imperador Adriano , pertenceriam a um períbolo, ca. 65 x 65 metros, dentro do qual o altar localizava-se sob uma massiva plataforma elevada. As escavações também descobriram traços duma estrutura mais antiga.

A dedicação do Altar de Marte remonta ao período da expulsão dos Tarquínios por Lúcio Júnio Bruto, porém sua edificação é datada, segundo Festo, no reinado do rei Numa Pompílio . Durante a República Romana, esteve associado com as atividades dos censores. Tito Lívio menciona que os novos censores colocavam suas cadeiras curuis próximo a ele após sua eleição e que, com a conclusão do censo, um dos censores, aleatoriamente selecionado, realizava a purificação solene dos cidadãos reunidos mediante a Suovetaurília.

Em , foi construído por Marco Emílio Lépido e Lúcio Emílio Paulo Macedônico um pórtico que ligou a Porta Fontinal ao Altar de Marte. Durante o Império Romano, segundo Richardson, após o incêndio ocorrido no reinado do imperador Tito , o Altar de Marte teria sido reconstruído e poderia ser identificado no edifício quadrangular exposto no Plano de Mármore.

Localização

Bibliografia

Categoria:Altares Categoria:Templos no Campo de Marte