miniaturadaimagem|266x266px|"O Sonho de José", pintura de Gaetano Gandolfi, c. 1790. De acordo com o livro de Gênesis, Deus concedeu a José a previsão através de sonhos proféticos e a capacidade de interpretar os sonhos dos outros. Na parapsicologia, a precognição é a capacidade de conhecer os eventos futuros de forma extra-sensorial (não natural), ou é a capacidade de prever eventos que o sujeito afirma já ter sido determinada, sem causar mentalmente a ocorrência desses eventos. Assim como a telepatia e a clarividência, a precognição opera sem uso dos sentidos normais, uma forma de percepção extra-sensorial. Não é aceita pela comunidade científica, que a considera ser uma violação do princípio da causalidade, por não haver provas verossímeis de sua ocorrência, está normalmente associada a pseudociência.
Há uma longa tradição de evidências anedóticas (histórias populares) de previsão do futuro em sonhos e por meio de vários dispositivos, como a observação do voo dos pássaros ou o exame das entranhas de animais sacrificados. A precognição foi testada com indivíduos necessários para prever a ordem futura das cartas de um baralho prestes a ser embaralhado ou para prever resultados de lançamentos de dados, mas o suporte estatístico para ela tem sido geralmente menos convincente do que o de experiências em telepatia e clarividência. Não há evidências científicas aceitas de que a precognição seja um efeito real e é amplamente considerada pseudociência. A precognição viola o princípio da causalidade, de que um efeito não pode ocorrer antes de sua causa.
Durante boa parte da história, as pessoas acreditaram na veracidade da precognição e, mesmo diante da sólida falta de evidências científicas e consenso científico contrário a sua existências, muitas pessoas insistem que seja real, ainda é amplamente divulgado e discutida e continua sendo um tópico de pesquisa e discussão na comunidade parapsicológica. Os paradoxos e seu tratamento na ficção são semelhantes aos ocorridos nas viagens no tempo.Paradoxos são situações em que eventos ou conceitos aparentemente contraditórios ou impossíveis ocorrem. Eles podem ocorrer em diferentes contextos, incluindo na ficção e nas viagens no tempo, e há algumas semelhanças notáveis entre eles:
- Viagens no tempo na ficção frequentemente envolvem paradoxos: Muitas histórias de ficção que exploram viagens no tempo lidam com paradoxos temporais, como o paradoxo do avô e o paradoxo da causalidade. O paradoxo do avô, por exemplo, ocorre quando alguém viaja de volta no tempo e interfere de alguma forma para evitar o nascimento de seu próprio avô. Isso cria uma contradição, já que se o avô nunca nasceu, como a pessoa viajante no tempo existiria para realizar a viagem no tempo em primeiro lugar?
- Resolução de paradoxos na ficção: Autores de ficção muitas vezes precisam encontrar maneiras criativas de resolver esses paradoxos para manter a consistência interna de suas histórias. Isso pode envolver a introdução de conceitos como linhas do tempo alternativas, universos paralelos ou autoconsistência temporal. Essas soluções permitem que os eventos contraditórios coexistam de alguma forma, mesmo que não façam sentido dentro das regras do nosso universo real.
- Reflexão sobre questões filosóficas e éticas: Tanto os paradoxos quanto as viagens no tempo na ficção podem ser usados para explorar questões profundas e filosóficas sobre o tempo, destino, livre arbítrio e ética. Eles nos fazem pensar sobre as implicações de nossas ações e decisões, bem como sobre a natureza do tempo e da realidade.
- Desafios narrativos e criativos: A exploração de paradoxos e viagens no tempo na ficção oferece aos escritores a oportunidade de criar narrativas complexas e intrigantes. Eles podem brincar com as expectativas dos leitores, criar reviravoltas surpreendentes e desafiar as noções convencionais de causa e efeito.
Portanto, embora paradoxos e viagens no tempo sejam conceitos distintos, eles muitas vezes se entrelaçam na ficção, proporcionando um terreno fértil para a exploração criativa e para a discussão de questões profundas. Ambos os elementos podem enriquecer uma história, desafiando a compreensão do leitor e levando a reflexões sobre a natureza da realidade e do tempo.
Fenômenos A precognição é por vezes tratada como um exemplo do fenômeno mais amplo da capacidade de previsão, para compreender por qualquer meio o que é provável que aconteça no futuro. É diferente da premonição, que é uma sensação mais vaga de algum desastre iminente. Atividades relacionadas, como profecia preditiva e leitura da sorte, foram praticadas ao longo da história.
Os sonhos precognitivos são as ocorrências de precognição mais amplamente relatadas. Normalmente, um sonho ou visão só pode ser identificado como precognitivo após o suposto evento ter ocorrido. Quando tal evento ocorre após um sonho, diz-se que "o senho foi quebrado".
Para além de especulações metafísicas, há a capacidade humana inata de prever situações ou cenários a partir do pensamento racional é uma habilidade fundamental que decorre da nossa capacidade de raciocinar e de utilizar o conhecimento e a lógica para antecipar eventos futuros. Esse processo envolve vários elementos, como a análise de informações passadas, pois, para fazer previsões, os seres humanos geralmente começam analisando informações passadas. Isso pode incluir experiências pessoais, observações do mundo ao nosso redor, dados históricos e informações disponíveis.
Uma das habilidades cognitivas essenciais para a previsão é a capacidade de identificar padrões. Os seres humanos são naturalmente bons em encontrar repetições e correlações em dados e eventos. Ao reconhecer esses padrões, podemos fazer inferências sobre o que provavelmente acontecerá no futuro com base no que aconteceu no passado. O pensamento racional envolve a aplicação de princípios lógicos e racionais para chegar a conclusões. Isso significa que avaliamos as evidências disponíveis, aplicamos regras lógicas, eliminamos opções improváveis e chegamos a conclusões que são consistentes com as informações e a lógica.
Com base na análise de informações passadas, identificação de padrões e aplicação da lógica, os seres humanos podem projetar diferentes cenários futuros. Isso envolve imaginar uma variedade de resultados possíveis com base nas informações disponíveis. As previsões muitas vezes incluem uma avaliação dos riscos e incertezas associados a cada cenário projetado. Reconhecemos que o futuro é incerto e que nossas previsões podem não ser completamente precisas. Com base nas previsões e na avaliação de riscos, os seres humanos tomam decisões. Essas decisões podem ser destinadas a se preparar para eventos futuros, a evitar ou mitigar riscos, ou a aproveitar oportunidades.
À medida que o tempo passa e novas informações se tornam disponíveis, os seres humanos revisam e ajustam suas previsões. A capacidade de aprendizado contínuo é fundamental para aprimorar a precisão das previsões ao longo do tempo. É importante notar que a capacidade de previsão varia entre as pessoas e depende da qualidade das informações disponíveis, da experiência individual e do grau de sofisticação do raciocínio. Além disso, as previsões nunca são garantias absolutas, uma vez que o futuro é afetado por uma série de fatores imprevisíveis. No entanto, a habilidade de prever cenários futuros com base no pensamento racional é uma parte fundamental do funcionamento humano e tem sido crucial para a nossa sobrevivência e sucesso como espécie.
Experimentos A capacidade de precognição foi testada em vários indivíduos ditos sensitivos que se submeteram a testes controlados por laboratórios independentes. Um desses indivíduos foi o inglês Malcolm Bessent (1944-1997).
No primeiro estudo, os alvos das experiências consistindo de estímulos multissensoriais eram criados com base numa palavra chave selecionada aleatoriamente no livro de Calvin Springer Hall e Robert L. Van de Castle, The Content Analysis of Dreams, que possui um conteúdo de itens específicos e frequências de relatos de 500 sonhos masculinos. O alvo do episódio era gerado e apresentado a Bessent após o seu despertar pela manhã. Correspondências entre as transcrições dos sonhos para cada uma das oito noites e dos oito episódios alvo foram avaliadas numa base cega por três árbitros independentes que não tiveram outro contato no estudo. Pelo acaso, esperar-se-ia apenas uma avaliação correta da correspondência de pares pelos árbitros, mas a média das avaliações foi de cinco pares alvo-transcrição corretos, um resultado estatisticamente significante.
O segundo estudo de sonhos precognitivos também envolveu oito sessões de sonhos precognitivos. O procedimento diferia do primeiro nos seguintes aspectos:
Os alvos eram pré-definidos em episódios áudio-visuais envolvendo slides tematicamente relacionados e efeitos de som (por exemplo, slides de pássaros acompanhados do som do canto dos pássaros); Um complexo procedimento de aleatorização foi usado para selecionar um ponto de entrada numa tabela de números aleatórios para determinar o episódio alvo; O alvo que serviu como influência precognitiva nos sonhos de Bessent em noites numeradas ímpares também serviu como influência pré-sono nas noites subsequentes numeradas pares, permitindo a comparação de influências sensoriais pré-sono e precognitivas no conteúdo do sonho de Bessent; O alvo foi selecionado e apresentado para Bessent aproximadamente 24 horas depois de iniciada a sessão precognitiva.
O procedimento de avaliação foi similar ao utilizado no primeiro estudo. A média da avaliação dos árbitros para as noites precognitivas foi novamente superior ao acaso atingindo um resultado significante com cinco acertos. Interessantemente, os resultados das sessões pré-sono estavam no esperado pelo acaso.
Num terceiro experimento de precognição envolvendo um gerador de números aleatórios binário,HONORTON, C. (1971). Automated forced-choice precognition tests with a "sensitive". Journal of the American Society for Psychical Research, 65, 476-481. Resumo. Bessent tentou predizer qual das duas lâmpadas coloridas acenderia após ele apertar o botão associado com a sua escolha. O RNG automaticamente registrava o número de acertos em cada série de 16 provas num contador digital. Em 15.360 provas, Bessent obteve um índice de sucesso estatisticamente significante de 51.2%.