Julián Rios (Vigo, 1941) é um escritor espanhol classificado entre os mais vanguardistas de sua geração, de quem o romancista mexicano Carlos Fontes disse que se trata do «mais inventivo e criativo» dos escritores de sua nacionalidade.Interview with Julián Ríos, Context, University of Illinois.El CulturalLa era Ríos, Fondo de Cultura Económica, 2 de abril de 2008. Os seus dois primeiros livros foram elaborados a meias com o escritor mexicano Octavio Paz. A sua obra mais conhecida, de corte experimental, fortemente influída pela inventiva verbal de James Joyce, foi publicada em 1983 com o título de Larva.La vida sexual de las palabras según Julián Ríos, por Elsa Dehennin - Centro Virtual Cervantes Dennehin llama a Ríos "el Joyce español", p. 67

Mais desconhecido, ainda que não menos importante, é seu trabalho editorial, que desenvolveu sobretudo nos anos 70, na Editorial Fundamentos de Madrid, onde criou a colecção Torque, com que publicou Thomas Pynchon, John Barth, Severo Sarduy e muitas outras figuras da literatura hispanoamericana e internacional. Durante uns poucos números existiu também a publicação periódica Torque/Revista.

Elsa Dennehin, da Universidade Livre de Bruxelas, define o seu trabalho: «O texto-palimpsesto como mosaico de uma transtextualidade alegre, inesgotável, jogos de palavra e de talento de toda a índole, um polilinguismo babélico.» Por outra parte, a obra de Rios acha-se inscrita na "tradição da ruptura", expressão de Octavio Paz. «'A tradição da ruptura', que encabeça o ensaio Los hijos del limo (1974), define, segundo Paz, a modernidade poética, qualificada também de polémica e heterogénea: caracteriza-se por seu culto ao novo, ou seja, à mudança, e por sua 'paixão crítica' que implica 'uma sorte de autodestrução criadora'. Tal tradição que, segundo Roland Barthes, vai em procura de um 'texto impossível', começa com o gongorismo das Soledades, vai moldando-se a partir do romantismo através de uma longa sucessão de ismos e culmina no surrealismo, 'decisivo' tanto para Paz como para Rios.»La vida sexual de las palabras según Julián Ríos, por Elsa Dehennin - Centro Virtual Cervantes

O seu último romance tem o título de Puente de Alma (2009).

Julián Rios vive e trabalha habitualmente em França, nos subúrbios de Paris.

Bibliografia Puente de Alma. Galaxia Gutenberg/Círculo de Lectores, 2009 Quijote e hijos, Ed. Galaxia Gutenberg, 2008 Larva y otras noches de Babel. Antología. Ed. F.C.E., 2008 Cortejo de sombras, Galaxia Gutenberg, 2008 Nuevos sombreros para Alicia, Seix Barral, 2001 La vida sexual de las palabras, Ed. Seix Barral, 2000 Solo a dos voces, Ed. F.C.E., 1999 Monstruario, Seix Barral, 1999 Epifanías sin fin, Ed. Literatura y ciencia, 1995 Amores que atan o Belles letres, Siruela, 1995 Chapéus para Alice - no original Sombreros para Alicia, Muchnik Editores, 1993 Impresiones de Kitaj (La novela pintada), Mondadori, Madrid, 1989 Poundemonium, Ed. Llibres del Mall, 1985 Larva. Babel de una noche de San Juan, Ed. Llibres del Mall, 1983

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