A batalha de Satala foi travada entre as forças do Império Bizantino lideradas pelos generais Doroteu e Sitas e as forças do Império Sassânida lideradas por Mermeroes no verão de 530 próximo de Satala na Armênia bizantina. O exército persa aproximou-se da cidade e sitiou-a, quando foi atacado na retaguarda por uma pequena força bizantina.

Os persas voltaram-se para confrontá-los, mas foram então atacados pelo exército principal que estava no interior da cidade. O ataque intenso dos bizantino levou à perda da bandeira do general persa, o que causou pânico nos invasores, que retiraram-se.

Antecedentes

Na primavera de 530, o ataque persa na Mesopotâmia fracassou com a derrota na batalha de Dara. Ao mesmo tempo, contudo, ganharam terreno no Cáucaso, subjugando o Reino da Ibéria e invadindo Lázica. O xá sassânida, (r. 488–496; 499–531), decidido a tomar vantagem disso, enviou outro exército contra as províncias armênias do Império Bizantino. Para esta missão escolheu o general Mermeroes. Mermeroes começou a reunir suas forças próximo da fortaleza fronteiriça bizantina de Teodosiópolis (atual Erzurum). Segundo Procópio de Cesareia, seu exército era composto principalmente por soldados leves da Armênia e sunitas do norte do Cáucaso, bem como hunos sabires.

Os comandantes bizantinos eram Sitas, que havia recentemente sido promovido de mestre dos soldados da Armênia para mestre dos soldados na presença, e seu sucessor do posto anterior, Doroteu. Tão logo que souberam dos preparativos persas, enviaram dois de seus espiões para o campo deles. Um foi capturado, mas o outro retornou com informações que permitiram os bizantinos lançarem um ataque surpresa ao campo persa. O exército persa dispersou com algumas baixas, e após saquearam o acampamento deles, os bizantinos retornaram com sua base.

Batalha

Após Mermeroes terminar de reunir seu exército, contudo, ele invadiu o território bizantino. Ignorando Teodosiópolis, dirigiu-se para Satala e estabeleceu campo a alguma distância dos muros da cidade. As forças bizantinas, aproximadamente metade dos efetivos persas segundo Procópio, não lutou com ele. Sitas, com homens, ocupou as colinas em torno da cidade, enquanto o grosso do exército bizantino permaneceu dentro dos muros com Doroteu. No dia seguinte, os persas avançam e começam a cercar a cidade, preparando-se para sitiá-la. Nesse ponto, Sitas avança das colinas com seu destacamento.

Os persas, ao avistarem muita poeira sendo levantada e pensando tratar-se do principal exército bizantino, rapidamente reagrupam suas forças e encontram-os. Doroteu então liderou seus homens para atacar a retaguarda persa. Apesar de sua posição tática ruim, o exército persa resistiu efetivamente devido a seu número superior. Em algum momento, contudo, o comandante bizantino chamado Florêncio dirigiu-se para o centro do exército inimigo e pegou o estandarte de guerra Mermeroes, causando pânico entre as fileiras persas que começaram a retirar-se do campo.

Rescaldo

No dia seguinte, os persas partiram e retornaram à Armênia, não molestados pelos bizantinos, que estavam satisfeitos com sua vitória sobre um exército muito maior. Esta vitória foi um grande sucesso para o Império Bizantino, e foi seguida pela deserção de alguns chefes persas de origem armênia (os irmãos Arácio, Isaque e Narses), bem como pela captura e rendição de algumas fortalezas importantes como Bolo e Farângio. Negociações entre Pérsia e o Império Bizantino recomeçariam após a batalha, embora foram infrutíferas, levando ao reinício das hostilidades na primavera de 531, com a campanha que levou à desastrosa batalha de Calínico.

Bibliografia

Categoria:Batalhas envolvendo o Império Bizantino Categoria:Batalhas envolvendo o Império Sassânida Categoria:530 Categoria:Guerra Ibérica Categoria:Batalhas do século VI