O Prêmio Nacional de Literatura na modalidade de Narrativa é um prémio literário com uma longa trajectória que é entregue anualmente pelo Ministério de Cultura de Espanha.
Premeia a melhor obra na modalidade de narrativa escrita por um autor espanhol, em qualquer dos idiomas espanhóis, entre todas as obras deste género publicadas em Espanha no ano anterior, na sua primeira edição. Está dotado com 20.000 euros.
É um prémio de longa trajectória, já que tem os seus antecedentes na Ordem de criação do Ministério da Governação de 25 de janeiro de 1949.
A sua configuração actual data de 1977. Os seus mais de trinta anos de história permitiram-lhe assistir à renovação do romance espanhol.
Vencedores
1ª época do galardão: Prémio Nacional de Literatura 1924 – Huberto Pérez de la Ossa (1897-1983), por La Santa Duquesa 1925 – Não foi entregue 1926 – Wenceslao Fernández Flórez (1885-1964), por Las siete columnas 1927 – Concha Espina (1º) (1869-1955), por Altar mayor 1928 – Não foi entregue 1929 – Não foi entregue 1930 – Não foi entregue 1931 – Mauricio Bacarisse (1895-1931), por Los terribles amores de Agliberto y Celedonia 1932 – Alejandro Casona (1903-1965), por Flor de leyendas 1933 – Não foi entregue 1934 – Não foi entregue 1935 – Ramón J. Sender (1901-1982), por Míster Witt en el cantón 1936 – Ricardo Baroja (1917-1988), por La nao Capitana 1937 – Não foi entregue 1938 – Não foi entregue 1939 – Não foi entregue 1940 – Não foi entregue 1941 – Não foi entregue 1942 – Não foi entregue 1943 – Rafael García Serrano (1917-1988), por La fiel Infantería 1944 – Não foi entregue 1945 – Não foi entregue 1946 – Não foi entregue 1947 – Vicente Escrivá (1913-1999), por Jornadas de Miguel de Cervantes 1948 – Juan Antonio Zunzunegui (1º) (1900-1982), por La úlcera 1949 – Não foi entregue
2ª época do galardão: Prémio Nacional de Literatura "Miguel de Cervantes" de narrações 1950 – Concha Espina (2º) (1869-1955), por Un valle en el mar 1951 – Ramón Ledesma Miranda (1901-1963), por La casa de la Fama 1952 – José Antonio Giménez-Arnau (1912-1985), por De pantalón largo 1953 – José María Gironella (1917-2003), por Los cipreses creen en Dios 1954 – Tomás Salvador (1921-1984), por Cuerda de presos 1955 – Miguel Delibes (1º) (1920-2010), por Diario de un cazador 1956 – Carmen Laforet (1921-2004), por La mujer nueva 1957 – Alejandro Núñez Alonso (1905-1982), El lazo de púrpura 1958 – José Luis Castillo-Puche (1º) (1919-2004), por Hicieron partes 1959 – Ana María Matute (1925-2014), por Los hijos muertos (A obra também obteve o Premio de la Crítica) 1960 – Daniel Sueiro (1931-1986), por Los conspiradores (libro de relatos) 1961 – Manuel Halcón (1900-1989), por Monólogo de una mujer fría 1962 – Juan Antonio Zunzunegui (2º) (1900-1982), por El premio 1963 – Salvador García de Pruneda (1912-1996), por La encrucijada de Carabanchel 1964 – Declarado deserto 1965 – Ignacio Agustí (1913-1974), por 19 de julio (A obra também obteve o Prémio de la Crítica) 1966 – Tomás Borrás (1891-1976), por Historias de coral y de jade 1967 – Luis de Castresana (1925-1986), por El otro árbol de Guernica 1968 – Carlos Rojas (1928), por Auto de fe 1969 – Luis Berenguer (1923-1979), por Marea escorada 1970 – Ramón Solís Llorente (1923-1978), por La eliminatoria 1971 – Ángel Palomino (1919-2004), por Torremolinos Gran Hotel 1972 – Não foi entregue 1973 – José Luis Martín Abril (1918-1994), por El viento se acuesta al atardecer (libro de relatos) 1974 – Aquilino Duque (1931), por El mono azul 1975 – Não foi entregue 1976 – Não foi entregue
3ª época do galardão: Prémio Nacional de Narrativa 1977 – José Luis Acquaroni (1919-1983), por Copa de sombra 1978 – Carmen Martín Gaite (1925-2000), por El cuarto de atrás 1979 – Jesús Fernández Santos (1926-1988), por Extramuros 1980 – Alonso Zamora Vicente (1916-2006), por Mesa, sobremesa 1981 – Gonzalo Torrente Ballester (1910-1999), por La isla de los jacintos cortados 1982 – José Luis Castillo-Puche (2º) (1919-2004), por Conocerás el poso de la nada 1983 – Francisco Ayala (1906-2009), por Recuerdos y olvidos, 2. El exilio 1984 – Camilo José Cela (1916-2002), por Mazurca para dos muertos 1985 – Não foi entregue 1986 – Alfredo Conde (1945), por Xa vai o griffón no vento (El Griffón) (escrito em língua galega) 1987 – Luis Mateo Díez (1º) (1942), por La fuente de la edad (A obra também obteve o Prémio de la Crítica) 1988 – Antonio Muñoz Molina (1º) (1956), por El invierno en Lisboa (A obra também obteve o Premio de la Crítica) 1989 – Bernardo Atxaga (1951), por Obabakoak (escrito em euscara) 1990 – Luis Landero (1948), por Juegos de la edad tardía (A obra também obteve o Premio de la Crítica) 1991 – Manuel Vázquez Montalbán (1939-2003), por Galíndez 1992 – Antonio Muñoz Molina (2º) (1956), por El jinete polaco 1993 – Luis Goytisolo (1935), por Estatua con palomas 1994 – Gustavo Martín Garzo (1948), por El lenguaje de las fuentes 1995 – Carme Riera (1948), por Dins el darrer blau (En el último azul) (escrito em catalão) 1996 – Manuel Rivas (1957), por ¿Que me queres, amor? (¿Qué me quieres, amor?) (escrito em galego) 1997 – Álvaro Pombo (1939), por Donde las mujeres 1998 – Alfredo Bryce Echenique (Perú, 1939), por Reo de nocturnidad 1999 – Miguel Delibes (2º) (1920-2010), por El hereje 2000 – Luis Mateo Díez (2º) (1942), por La ruina del cielo (A obra também obteve o Premio de la Crítica) 2001 – Juan Marsé (1933), por Rabos de lagartija (A obra também recebeu Premio de la Crítica) 2002 – Unai Elorriaga (1973), por SPrako tranbia (Un tranvía en SP) (escrito em euscara) 2003 – Suso de Toro (1956), por Trece badaladas (Trece campanadas) (escrito em galego) 2004 – Juan Manuel de Prada (1970), por La vida invisible 2005 – Alberto Méndez (1941-2004), por Los girasoles ciegos (A obra também obteve o Premio de la Crítica) 2006 – Ramiro Pinilla (1923-2014), por Verdes valles, colinas rojas III. Las cenizas del hierro (A obra também obteve o Premio de la Crítica) 2007 – Vicente Molina Foix (1946), por El abrecartas 2008 – Juan José Millás (1946), por El mundo 2009 – Kirmen Uribe (1970), por Bilbao-New York-Bilbao (escrito em euscara)«Kirmen Uribe, Premio Nacional de Narrativa por 'Bilbao–New York–Bilbao'» — diario Público. 2010 – Javier Cercas (1962), por Anatomía de un instante 2011 – Marcos Giralt Torrente (1968), por Tiempo de vida 2012 – Javier Marías (1951), por Los enamoramientos (O autor recusou o prémio por não aceitar galardões de carácter institucional entregues pelo Estado espanhol)Marías: Si hubiera estado el PSOE en el poder habría hecho lo mismoJavier Marías rechaza el Nacional de Narrativa por ‘Los enamoramientos’, El País, 25/10/2012; acceso 25/10/2012 2013 – José María Merino (1941), por El río del Edén«José María Merino, premio Nacional de Narrativa», Público, 25 de noviembre de 2013. 2014 – Rafael Chirbes (1949-2015), por En la orilla (A obra também obteve o Prémio de la Crítica) 2015 – Ignacio Martínez de Pisón (1960), por La buena reputación «[http://cultura.elpais.com/cultura/2015/09/21/actualidad/1442834713_136993.html» , El País, 25 de noviembre de 2013. 2016 - Cristina Fernández Cubas (1945), por La habitación de Nonahttp://cultura.elpais.com/cultura/2016/11/16/actualidad/1479296215_002315.html 2017 - Fernando Aramburu (1959), por Patriahttps://elpais.com/cultura/2017/10/17/actualidad/1508235702_743644.html 2018 - Almudena Grandeshttps://elpais.com/cultura/2018/10/23/actualidad/1540290918_723626.html
Autores que obtiveram em duas ocasiões o Prémio Nacional de Narrativa Concha Espinha: 1927 e 1950 Juan Antonio Zunzunegui: 1948 e 1962 José Luis Castillo-Puche: 1958 e 1982 Antonio Muñoz Molina: 1988 e 1992 Miguel Delibes: 1955 e 1999 Luis Mateo Díez: 1987 e 2000 (único autor que obteve 2 vezes o Prêmio da Crítica)
Autores que obtiveram com a mesma obra o Prémio Nacional de Narrativa e o Prémio da Crítica de narrativa castelhana 1959: Ana María Matute, por Los hijos muertos 1966: Ignacio Agustí, por 19 de julio 1986: Luis Mateo Díez (1º), por La fuente de la edad 1987: Antonio Muñoz Molina por El invierno en Lisboa 1989: Luis Landero, por Juegos de la edad tardía 1999: Luis Mateo Díez (2º), por La ruina del cielo 2000: Juan Marsé, por Rabos de lagartija 2004: Alberto Méndez, por Los girasoles ciegos 2005: Ramiro Pinilla, por Verdes valles, colinas rojas III. Las cenizas del hierro 2013: Rafael Chirbes, por En la orilla
Ver também Premio Nacional de Literatura de España Prémio Nacional de Poesia (Espanha) Prémio Nacional de Ensaio (Espanha) Prémio Nacional de Literatura Dramática (Espanha) Prémio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil (Espanha)
Prêmio Miguel de Cervantes (reconhecimento do conjunto da obra literária de um escritor hispanoamericano). Prêmio Nacional das Letras Espanholas (reconhecimento do conjunto da obra literária de um escritor espanhol). Prémio da Crítica (galardões literários que concede a Associação Espanhola de Críticos Literários às melhores obras literárias).
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