Elmer Wayne Henley, Jr. (Houston, Texas, 9 de maio de 1956) é um assassino em série norte-americano condenado, encarcerado no sistema do Departamento de Justiça Criminal do Texas (TDCJ). Henley foi condenado em 1974 pelo seu papel numa série de homicídios em Houston, texas, entre 1970 e 1973 onde pelo menos 28 rapazes adolescentes foram raptados, torturados, violados e mortos por Dean Corll. Muitas das vítimas foram atraídas até à casa de Corll por Henley ou por outros cúmplice de Corll, David Brooks. Corll foi morto a tiro por Henley, na altura com 17 anos,Serial Killers p.111 em 8 de agosto de 1973.

Henley está a servir seis prisões perpétuas pelo seu envolvimento no que se tornou conhecido como Homicídios em Massa de Houston,Kurth, Austin (April, 2011). que na altura era caracterizado como sendo "o caso mais mortífero de homicídios em série na história da América".

Infância Henley nasceu em 9 de maio de 1956, em Houston, Texas, o mais velho de quatro filhos nascidos de Elmer Wayne Henley, Sr. e Mary Henley (nascida Weed). O seu pai era um alcoólico que batia na mulher e que também atacava fisicamente os seus filhos. A sua mãe apesar de tudo, era protectora com os seus filhos e esforçou-se para assegurar que os seus filhos recebiam uma boa educação e ficavam fora de problemas. O casal divorciou-se em 1970 quando Henley tinha 14 anos. A mãe de Henley ficou com a custódia dos quatro filhos.

Inicialmente, Henley foi um excelente estudante na escola; mas depois dos seus pais se divorciarem ele teve uma série de trabalhos em tempo parcial para ajudar a sua mãe com problemas financeiros, e as suas notas desceram drasticamente. Com 15 anos Henley desistiu da escola secundária.

Antes de ter deixado a escola, Henley tornou-se muito amigo de um jovem um ano mais velho chamado David Brooks. Os dois tornaram-se amigos e normalmente faziam gazeta juntos. Através da sua amizade com Brooks, Henley reparou que o seu amigo passava muito tempo na companhia de um homem mais velho com que ele próprio se tornou um amigo casual: Dean Corll. Inicialmente, Henley não reparava na origem da verdadeira amizade de Corll e Brooks. Mais tarde disse que pensava admirar Corll porque ele trabalhou muito, também suspeitava que Corll era homossexual, e concluiu que Brooks estava "ele próprio a ser maricas".[Texas Monthly, April 1976 edition p. 124]

Apesar disso, em 1971, Henley também começou a passar tempo na companhia de Corll. Corll informou Henley que estava envolvido em roubo organizado, e ele, Brooks e Henley roubaram várias casas, pelo qual Henley era pago em pequenas quantidades de dinheiro. Numa ocasião, num aparente teste de personalidade, Corll perguntou a Henley se ele poderia matar se lhe pedissem, ao qual Henley respondeu, "Sim".

No mesmo ano, Henley tornou-se atento num padrão de desaparecimentos na sua vizinhança: desde dezembro anterior um total de oito rapazes com idades entre 13 e 17 anos tinham desaparecido. Henley era amigo de dois dos jovens, David Hilligiest e Malley Winkle, que despareceram em 29 de maio de 1971 quando iam para a piscina local. Henley participou ativamente na busca dos jovens.

Apresentação a Dean Corll No inverno de 1971, quando tinha 15 anos, Wayne Henley foi novamente levado por David Brooks a conhecer Corll. Na sua confissão dada quase dois anos depois, Henley disse aos detectives que Brooks o atraiu à casa de Corll com a promessa dele participar "num negócio onde podia fazer algum dinheiro". Na casa de Corll (para onde foi levado possivelmente como uma vítima), foi dito ao jovem por Corll que pertencia a uma organização com base em Dallas que recrutava jovens rapazes para um anel de escravidão homossexual. Foi oferecida a mesma taxa a Henley que a Brooks ($200) por cada rapaz que ele trouxesse a Corll.Murder in mind ISSN 1364-5803, p18

Henley foi mais tarde informou a polícia que, por vários meses, ignorou completamente a oferta de Corll. Contudo, no início de 1972, decidiu que iria "encontrar um rapaz" para Corll uma vez que estava com dificuldades financeiras Henley v. . Na casa de Corll, Corll e Henley engendraram um estratagema no qual atraiam o jovem para a casa de Corll e Henley se algemava com as mãos atrás das costas, libertava-se, depois a vítima poria as algemas nela própria. O par depois conduziu à volta de Houston Heights e, na esquina da 11th e Studewood, Henley convenceu um jovem a entrar no GTX de Corll. A vítima foi atraída ao apartamento de Corll em Schuler Street com a promessa de fumar marijuana. Na casa de Corll, Henley ajudou a que o adolescente metesse as algemasUSA Today., e depois viu Corll atacar o jovem, atar os seus pés e amordaçá-lo. Henley depois saiu deixando o jovem sozinho com Corll, acreditando que ele ia ser vendido a um anel de escravatura homossexual. No dia seguinte, Corll pagou a Henley $200.

A identidade desta primeira vítima à qual Henley ajudou no rapto é desconhecida, apesar de ser possível ser Willard Karmon Branch de 17 anos, que desapareceu em fevereiro de 1972 e foi encontrado enterrado no abrigo de barcos de Corll.

Participação nas mortes Em 24 de março, Henley, na companhia de Corll e Brooks, convenceu um amigo de 18 anos chamado Frank Aguirre a acompanhá-lo até casa de Corll com a promessa de fumar marijuana com o trio. Na casa de Corll, Aguirre foi ocupado com marijuana , depois foi convencido a algemar-se a si mesmo, antes de Corll o arrastar para o seu quarto e amarrá-lo ao seu quadro de tortura antes de ser violado, torturado e estrangulado e ser enterrado em High Island Beach. Henley mais tarde disse que tentou convencer Corll a não o fazer, mas Corll recusou. Nesta altura, Corll informou-o que o jovem que ele tinha ajudado a raptar tinha sido morto e que Aguirre ia ter o mesmo fimTexas Crime News.. Mais tarde, Corll e Brooks informaram Henley que o seu amigo de infâncio, David Hilligiest, também tinha sido morto e enterrado no abrigo de barcos juntamente com o seu companheiro de natação Malley Winkle. Henley v.

Apesar das revelações à realidade do destino dos rapazes trazidos a Corll, Henley continuou a ajudar Corll e Brooks nos raptos e homicídios dos jovens, que eram atraídos a casa de Corll umas vezes sozinhos e outras vezes em pares. Menos de um mês depois, Henley e Brooks convenceram outros amigo dos dois, Mark Scott de 17 anos, a ir a uma festa na casa de Corll. Como tinha sido o caso de Frank Aguirre, Scott foi violado, torturado, estrangulado e enterrado na High Island Beach antes de outros dois jovens de Heights, Billy Baulch e Johnny Ray Delone, também mortos e enterrados em High Island em 21 de maio.

Corll mudou-se para uma morada nas Torres Westcott em junho de 1972 e em um mês, um jovem de 17 anos chamado Steven Sickman foi morto. Em 3 de outubro, Henley ajudou Corll num rapto e homicídio de dois rapazes de Heights chamados Wally Simoneaux e Rihard Hembree. David Brooks mais tarde disse que Hembree foi morto a tiro acidentalmente na boca por Henley que, segundo a confissão de Brooks "apenas entrou (no quarto onde os dois rapazes estavam amarrados) abanando uma .22 e acidentalmente disparou num dos rapazes no maxilar". Os dois rapazes foram mortos mais tarde no mesmo dia em que Hembree levou o tiro e mais tarde enterrado no abrigo de barcos. Um mês depois, Richard Kepner de 19 anos foi raptado enquanto ia a uma cabine telefónica ligar à noiva.

Pela altura em que Richard Kepner foi morto e enterrado em High Island, Henley ajudou no rapto e morte de pelo menos nove rapazes adolescentes. Em 1 de fevereiro de 1973, Corll raptou e matou um jovem de 17 anos chamado Joseph Lyles, aparentemente sem ajuda de Henley, que tinha-se mudado temporariamente para Mount Pleasant no início de 1973.

Na primavera de 1973, Henley tentou alistar-se na Marinha dos Estados Unidos, mas a sua inscrição foi rejeitada devido ao facto de ter deixado a escola e possuir uma educação limitada. Na entrevista de 2010, Henley disse: "Eu não podia sair de qualquer maneira. Se eu fosse, sabia que Dean ia atrás de um dos meus irmãos mais novos, de quem sempre gostou um pouco demais".

Apesar disso, entre junho e julho de 1973 ele, Brooks e Corll mataram mais de sete vítimas entre os 15 e os 20 anos, pelo menos seis em que Henley participou no rapto ou na morte. Em 4 de junho, um amigo de 15 anos de Henley chamado Billy Lawrence foi raptado e, depois de 3 dias de abusos e tortura na casa de Corll em Pasadena, foi estrangulado com uma ligadura e enterrado no Lago Sam Rayburn. Menos de duas semanas depois, um jovem de 20 anos que pedia boleia chamado Raymond Blackburn também foi estrangulado e enterrado no Lago Sam Rayburn antes do jovem de South Houston de 15 anos chamado Homer Garcia, morto a tiro e enterrado na mesma localização depois do seu rapto em 7 de julho. Dois jovens adicionais, John Sellars e Michael Baulch, foram mortos a 12 de julho e 19 de julho. Em 25 de julho Henley atraiu dois amigos chamados Charles Cobble e Marty Jones ao apartamento de Corll onde, dois dias depois, Cobble foi morto a tiro e Jones estrangulado antes dos jovens serem enterrados no abrigo de barcos de Corll.

Em 3 de agosto, Brooks e Corll - sem a ajuda de Henley - raptaram e mataram um rapaz de Pasadena de 13 anos chamado James Dreymala. O jovem ligou uma última vez à sua mãe dizendo que estava numa festa. Dreymala foi estrangulado e enterrado no abrigo de barcos de Corll.

Festa de 8 de Agosto Em 8 de agosto de 1973, Henley trouxe uma nova potencial vítima, Timothy Kerley de 19 anos, a casa de Corll na promessa de uma festa. Antes de Corll ter podido algemar Kerley ao seu quadro de tortura, o par deixou a casa de Corll para comprar sandes. Henley e Kerley mais tarde regressaram a casa de Corll - na companhia de uma menina chamada Rhonda Williams de 15 anos. Corll ficou furioso que uma rapariga tivesse sido trazida para sua casa, dizendo a Henley em privado que ele tinha "arruinado tudo". Externamente, contudo, Corll permaneceu calmo: ele esperou até que Henley e os outros dois adolescentes adormecessem de uma noite de bebida e marijuana antes de os amarrar.

Henley acordou para encontrar Corll a colocar-lhe algemas nos pulsos, Kerley e Williams tinham sido amarrados e algemados ao lado de Henley no chão.

Corll depois arrastou Henley pelas suas mãos algemadas até à cozinha e meteu uma pistola de calibre .22 no seu estômago, ameaçando disparar. Henley implorou pela sua vida, prometendo participar na tortura e morte dos dois jovens de Corll o libertasse. Corll aceitou e desamarrou Henley, depois levou Kerley e Williams para o seu quarto e amarrou-os em lados opostos do quadro de tortura: Kerley de barriga para baixo; Williams de barriga para cima.

Corll deu a Henley uma grande faca de caça, e ordenou-lhe que cortasse as roupas de Williams, insistindo que ele a violasse e matasse conforme ele ia fazer ao jovem. Henley começou a cortar as roupas da rapariga enquanto Corll punha a pistola em cima da mesa, sem roupa e subindo para cima de Kerley.

Morte de Corll Enquanto Corll começava a atacar e torturar Tim Kerley, Henley começou a cortar as roupas de Williams com a faca que Corll lhe tinha dado. Enquanto isto, Williams levantou a sua cabeça e perguntou a Henley, "Isto é real?" e Henley respondeu que sim e Williams perguntou a Henley se ele tencionava "fazer algo quanto a isso" quando Henley agarrou na pistola que Corll tinha deixado na mesa de cabeceira e ordenou a Corll que parasse o que estava a fazer gritando, "Foste longe demais, Dean!".