Insurgência comunista na Malásia, também conhecida como Segunda Emergência Malaia (em malaio: Perang Insurgensi Melawan Pengganas Komunis ou Perang Insurgensi Komunis e Darurat Kedua), foi um evento político ocorrido na Malásia entre 1968 a 1989, envolvendo o Partido Comunista da Malásia (PCM) e as forças de segurança federais do governo malaio.

Após o fim da Emergência Malaia em 1960, o Exército de Libertação Nacional Malaio, braço armado do PCM predominantemente de etnia chinesa, recuou para a fronteira Malásia-Tailândia, onde se reagruparam e retreinaram para futuras ofensivas contra o governo da Malásia. A insurgência comunista começou oficialmente quando o PCM emboscou forças de segurança em Kroh-Betong, na parte norte da Malásia Peninsular, em 17 de junho de 1968. O conflito também coincidiu com novas tensões étnicas entre malaios e chineses na Malásia Peninsular e a Guerra do Vietnã.Nazar bin Talib, pp.16–17

Embora o Partido Comunista da Malásia recebesse algum apoio limitado da China, esse suporte terminou quando Kuala Lumpur e Pequim estabeleceram relações diplomáticas em junho de 1974.Chin Peng, p.450 Em 1970, o PCM experimentou um cisma que levou ao surgimento de duas facções dissidentes: o Partido Comunista da Malásia – Marxista-Leninista (PCM-ML) e a Facção Revolucionária (PCM-FR).Chin Peng, pp.467–68 Apesar dos esforços para atrair os malaios ao PCM, a organização seria predominantemente dominada por chineses étnicos durante todo o período da insurgência comunista. Ao invés de declarar um "estado de emergência", como os britânicos haviam feito anteriormente, o governo da Malásia respondeu à insurgência introduzindo diversas iniciativas políticas, incluindo o Programa de Segurança e Desenvolvimento (KESBAN), Rukun Tetangga (Vigilância de Bairro), e RELA Corps (Popular Corpo de Voluntários Populares).Nazar bin Talib, pp.19–20

A insurgência comunista chegou ao fim em 2 de dezembro de 1989, quando o PCM assinou um acordo de paz com o governo da Malásia em Hat Yai, no sul da Tailândia, sob a supervisão do então primeiro-ministro da Malásia, Mahathir bin Mohamad, e de outras partes envolvidas. Isso coincidiu com o colapso dos regimes comunistas do Bloco Oriental.Nazar bin Talib, 21–22 Além dessa insurgência, outra insurgência comunista também ocorreu no estado malaio de Sarawak na ilha de Bornéu, que havia sido incorporada à Federação da Malásia em 16 de setembro de 1963.

Insurgência em Sarawak

Além da principal insurgência comunista na Malásia Peninsular, outra ocorreu em Sarawak, um dos estados de Bornéu, na Malásia. Entre 1962 e 1990, o Partido Comunista do Kalimantan do Norte (SCO) ou a Organização Comunista Clandestina (OCC) travaram uma guerra de guerrilha contra o governo da Malásia. A SCO entrou em negociações de paz com o governo da Malásia em 1990, o que levou a um acordo de paz em 17 de Outubro de 1990, que finalmente acabou com todas as hostilidades.

Leitura adicional

Fontes primárias

Documentos de arquivo Central Intelligence Agency, OPI 122 (National Intelligence Council), Job 91R00884R, Box 5, NIE 54–1–76, Folder 17. Secret. Reproduced at

Memórias

Fontes secundárias

Categoria:Rebeliões na Ásia Categoria:Guerras envolvendo a Malásia Categoria:Guerras envolvendo a Tailândia Categoria:Conflitos em 1968 Categoria:Conflitos em 1969 Categoria:Conflitos em 1970 Categoria:Conflitos em 1971 Categoria:Conflitos em 1972 Categoria:Conflitos em 1973 Categoria:Conflitos em 1974 Categoria:Conflitos em 1975 Categoria:Conflitos em 1976 Categoria:Conflitos em 1977 Categoria:Conflitos em 1978 Categoria:Conflitos em 1979 Categoria:Conflitos em 1980 Categoria:Conflitos em 1981 Categoria:Conflitos em 1982 Categoria:Conflitos em 1983 Categoria:Conflitos em 1984 Categoria:Conflitos em 1985 Categoria:Conflitos em 1986 Categoria:Conflitos em 1987 Categoria:Conflitos em 1988 Categoria:Conflitos em 1989