Públio Cornélio Rufino () foi um político da gente Cornélia da República Romana, eleito cônsul por duas vezes, em 290 e 277 a.C., com Lúcio Postúmio Megelo e Caio Júnio Bubulco Bruto respectivamente.

Primeiro consulado (290 a.C.) Foi eleito cônsul em 290 a.C. com Mânio Cúrio Dentato. Naquele ano, venceram os samnitas e acabaram com a Terceira Guerra Samnita, encerrando um ciclo de guerras que já durava quase cinquenta anos. O feito lhes valeu um grande triunfo. Além disso, depois de pouquíssimo tempo, conseguiram outro importante sucesso ao submeter definitivamente os sabinos, que eram uma constante ameaça à segurança de Roma. Ao fim desta guerra, os sabinos receberam a cidadania romana, mas sem direito a voto ("civitas sine suffragio"), e grande parte de seu território foi repartida entre o povo romano.Plutarco, Vidas Paralelas, Catão, o Velho, II, 2.Plutarco, Vidas Paralelas, Sila. 1

Ditador romano (280 a.C.)? Como Pirro havia deixado a Itália em meados de 279 a.C., Niebuhr comentaNiebuhr, Historia de Roma, vol. III. Nota 903 que o apoio de Fabrício à eleição de Rufino deve ter sido no primeiro consulado ou, talvez, com probabilidade ainda maior, que este apoio teria sido durante a sua ditadura, cujo ano não se menciona, mas que Niebuhr defende ter sido em 280 a.C., depois da derrota romana às margens do rio Siris (Batalha de Heracleia).

Segundo consulado (277 a.C.)

Eleito novamente, desta vez com Caio Júnio Bubulco Bruto,Lívio, Ab Urbe Condita epit. 11 foram enviados a Sâmnio e sofreram muito ao atacar os samnitas abrigados nas montanhas. A derrota romana na Batalha do monte Cranita gerou um desentendimento entre os cônsules, que acabaram se separando. Zonaras afirma que Bubulco se manteve em Sâmnio enquanto Rufino invadia Lucânia e Brúcio. Contudo, segundo os Fastos Capitolinos, que atribuem um triunfo sobre lucanos e brútios a Bubulco, é possível que o inverso tenha ocorrido.Zonaras VIII 6.

O principal acontecimento de seu seguindo consulado foi a conquista da importante cidade de Crotona. Rufino tinha uma má reputação por causa de sua avareza e desonestidade, mas era, ao mesmo tempo, um dos generais mais importantes de seu tempo e, por isso, diz-se que Caio Fabrício Luscino, seu inimigo pessoal, teria apoiado sua candidatura em 277 a.C. (ou 280 a.C.?), pois os romanos precisavam de um general com sua experiência e habilitada para conduzir a guerra contra Pirro de Epiro.Eutrópio ii. 9; Cícero de Orat. ii. 66; Quintiliano XII. 1. § 43; Dião Cássio Fragm. 37; Veleio Patérculo ii. 17; Frontino Strat. III. 6. § 4; Valério Máximo ii. 9. § 4; Macróbio I. 17;

Anos finais Em 275 a.C., os censores Caio Fabrício Luscino e Quinto Emílio Papo expulsaram Rufino do Senado afirmando que ele teria se apossado de dez libras de prata.Lívio, Ab Urbe Condita epit. 14 Segundo Plínio, o Velho, Rufino ficou cego dormindo quando sonhava com sua própria desgraça.Plínio, História Natural VII.50 Seu neto foi o primeiro da família a utilizar o cognome "Sula".

Ver também

Bibliografia

Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século IV a.C. Categoria:Romanos antigos do século III a.C. Categoria:Nascidos no século IV a.C. Categoria:Mortos no século III a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Terceira Guerra Samnita Categoria:Cornelii Categoria:Ditadores romanos Categoria:Guerra Pírrica Categoria:Guerras romano-sabinas