O Parque Estadual do Rio Corrente é uma reserva ambiental localizada no município de Açucena, Minas Gerais. Está localizado no domínio do bioma Mata Atlântica e tem por finalidade proteger um trecho do rio Corrente Grande, suas margens e florestas remanescentes.
Características gerais Abriga mais de 20 nascentes que formam afluentes de importantes cursos hídricos locais, como o ribeirão São Mateus e vários outros que também deságuam no Rio Corrente Grande, afluente do Rio Doce. O relevo é composto por colinas e morros. A fauna é composta por espécimes como o mutum do sudeste, siriema, paca, capivara, jacu, raposa e outras espécies que necessitam de ambientes florestais preservados para sobreviverem. Na região são encontradas espécies arbóreas, como o ipê, a quaresmeira, a sapucaia e até mesmo cedros e jacarandás.
Ocupação Na mesma época em que índios pataxós ocuparam o Parque Estadual Serra da Candonga em Guanhães, outro grupo de índios vindos da mesma aldeia em Carmésia, Minas Gerais, ocupou o Parque Estadual do Rio Corrente buscando melhor condição de vida. Por tratar-se de um terreno montanhoso, os índios encontraram dificuldades para cultivar seu alimento. Além disso, há relatos de perseguição por fazendeiros locais, o que motivou a realização de reuniões a fim de discutir a possibilidade da instauração de uma reserva indígena no local.
Criação e gestão O Parque Estadual do Rio Corrente foi criado pelo Decreto Estadual nº 40.168, de 17 de dezembro de 1998, na região do médio Rio Doce, no município de Açucena. Segundo o decreto, a unidade tem por finalidade proteger a fauna e a flora regionais e as nascentes dos rios e córregos da região, além de criar condições ao desenvolvimento de pesquisas e estudos. Como unidade de proteção integral, ficou sujeita às normas do regulamento de parques estaduais, aprovado pelo Decreto nº 21.724, de 1981, e teve vedado, em seus limites, o desmatamento de vegetação nativa até a efetiva regularização da área.
A implantação e a administração do parque couberam ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), ao qual a unidade ficou subordinada. O decreto determinou que a então Fundação Rural Mineira (RURALMINAS) promovesse a regularização fundiária da área no prazo de 180 dias, e que o IEF dotasse o parque de um administrador e de recursos de gestão no prazo de 90 dias, além de criar brigadas de prevenção e combate a incêndios florestais. A fiscalização da unidade ficou a cargo do policiamento florestal da Polícia Militar de Minas Gerais, sob coordenação do IEF.
Localização A unidade situa-se no leste de Minas Gerais, na região do médio vale do Rio Doce, dentro dos limites do município de Açucena. Abrange uma área de cerca de 5 065 hectares de relevo acidentado, recoberta por remanescentes de Mata Atlântica que protegem o trecho do rio Corrente Grande e as nascentes que o alimentam. O acesso se dá a partir da sede de Açucena, em uma das porções mais fragmentadas da Mata Atlântica do leste mineiro.
Conservação Inserido no domínio da Mata Atlântica, o parque protege remanescentes florestais e mananciais do médio vale do Rio Doce, região historicamente afetada pelo desmatamento e pela ocupação agropecuária. A proteção dessas áreas contribui para a conservação das nascentes que abastecem cursos d'água tributários do rio Corrente Grande e, por extensão, da própria bacia do Rio Doce. Por ser uma unidade de proteção integral, o parque admite apenas o uso indireto de seus recursos naturais, como a pesquisa científica e a educação ambiental, sendo vedada a exploração direta da vegetação e da fauna em seu interior. A unidade integra o conjunto de parques estaduais administrados pelo Instituto Estadual de Florestas em Minas Gerais.
Referências
Rio Corrente Categoria:Geografia de Açucena (Minas Gerais) Categoria:Parques estaduais relativos a rios