Gerson King Combo é o segundo álbum de estúdio do cantor brasileiro Gerson King Combo, lançado pela Polydor em 1977 - em LP - e relançado pela Universal Music Group em 2001 - em CD.

Antecedentes No final da década de 1960 e início dos anos 70, apareceu um novo tipo de baile no Rio de Janeiro. Por influência de dois DJ's cariocas - Big Boy e Ademir Lemos - este novo tipo de baile - chamados de Bailes da pesada - tocava sucessos de funk e soul americano, ocorrendo, inicialmente, no Canecão e, depois, por toda a zona norte do Rio de Janeiro. A partir destes primeiros, diversos bailes começaram a pipocar na periferia da cidade, tocando o mesmo estilo musical. Assim, começaram a surgir diversas equipes de som - como Furacão 2000 e Soul Grand Prix - e várias bandas para tocar aquela música.Big Boy - Biografia. Publicado por Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira. Página visitada em 02 de março de 2016. Gerson tocou e dançou nesses bailes com sua banda, sendo aclamado como "rei dos bailes" e "James Brown brasileiro", pelo seu estilo de dançar imitando James Brown. Assim, ele grava diversos compactos no início dos anos 70, pelas gravadoras Tapecar e Odeon e participa de uma coletânea pela Polydor,Gerson King Combo Discography. Publicado em Discogs. todos sem conseguir sucesso radiofônico, nem penetração nos bailes.

Tudo mudou no dia 17 de julho de 1976, quando a jornalista Lena Frias publicou matéria de 4 páginas no caderno cultural do Jornal do Brasil sobre o movimento Black Rio, enfocando nos bailes e na atitude das pessoas. A partir daquele momento, o movimento de periferia passaria a ganhar a atenção não só da mídia e da indústria cultural brasileira,CONCEIÇÃO RIBEIRO, 2010, p. 166 e seguintes. bem como do aparato repressivo do regime.PALOMBINI, 2008, p. 59, nota. Logo, diversos artistas que tinham penetração naqueles bailes - que chegavam a concentrar de 500 mil a 1 milhão e meio de pessoas por fim de semanaPALOMBINI, 2008, p. 60. - passaram a assinar contratos com grandes gravadoras, na tentativa destas de vender a este imenso mercado consumidor. Deste modo, Gérson assina contrato com a Polydor.

Gravação O álbum foi gravado juntamente com a banda União Black, no estúdio Phonogram, da Polygram (dona do selo Polydor), com a produção de Ronaldo Corrêa, direção artística de Pedrinho da Luz, e arranjos de Pedro da Luz, Marcelo, Ronaldo Corrêa, Augusto César e do maestro Miguel Cidras.Gerson King Combo - Gerson King Combo. Publicado em Discogs.

Recepção Quando do seu lançamento, o álbum foi recebido de modo frio pela crítica especializada, sendo considerado apenas uma imitação, uma cópia do som de James Brown, sem nenhuma originalidade. Também era comum a crítica à "americanização" da cultura brasileira, como era visto o movimento Black Rio como um todo.KNAPP, Érica. As duas campeãs dos enlatados. Folha de S. Paulo, Ilustrada, p. 8. Consultado em 02 de março de 1978. Apesar disso, as vendagens do disco foram boas o suficiente para emplacar dois relativos sucessos - "Mandamentos Black" e "God Save the King" - e justificar um segundo álbum pela mesma gravadora, no ano seguinte. Hoje em dia, o álbum é considerado um dos grandes lançamentos da música negra brasileira nos anos 70. Em 2001, a Universal Music Group relançaria este disco e o seu sucessor em CD.

Faixas

Ficha Técnica Direção artística: Pedro da Luz (Pedrinho) Produtor executivo: Ronaldo Corrêa Técnicos de Gravação: João Moreira, Luiz Cláudio e Jairo Gualberto Assistentes de estúdio: Mr. Anibal e Julinho Mixagem: João Moreira Montagem: Jairo Gualberto e Luiz Cláudio Corte: Luigi Hoffer Arranjos: Maestro Miguel Cidras Arranjos de base: Pedrinho, Marcelo, Ronaldo Corrêa e Augusto César Direção de arte: Aldo Luiz Lay out e Arte final: Nilo de Paula Fotos: José Maria

Bibliografia . Música dançante africana norte-americana, soul brasileiro e funk carioca: uma bibliografia. III Seminário Música, Ciência e Tecnologia, n. 3, São Paulo, 2008, pp. 59–68. ISSN: 1982-9604. . Errância e Exílio na Soul Music: do movimento Black-Rio nos anos 70 ao Quarteirão do Soul em Belo Horizonte, 2010. Tempo e Argumento: Revista do programa de pós-graduação em História, v. 2, n. 2, Florianópolis, jul-dez de 2010, pp. 154–181.

Categoria:Álbuns de funk Categoria:Álbuns de soul Categoria:Álbuns de 1977 Categoria:Álbuns lançados pela Polydor Records Categoria:Álbuns lançados pela Universal Music Group Categoria:Álbuns em língua portuguesa Categoria:Álbuns em língua inglesa