Taiji () é um termo cosmológico chinês para o estado "final supremo" do potencial absoluto e infinito indiferenciado, a unicidade antes da dualidade, a partir do qual Yin e Yang se originam, em contraste com o Wuji (無極, "sem viga mestra").Adler, Joseph A. (1999). "Zhou Dunyi: The Metaphysics and Practice of Sagehood" Sources of Chinese Tradition, William Theodore De Bary and Irene Bloom, eds. 2nd ed., 2 vols. Columbia University Press.Bowker, John (2002). "Religions." Cambridge University PressCohen, Kenneth J. The Way of QiGong. The Art and Science of Chinese Energy Healing. New York: Ballantine, 1997.Coogan, Micheal (2005). "Eastern Religions." Oxford University press.Chen, Ellen M. (1989). The Tao Te Ching: A New Translation and Commentary. Paragon House. Cheng, Chung-Ying. (2006). "Journal of Chinese Philosophy" Blackwell Publishing. ISSN 0301-8121Gedalecia, D. "Excursion Into Substance and Function: The Development of the T'i-Yung Paradigm in Chu Hsi." Philosophy East and West," 24 (October, 1974), 443-451.Le Blanc, Charles. (1985). Huai-nan Tzu: Philosophical Synthesis in Early Han Thought: The Idea of Resonance (Kan-Ying) With a Translation and Analysis of Chapter Six. Hong Kong University Press.Mair, Victor H. (1994). Wandering on the Way: early Taoist tales and parables of Chuang Tzu. Bantam.
National QiGong Association Research and Education Committee Meeting. Terminology Task Force. 2012.Needham, Joseph and Colin A. Ronan. (1978). The Shorter Science and Civilisation in China. Cambridge University Press.Robinet, Isabelle. (1990). "The Place and Meaning of the Notion of Taiji in Taoist Sources Prior to the Ming Dynasty," History of Religions 23.4: 373-411.Robinet, Isabelle. (2008). "Wuji and Taiji 無極 • 太極Ultimateless and Great Ultimate", in The Encyclopedia of Taoism, ed. Fabrizio Pregadio, Routledge, pp. 1057–9.Wilhelm, Richard and Cary F. Baynes. (1967). The I Ching or Book of Changes. Bollingen Series XIX, Princeton University Press. Wu, Laurence C. (1986). "Fundamentals of Chinese Philosophy" University Press of America. ISBN (perfect): 0-8191-5571-5 ISBN (cloth): 0-8191-5570-5Zhang Dainian and Edmund Ryden. (2002). Key Concepts in Chinese Philosophy. Yale University Press.
O termo taiji e sua outra grafia t'ai chi (usando o sistema Wade-Giles em oposição ao sistema Pinyin) são usados mais comumente no ocidente para se referir ao taijiquan (ou t'ai chi chuan, 太極拳), uma arte marcial interna, sistema chinês de meditação e prática terapêutica. Este artigo, entretanto, se refere apenas ao uso do termo na filosofia chinesa e no confucionismo, taoismo e budismo. Etimologia Taiji (太極) é uma composição de tai, 太, "grande; supremo; extremo"(um superlativo de da, 大, "grande") e ji, 極, "polo; viga; ponto culminante; extremo; alcançar o fim; atingir; saída". Combinando os dois termos, taiji significa "a fonte, o início do mundo". Outras traduções comuns são "supremo final", "grande final", "polo supremo", "grande absoluto" e "suprema polaridade". Nos textos chineses Nos textos clássicos chineses, muitas escolas de filosofia chinesa citam o taiji. Zhang e Ryden explicam a necessidade ontológica do taiji:
Zhuangzi O texto clássico taoista Zhuangzi introduziu o conceito de taiji. Um dos "capítulos internos" (circa século III a.C.) contrasta o taiji, "supremo final", "zênite" com o liuji, 六極, "seis finais", "seis pontos cardeais", "nadir".
Huainanzi O texto clássico confucionista e taoista Huainanzi (século II a.C.) menciona o zhenren, "pessoa perfeita" e o taiji, "supremo final" que transcende categorias como o yin-yang:
I Ching O taiji também aparece no comentário do I Ching Xìcí, 繫辭, "julgamentos anexados", tradicionalmente atribuído a Confúcio, mas provavelmente redigido no século III a.C.
Esta sequência de potências de dois inclui taiji → Yin-yang (duas polaridades) → Sixiang (quatro símbolos) → Ba gua (oito trigramas). Richard Wilhelm e Cary Baynes explicam:
Taijitu shuo O filósofo da dinastia Song Zhou Dunyi (1017-1073) escreveu o Taijitu shuo, 太極圖說, "Explanação do diagrama do supremo final", que se tornou o pilar da cosmologia neoconfucionista. Seu texto breve sintetizou aspectos do budismo na China e taoismo com discussões metafísicas do I Ching.
Os termos wuji e taiji aparecem na linha de abertura do texto, 無極而太極, que Adler traduz como "a suprema polaridade que é não polar!"
Ao invés das usuais traduções de taiji como "supremo final" ou "polo supremo", Adler usa "polaridade suprema" porque Zhu Xi o descreve como o princípio alternante entre yin e yang, e...
Conceito central Entende-se que taiji é o mais alto princípio concebível, aquele a partir do qual a existência flui. Isso é muito similar à ideia taoista de que "o movimento do dao é reversão". O "supremo final" cria yin e yang: movimento gera yang; quando sua atividade chega ao limite, se torna tranquilo. Através da tranquilidade, o supremo fim gera yin. Quando a tranquilidade chega ao limite, há um retorno ao movimento. Movimento e tranquilidade, em alternância, se tornam a fonte um do outro. A distinção entre yin e yang é determinada e as duas formas (ou seja, o yin e o yang) são reveladas. Pelas transformações do yang e a união do yin, os cinco elementos (qi) de água, fogo, madeira, metal e terra são produzidos. Esses cinco qi são dispersos, gerando harmonia. Uma vez que há harmonia, as quatro estações podem ocorrer. Yin e yang produziram todas as coisas, e estas, por sua vez, produzem e reproduzem, o que torna, esse processo, interminável. O taiji é a base do tai chi chuan, uma arte marcial interna chinesa baseada nos princípios do yin e yang e na filosofia taoista, e devotada ao treino físico e energético interno. Ele é representado por cinco estilos familiares: Chen, Yang, Wu(Hao), Wu e Sun. Existem muitos ramos dessas cinco famílias, assim como estilos mais recentes, simplificados e combinados para competição. Símbolos nacionais e regionais que contêm o taiji bandeira da Mongólia bandeira do Tibete bandeira da Coreia do Sul emblema da Coreia do Sul Taegeuk
Categoria:Pensamento chinês
Categoria:Filosofia chinesa