José Gomes de Almeida Branquinho (freguesia Oriental, Viseu, 1 de Janeiro de 1871 – Lisboa, 12 de Junho de 1916) foi um poeta e jornalista português.
Biografia Nasceu na Rua da Árvore, freguesia Oriental (posteriormente São José), em Viseu. Era filho de Carlota de Albuquerque, solteira, natural de Carregal do Sal.
Deixou dispersas por jornais e revistas muitas composições suas, de justo merecimento literário.
Amanuense do Comissariado de Instrução Pública da cidade natal, Viseu, obteve, em 1902, transferência para o Porto e, alguns anos depois, para a Inspecção Escolar de Lisboa. Foi Sub-Chefe da Revisão do "Diário de Notícias", em cujo jornal publicou várias poesias. Colaborou no "Jornal da Manhã", na "Vanguarda", na "Alma Nova" e no "Arquivo Democrático", e nos periódicos visienses "A Folha", "O Maganão", "O Eco Visiense", "O Grilo da Cava", com o pseudónimo de Dr. Mandioca, "A Voz da Oficina", "A Academia" e "Hilário", do qual foi Director de 1896 a 1897.
Em 31 de Agosto de 1911, casou civilmente em Lisboa com Albertina Rosa dos Santos (Sé, Viseu, c. 1880). Deste casamento não houve descendência.
Deixou as seguintes obras: O Último Boémio, de colaboração com A. Campos, Viseu, 1896 - opúsculo de reduzida tiragem, sobre a morte de Hilário, o famoso estudante boémio coimbrão, natural de Viseu A Filha, poemeto dramático social, Viseu, 1897 Vida Boémia, amor e sátira, Viseu, 1902 Ladrão... do milho, paródia à Oração do Pão de Abílio Manuel Guerra Junqueiro, Porto, 1902 A Estátua de Pombal, poema anti-jesuítico, Lisboa, 1905 O Castanheiro dos Amores, poemeto patriótico e de amor, Lisboa, 1913 Objurgatória da Guerra, poemeto, 1915 - publicado na "Vanguarda"
A Câmara Municipal de Viseu consagrou a memória de José Branquinho, dando o seu nome à Rua onde viveu.
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