Quinto Fábio Máximo Alobrógico () foi um político da gente Fábia da República Romana eleito cônsul em 121 a.C. com Lúcio Opímio. Era filho adotivo de Quinto Fábio Máximo Emiliano, cônsul em 145 a.C., e biológico de Lúcio Emílio Paulo Macedônico. Teve um filho homônimo, famoso por seus vícios.

Carreira thumb|direita|upright=1|Mapa da Gália mostrando o território dos alóbroges. Fábio aparece pela primeira vez durante as eleições para questor em 134 a.C., na qual foi recomendado aos eleitores por seu tio Cipião Emiliano. Depois que ele foi eleito, Cipião levou-o como seu questor à sua campanha na Hispânia Citerior, onde os dois lutaram a Guerra Numantina. Ainda lá, Alobrógico foi encarregado de voluntários.Broughton, pg. 491

Em 124 a.C., ele já havia sido eleito ao cargo de pretor, pois, no ano anterior, foi nomeado propretor na Hispânia.Broughton, pg. 512 Durante seu mandato, recebeu uma censura do Senado Romano, depois de uma moção de Caio Graco, por extorquir um resgate de cereais de uma cidade hispânica.Broughton, pg. 514

Fábio foi eleito cônsul em 121 a.C. com Lúcio Opímio e recebeu a Gália Transalpina como província consular, onde Cneu Domício Enobarbo, cônsul do ano anterior e procônsul da região vinha conduzindo a guerra de conquista romana contra os arvernos e alóbroges.Broughton, pg. 520 Depois de derrotar o exército inimigo principalmente por causa do terror provocado entre eles pelos elefantes de guerra, Fábio recebeu o agnome de "Alobrógico" e celebrou um triunfoBroughton, pgs. 521 and 524 em Roma no qual desfilou para os romanos o rei dos arvernos, Bituito, em sua armadura de prata. Graças às ricas reservas de chumbo da Gália meridional, conseguiu dinheiro suficiente para construir o Arco de Fábio no Fórum Romano, cruzando a Via Sacra, perto do Templo de Vesta, onde colocou uma estátua sua.Pseud-Ascon. ad Cic. Verr i. 7, p. 133, Orelli; Schol. Gron. pp 393, 399; Cícero, Orat. II 66; Plínio, História Natural VII 50.Smith, pgs. 995-996

Depois da morte de seu tio, Cipião Emiliano, em 129 a.C., ofereceu um banquete à cidade de Roma e proferiu o discurso funerário ao grande general, um fragmento do qual ainda existe.Cícero, Pro Muraen. 36; Schol. Bob in Milonian. p. 283, Orellana; Apiano, Gall. 2.; Veleio Patérculo II 10; Plínio, História Natural [33, 141, um trecho que confunde Fábio com seu irmão.Smith, pg. 996

Em 113 a.C., é possível que ele tenha sido o "Quinto Fábio" que foi enviado como líder de uma embaixada a Creta para ajudar a moderar disputas entre as várias cidades da ilha.Broughton, pgs. 536-538 Finalmente, em 108 a.C., ele (ou Quinto Fábio Máximo Eburno) foi nomeado para o cargo de censor romano.

Árvore genealógica

Ver também

Bibliografia

John Keegan, Andrew Wheatcroft Who's Who in Military History

Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século II a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Nascidos no século II a.C. Categoria:Mortos no século II a.C. Categoria:Procônsules na Gália Categoria:Fabii Categoria:Censores da República Romana Categoria:Propretores da República Romana Categoria:Governadores romanos da Hispânia Categoria:Governadores romanos da Gália Transalpina