Ápio Cláudio Pulcro () foi um político da gente Cláudia da República Romana nomeado cônsul em 38 a.C. com Caio Norbano Flaco. Foi um dos primeiros patrícios a se declarar publicamente em favor do herdeiro de Júlio César, Otaviano.

Carreira Membro do ramo patrício da gente Cláudia, Pulcro nasceu com o nome "Caio" e era filho biológico de Caio Cláudio Pulcro, pretor em 56 a.C.. Quando foi adotado por seu tio, Ápio Cláudio Pulcro, cônsul em 54 a.C., irmão do pretor Caio, assumiu o prenome de seu pai.Anthon & Smith, pgs. 209-210; Syme, pg. 229 Juntamente com seu irmão biológico, também chamado Ápio Cláudio Pulcro, processou Tito Ânio Milão, em 51 a.C., pelo assassinato de Públio Clódio Pulcro, e conseguiu condená-lo com a ajuda de Pompeu.Anthon & Smith, pg. 210

Originalmente um aliado de Marco Antônio após a morte de Júlio César, Pulcro revelava alguma simpatia pela causa dos liberatores e demostrou disposição de se juntar a Décimo Júnio Bruto Albino.Syme, pg. 237 Porém, já em 38 a.C., quando foi escolhido cônsul, passou a apoiar a causa de Otaviano e foi um dos primeiros patrícios a se declarar publicamente ao herdeiro de Júlio César.Broughton, pg. 389; Syme, pg. 229 Esta aliança foi possível como resultado do casamento de Otaviano com a aristocrata Lívia Drusila, uma parente biológica de Pulcro.Syme, pg. 268 Ao fazê-lo, Pulcro ligou sua própria auctoritas à fortuna e crescente poder de Otaviano e foi ricamente recompensado por ele nos anos seguintes.Syme, pgs. 238-239

Em 36 a.C., durante a guerra de Otaviano contra Sexto Pompeu, Pulcro recebeu o comando da retaguarda da frota de Otaviano quando a armada sofreu danos numa tempestade perto de Putéolos.Broughton, pg. 400 Em 34 a.C., Pulcro foi nomeado procônsul em uma das províncias da Hispânia, onde permaneceu por dois anos, durante os quais foi aclamado imperator.Broughton, pgs. 411 & 418; Syme, pg. 239 Em 32 a.C., já de volta em Roma, celebrou seu triunfo em 1 de junho.Syme, pg. 292; Broughton, pg. 418 Depois disto, não recebeu mais comandos militares e, em 31 a.C., assumiu uma posição de septênviro epulão.Broughton, pg. 426

Pulcro teve pelo menos um filho, que pode ter sido condenado à morte pelo imperador romano Augusto por suspeita de adultério com a filha dele, Júlia.Syme, pg. 426 É possível ainda que ele tenha tido mais um filho, Marco Valério Messala Apiano, cônsul em 12 a.C., que foi provavelmente adotado por Marco Valério Messala, cônsul sufecto em 32 a.C.Syme, Ronald, "The Augustan Aristocracy" (1986), pg. 147. Clarendon Press. Retrieved 2012-11-06

Ver também

Notas

Bibliografia

Syme, Ronald, The Roman Revolution (1939) Anthon, Charles & Smith, William, A New Classical Dictionary of Greek and Roman Biography, Mythology and Geography (1860).

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